sábado, 26 de abril de 2014

O GRANDE PROLOGO. Parte final.

No fim das contas eu não estava completamente sozinho, muito pelo contrario, pois a cerca de 500 metros da minha casa mora minha avó e meus tios.

Minha avó é uma mulher linha dura que esta sempre disposta a ajudar as pessoas e meus tios também são ótimos; meu tio apesar de mal humorado esta sempre disposto a ajudar e minha tia com seu bom humor e bondade é uma pessoa sem igual. 
Meus tios também tem dois filhos que não os vejo como primos e sim como irmãos.

Quando minha mãe morreu ainda no velório vê meus tios, meu pai e minha avó discutirem meu destino. Eles queriam que eu fosse morar com eles, mas meu pai interviu, disse que com eles eu perderia minha pouca liberdade e nisso ele tinha razão.

Meu velho sugeriu então que nos deixassem em casa mesmo, pois logo voltaria a morar com meu irmão e eu e então reassumiria a responsabilidade por nós.

Achei esta uma atitude incrível vinda da parte dele, mas mal sabia eu que o"logo"dele era quase dois anos após a morte da minha mãe e que ate la muita água ia rolar...

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O GRANDE PROLOGO. Quinta parte.

A morte de minha mãe foi o primeiro incidente que fez aquele vazio que sentia dentro de mim crescer. 
Cada dia que passava sem ela sentia que o vazio crescia exponencialmente e previa que mais cedo ou mais tarde ele me engoliria.

Com a morte da pessoa que mais amei no mundo restamos apenas meu irmão e eu.
Dali para frente eramos  nos dois contra o mundo.

Que "ótimo" já que falávamos línguas totalmente diferentes.

Conforme os dias passavam vi que meu destino era mesmo estar sozinho, pois mesmo morando na mesma casa que meu irmão nunca se quer o via tempo suficiente para pergunta se ele estava bem ou mesmo para que ele me perguntasse se eu estava bem.
( Se é que isso importava para ele! )

sábado, 5 de abril de 2014

O GRANDE PROLOGO. Quarta parte.


Se tem um dia que fica marcado para sempre nas nossas memorias é o dia que perdemos alguém que amamos.

A maior facada que alguém pode levar é perder a mãe prematuramente... vê-la morrer nos seus braços a caminho do hospital então é ainda pior.
Essa é uma dor que jamais passa é uma cicatriz invisível que deixa uma marca eterna.

Essa marca em mim se manifesta através da insegurança.
A partir daqui sempre que alguém entra em minha vida essa marca se manifesta e eu penso que por mais que me apegue a ela nada vai impedir que um dia ela parta da minha vida e eu sofra tudo aquilo de novo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O GRANDE PROLOGO. Terceira parte.

Ate meus 12 anos de idade minha vida foi uma grande diversão. Estudar, brincar e ver televisão eram minhas únicas obrigações e preocupações, ate que comecei a trabalhar com meus tios nos fins de semana.

Aos 13 anos as garotas começaram a entrar em minha vida e uma nova etapa na vida de todos começou.
Dramas e paixonites iam e vinham a toda hora e as sensações de vazio e solidão iam e vinham junto com elas também.

É engraçado como esses namoricos surgem do nada e parecem mudar as nossas vidas completamente, e ainda mais engraçado quando eles acabam e parece que o mundo vai acabar junto com eles.

Aos 15 anos mil coisas passam pela cabeça de um adolescente; também com um turbilhão de novas informações surgindo a cada segundo. Em meio a essa agitação perder um ente querido pode piorar ainda mais as coisas.

terça-feira, 1 de abril de 2014

O GRANDE PROLOGO. Segunda parte.

Outro fato que vocês precisam saber sobre mim é que alem dos meus pais tambem tenho um irmão mais velho.
Sempre quis sair com meu irmão, estar onde ele estava, fazer o que ele fazia, gostar do que ele gostava, enfim ser como ele era, mas com tempo percebi que ele não me queria por perto e acabei desistindo de estar onde ele estava, desisti de fazer o que ele fazia, gostar do que ele gostava e decidi fazer de tudo para não ser como ele era.

Desde que me considero por gente sempre senti que faltava algo em minha vida e cada ano que passava essa sensação  crescia.

Quando completei 10 anos começaram a acontecer muitas brigas entre meus pais e isso levou meu pai a sair de casa o que deixou minha mãe muito triste.
A partir daquele instante percebi que seriamos apenas minha mãe, meu irmão e eu. 
As coisas ficaram mais difíceis e acabei conquistando mais espaço, podendo assim sair de casa o que me permitiu se divertir com meus colegas e fazer grandes amigos.

Esses amigos me ajudaram a preencher uma grande parte daquele vazio em minha vida, mas mesmo assim ainda sentia que faltava alguma coisa...