domingo, 19 de julho de 2015

A QUEDA DO ALICERCE. Terceira parte.

Cada dia que passava com minha avó naquele estado parecia piorar e muito a situação e meus primos e eu estávamos apavorados.
Todas as nossas tentativas de convence-la a ir ao hospital tinham falhado e ate mesmo chorar nos seus pés em desespero não havia sido suficiente para convence-la... digo isso por que foi o que eu fiz na ultima vez que pedi para ela deixar que nos a levasse ao medico.

Cansado de vê-la naquele estado a entreguei nas mãos de Deus e fui para casa de meu amor. Depois de ouvir dezenas de vezes da boca dela que nos tínhamos que levar minha avó a força para o hospital demos esse assunto por encerrado.

No outro dia enquanto desfrutava da companhia de meu amor recebi uma ligação de minha prima dizendo que minha avó havia se rendido a dor e as nossas suplicas e aceitado ser levada ao hospital.
Rapidamente peguei minha moto e corri para casa onde alertei meu irmão e fomos todos para casa de minha avó.

Como estava difícil move-la foi necessário ligar para uma ambulância e assim que ela chegou e a levou precisei me segurar para não chorar... afinal de contas naquela hora me veio em mente a maldita sina de minha família que sempre que vai para um hospital não sai de la com vida!

A QUEDA DO ALICERCE. Segunda parte.

Isso sim é uma grande ironia do destino.
A mulher trabalha duro na rua varrendo a avenida de fora a fora, capinando os canteiros dias sim dia não e carregando baldes pesados cheios de água para la e para cá e nada lhe acontece, ai  derrepente um simples escorregão dentro de casa resulta em uma queda violenta.

Mais de uma vez minha avó sofreu pequenos acidentes como este causando quedas dentro de casa e estas quedas sempre lhe causaram apenas pequenos hematomas e algumas vezes ate dores musculares que duravam por dias a impossibilitando ate de levantar o que nos deixava preocupadíssimos, pois esta se recusava a ir ao medico.

Felizmente como era uma mulher forte dias após esses acidentes ela estava recuperada e sem sequelas, por isso acreditávamos que dessa vez seria igual, mas infelizmente dessa ultima vez as coisas foram completamente diferentes.

Após sofrer aquela que parecia a mais simples de todas as suas quedas minha avó não demonstrava sinais de melhora e pelo contrario parecia cada dia pior, mas mesmo assim se recusava a ir ao medico o que nos deixava numa situação difícil.

Assim os dias foram passando e meus primos e eu passamos por uma semana difícil, pois tínhamos de conviver com a versão mais mal humorada e histérica da minha avó devido a dor que ela estava sentindo.

Quando já não aguentávamos mais vê-la sofrer e sofrer os maus tratos dela eu e meus primos começamos a pedir ajuda de parentes para convence-la a ir ao hospital e ate mesmo para nos ajudar a leva-la, mas assim como nos todos que tentaram rambem falharam em persuadi-la.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A QUEDA DO ALICERCE. Primeira parte.

Todos que me conhecem sabem que eu não possuo uma família convencional, mas independente disso família é família e assim como todo mundo eu também amo minha família.

Outra coisa que minha família tem em comum com as famílias convencionais é o alicerce. Toda família tem alguém que é o alicerce ou o pilar central e na minha esta pessoa é minha avó.

Desde que me considero por gente minha avó sempre foi a mulher mais forte que conheci. Ela sempre foi muito dura com todo mundo, mas também sempre foi muito boa.
Minha avó é do tipo de pessoa que não existe mais: o tipo de pessoa que tira da própria boca para dar de comer para um estranho.

Desde que minha mãe morreu minha avó que também é minha madrinha tem sido uma verdadeira mãe para mim.
Mesmo não morando juntos eu a respeito muito e tenho que vê-la todos os dias quase como se isso fosse uma lei para mim.

O fato é que apesar dos anos estarem a cada minuto tentando derruba-la minha avó sempre lutou bravamente e continuou com sua vida ativa de cuidar do bairro onde moramos limpando e plantando dia sim dia não o que sempre nos preocupou muito, pois com a idade avançada essas tarefas que ela vive fazendo poderião feri-la gravemente.

Apesar de nossa preocupação minha avó continuou firme com seus afazeres e nada de ruim aconteceu com ela la fora, mas ironicamente não foi seu trabalho pesado que a derrubou e sim um pequeno acidente em casa...

terça-feira, 14 de julho de 2015

95% DE CADA MOMENTO.

Desde que minha namorada ganhou a bolsa para estudar fora não teve um momento se quer que eu não sentia que os momentos que passava ao lado dela poderiam ser os últimos.

Quando íamos no shopping era como se fosse a ultima vez que andaríamos de mãos dadas por aqueles corredores; quando saiamos para comer um lanche olhava para a cadeira dela e a imaginava vazia nos próximos meses que viriam; quando íamos no cinema eu imaginava que olharia para o lado e veria dezenas de casais juntos e eu sozinho com minha pipoca; quando assistíamos tv em sua casa agarradinhos imaginava que daqui a pouco seria só eu e minha tv na minha casa.

Eu queria muito aproveitar 100% cada momento, mas era impossível não pensar nisso
mais eu tinha que tentar.
Uma certa noite de fevereiro meu amor achou que me devia um jantar especial devido ao ultimo aniversario de mês de namoro que não pudemos comemorar por causa de sua gripe e então decidiu fazer algo maravilhoso para jantarmos.

É impressionante mas para quem dizia que era uma péssima cozinheira antes de começarmos a namorar Aquela que se tornou meu mundo havia se tornado uma ótima cozinheira em poucos meses.

Ciente de como gostava de purê de batatas meu amor aprendeu a fazer escondidinho de frango e resolveu fazer um. Como estava indo busca-la em seu serviço e nos dias em que namorávamos já ficava direto em sua casa pude assistir o processo de criação do escondidinho e ate contribui com sua construção descascando as batatas e ajudando a desfiar o frango.
Na metade do processo percebemos o quanto aquilo ia ficar grande para nos dois comermos e decidimos convidar uns amigos para se juntar a nos.
Assim Aquela que me apoia e Aquele que me da uns empurrões ouviram nosso chamado e vieram se juntar a nos.

O processo de criação do escondidinho foi longo e alguns contratempos aumentaram ainda mais seu tempo de preparo, mas no fim foi ate melhor assim, pois pudemos colocar a conversa em dia e nos divertimos muito.
Passamos uma noite ótima juntos e foi tudo perfeito. O jantar ficou uma delicia e meu amor mais uma vez se mostrou uma cozinheira de mão cheia.

No fim da noite o assunto sobre sua faculdade veio a tona e nossos amigos ficaram muito contentes pela conquista do meu amor e eu me senti muito mal por não ter conseguido demonstrar minha felicidade como eles. 
Depois de conversarmos bastante a noite foi chegando ao fim e meus amigos começaram a se despedir.

Como eles moravam perto de casa e precisavam de carona fui com eles e me despedi de meu amor agradecendo pela maravilhosa noite e refeição.

A MASCARA.

Desde pequeno nunca gostei que sentissem pena de mim e nem de dar preocupação para as pessoas. 
Isso sempre me fez se sentir patético e por isso quando estava com problemas tentava esconder a tristeza com um sorriso falso para que todos achassem que estava tudo bem.

Com o passar dos anos muita merda aconteceu na minha vida e para não deixar as pessoas que amo preocupadas e aqueles que sentiam pena de mim parassem de me olhar com piedade aprimorei minha habilidade de rir diante a tragedia ao nível de fazer piadas da situação e me tornei uma especie de brincalhão aos olhos de todos.

Com o tempo adquiri a habilidade natural de fazer as pessoas rirem ate mesmo quando o que eu mais queria era chorar junto delas e a essa habilidade dei o nome de MASCARA.

Eu passei tantos anos usando essa mascara que ela acabou virando meu verdadeiro rosto.

Apenas quando conheci Aquela que se tornou o meu mundo e que ela pode ver através da minha mascara pude finalmente tira-la e me livrar dela e precisei aprender a viver sem esconder meus sentimentos.

Foi muito bom poder compartilhar meus problemas, tristezas e preocupações com alguém e não ter que esconder meus verdadeiros sentimentos.
Foi muito difícil reaprender a demonstrar meus sentimentos e encostar num ombro amigo para chorar como todos fazem, mas a sensação foi maravilhosa.

Achei que daquele dia em diante nunca mais voltaria a usar a mascara novamente, mas quando vi o quanto Aquela que se tornou meu mundo estava contente com sua conquista que por mais que me deixasse feliz ao mesmo tempo me entristecia profundamente achei que era hora de tirar a poeira da mascara e vesti-la mais uma vez para não deixa-la mal e assim conseguir dar apoio a ela com um sorriso no rosto.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A PRIMEIRA DE MUITAS NOITES SEM DORMIR.

Ainda me lembro da primeira noite que passei em claro chorando horas interruptas, foi no dia em que minha mãe faleceu.

Não sabia que era possível para uma pessoa chorar tanto, mas descobri ser possível quando os primeiros raios de sol atravessaram minha janela e atingiram meu rosto me mostrando que sete horas haviam se passado.
Naquele dia eu achei que minhas lagrimas haviam se secado, mas o tempo me provou que não.

A segunda noite que atravessei chorando foi a que se encerrou a pouco e mais uma vez me surpreendeu muito ver o dia clarear deitado em minha cama vertendo lagrimas enquanto vislumbrava um futuro solitário onde meus amigos passavam os melhores momentos de suas vidas ao lado de quem eles amam enquanto eu assistia tudo solitário de um canto escuro vitima de olhares piedosos como foi minha vida inteira antes de conhecer Aquela que se tornou meu mundo.

As coisas andavam boas de mais para ser verdade e como eu já disse varias vezes eu sempre senti que nunca havia feito algo significativo para merecer que a vida me presenteasse com um amor como o que estava vivendo, mas estava grato por isso e agora questionava se havia agradecido o bastante... aparentemente não já que o final estava próximo.

Por mais que eu tentasse acreditar que nada nos separaria e que nos ficaríamos juntos para sempre era doloroso demais pensar no quanto difícil seria.
Como a vida não para precisei me levantar, pois em questão de minutos começariam os corres de moto táxi que fazia e minha primeira cliente era Aquela que se tornou meu mundo e para que esta não vesse o quanto estava sofrendo precisei fazer algo que não fazia ja a muito tempo... vestir a mascara.

O SONHO DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Parte final.

Ate que chegássemos na casa Daquela que se tornou meu mundo consegui conter as lagrimas e manter a cabeça em ordem.
Assim que parei disse a meu amor que tinha que ir em casa e depois voltaria para namoramos, mas esta sacou na hora que eu estava tentando fugir da situação e me forçou a ficar ali.

Assim sem opção subi com ela e adentrei a sua casa.
Em sua casa tentei manter minha cabeça em ordem e evitar pensar que este era o inicio do fim para nos.
Mudei varias vezes de assunto durante a noite, mas não deu para disfarçar o quanto estava confuso e com medo.

De volta ao assunto Aquela que se tornou meu mundo me pediu para desabafar e lhe dizer o que estava pensando, então contei a ela que temia que não suportaria vê-la uma ou duas vezes no mês apenas e também sobre a questão de que do outro lado do mundo ela conheceria muitas pessoas diferentes e superiores a mim em tudo e que acabaria gostando de alguém e se esquecendo de mim.

Enquanto dizia estas palavras não pude conter o choro e desmoronei.
Aquela que se tornou meu mundo riu dos meus medos dizendo que isso nunca aconteceria, mas eu achava que isto estava muito alem de seu controle.

Esta foi sem duvidas uma das noites mais difíceis que tivemos e por isso meu amor não queria nem me deixar ir para casa no fim da noite, mas depois de muito insistir e de me acalmar consegui sair de la.

Achei que suportaria ate chegar em minha casa e se trancar no meu quarto para chorar... infelizmente assim que subi na moto desmoronei e a volta para casa foi dificultada pelas minhas próprias lagrimas que me forçaram a parar duas vezes no caminho de volta para enxuga-las e desembaçar meus óculos que ficavam completamente embaçados.

Como ainda era cedo todos em minha casa se encontravam acordados e eu precisei permanecer um tempo parado la fora em cima da moto para se recompor e somente vinte minutos mais tarde consegui entrar e me trancar no meu quarto onde me entreguei ao desespero noite a dentro.

domingo, 12 de julho de 2015

O SONHO DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Quarta parte.

As palavras Daquela que se tornou meu mundo soaram na minha cabeça como um badalar de sinos ecoando numa caverna. Alem de estridente se repetia inúmeras vezes como um ecô. 

Eu não podia acreditar no que meu amor  tinha acabado de me falar.
Sem palavras apenas a observei com a sensação de que o vazio que a meses não me assombrava e que semanas atras tinha ressurgido para me lembrar de sua existência estava de volta e havia descido ate meu estomago de onde começaria a me consumir... só que dessa vez por completo.

Rapidamente Aquela que se tornou meu mundo tentou amenizar a situação dizendo que não queria terminar comigo e que só iria se fossemos continuar namorando mesmo que a distancia e se fosse mesmo esta voltaria para casa todo mês.

Diante dessa tentativa frustrada de amenizar a situação precisei reunir forças para não chorar feito um bebe no meio da praça e na frente dela.

Ciente de que estava em choque Aquela que se tornou meu mundo ficava pedindo para eu dizer alguma coisa, mas não havia nada que eu pudesse dizer e assim achei que era melhor irmos embora dali.

Nunca achei tão longo o caminho de volta para casa como foi naquele dia e a cada segundo que passava meu amor insistia em me pedir para dizer alguma coisa, mas o que eu podia dizer?

Havia passado a tarde inteira preocupado em saber se ao começar a fazer faculdade meu amor e eu só namoraríamos nos fins de semana e agora descubro que é pior que isso que existe a possibilidade de nos vermos apenas uma ou duas vezes no mês.
Alem disso na faculdade se conhece muitas pessoas novas e quando se muda para outra cidade também... Quais as possibilidades de Aquela que se tornou meu mundo continuar gostando de mim se la fora existem pessoas melhores do que eu em todos os aspectos?

Todas estas questões estavam me deixando maluco e a vontade de chorar estava cada vez mais incontrolável. Por sorte estávamos em cima da moto e assim as primeiras lagrimas que derramei não foram testemunhadas por meu amor que estava nas minhas costas e não podia ver, mas como conseguiria suportar estas lagrimas quando chegasse em sua casa?

sábado, 11 de julho de 2015

O SONHO DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Terceira parte.

Como meu amor já havia me dito antes prestar uma faculdade sempre foi o seu maior sonho e desde que terminou os estudos esta vinha prestando provas e mais provas para conseguir uma bolsa, pois não podia pagar uma faculdade.

Três anos haviam se passado desde então e para meu amor o fato de ainda não ter conseguido entrar para uma faculdade era um enorme atraso de vida e aquilo parecia atormenta-la dia após dia... ate agora.

Acontece que recentemente meu amor tentou mais uma vez a bolsa e inesperadamente esta obteve exito e tinha sido aceita numa universidade federal.
Fiquei sem palavras para expressar como estava orgulhoso de sua vitoria; afinal de contas seu sucesso só comprovava o que eu sempre lhe dizia e que ela vivia descordando: Aquela que se tornou meu mundo era uma das garotas mais inteligentes que eu conhecia.

Mesmo orgulhoso não fui capaz de demonstrar isso a ela, pois havia muitas perguntas assombrando minha mente e o semblante de preocupação ao invés de felicidade em seu rosto dizia que vinha coisa pesada ainda por ai.

Depois de me contar de seu sucesso chegou a hora de falar do problema.
Acontece que a faculdade em que meu amor passou ficava em outro estado e se esta aceitasse ir teria que se mudar para la.

O SONHO DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Segunda parte.

Depois que meu amor desligou fui atacado por uma serie de perguntas tais como:

- Do que seria esta faculdade?
- Qual seria seu horário?
- Se fosse de noite nos passaríamos a namorar só nos fins de semana?
- E onde seria essa faculdade?

Me perdi nestes pensamentos e quando me dei conta já era hora de buscar minha princesa no trabalho.
Sem muita delongas parti para a cidade vizinha onde ela trabalhava e cheguei dez minutos antecipados. Como de costume estacionei minha moto e fui espera-la na praça perto da fonte.

Eu gostei muito quando a fonte da praça voltou a funcionar pois quando estava ali olhando para água caindo não via o tempo passar e quando me dava conta meu amor já estava ali.
Quando Aquela que se tornou meu mundo chegou naquele dia me abraçou tao gostoso que eu não queria mais larga-la.

Depois de nos cumprimentarmos esta se sentou junto a mim e disse que precisava me contar detalhadamente toda a história sobre a bolsa da faculdade.

O SONHO DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Primeira parte.

Alguns dias haviam se passado desde o encontro com meus velhos amigos e os efeitos causados em mim naquele dia já estava ficando no passado e o melhor de tudo, meu amor havia se recuperado do resfriado e estava firme e forte e de volta ao trabalho.

Com Aquela que se tornou meu mundo de volta a ativa também voltei para minha rotina de corres.
Depois de uma manhã agitada de corres voltei para casa para almoçar e falar com meu amor por mensagens de texto como sempre fazia.

Naquele dia porem diferente dos outros dias Aquela que se tornou meu mundo estava meio distraída e só me revelou o motivo no fim de seu horário de almoço.
Restando minutos para o fim de seu almoço meu amor me contou que assim como tem feito desde que concluiu o segundo grau este ano ela se escreveu para ganhar uma vaga numa universidade de nome e que estava entre os possíveis ganhadores esse ano.

Fiquei muito feliz ao saber disso, pois meu amor era uma das meninas mais inteligentes que conheço e desde que começamos a namorar a ouvia dizer como era seu sonho fazer faculdade.
Como o tempo de seu almoço chagara ao fim esta teve de voltar ao trabalho e ficamos de terminar essa conversa mais tarde quando fosse busca-la...

REENCONTRO: A COMEMORAÇÃO DE DEZ ANOS DE FORMANDOS. Parte final.

No dia do reencontro com meus velhos amigos de escola ainda precisei ir trabalhar, mas pedi para ser dispensado mais cedo. 

Quando a hora enfim chegou a ansiedade tomou conta de mim.

Fui para casa me arrumei, peguei minha moto e parti ruma a chácara que havíamos alugado para o evento.

A chácara ficava na cidade vizinha e era um pouco longe, mas não tive dificuldade em chegar. Quando cheguei no local no fim da tarde o sol estava parcialmente coberto por pesadas nuvens negras, mas mesmo assim alguns de meus amigos aproveitavam a piscina.


Assim que cheguei notei que o lugar estava cheio de carros e com poucas motos, sendo a minha a mais bonita.

Os carros de meus amigos eram lindos o que indicava que alguns tinham se dado bem.

Entrei e fui primeiramente cumprimentar os que estavam na piscina. Todos ficaram felizes em me ver e aqueles que estavam embriagados ficaram loucos para me jogar na piscina.

Por sorte como havia acabado de chegar e carregava comigo documentos, celular e carteira estes me deram uma chance de se livrar deles e adiaram meu banho.

No interior da Chácara próximo a cozinha encontrei o restante de meus amigos e pude enfim terminar de receber as boas vindas de todos.


Meus amigos estavam ansiosos para conhecer Aquela que se tornou meu mundo e ficaram tristes em saber que ela não pode ir por problemas de saude.
Aquela que eu considerava a mais bonita da escola estava la e apesar de algumas de minhas amigas estarem mais binitas que no passado ela ainda era a mais bonita.


Esta puxou minha orelha e deixou bem claro que se eu não tivesse chego em meia hora iria ate minha casa me buscar.

Enquanto botava a conversa em dia fui me servindo do delicioso buffet que havíamos contratado e do churrasco.

A cada hora que passava mais e mais amigos chegavam e quando a noite caiu os mais próximos a mim finalmente chegaram.

Infelizmente não foram todos que compareceram, mas foi perfeito reencontrar mais da metade de meus velho amigos do período da escola.

Colocamos a conversa em dia, rimos e  bebemos e enquanto isso a chuva que armava finalmente caiu e os que insistiam em ficar na piscina finalmente saíram e se juntaram a nós.


Tiramos varias fotos juntos para manter esse momento eternizado e quando nos aproximávamos dos momentos finais do nosso encontro o que eu mais temia aconteceu...

A turma resolveu fazer uma roda e conversar sobre os anos que passamos longe.
Naquele momento uma retrospectiva dos últimos dez anos passou diante dos meus olhos e ironicamente só coisas ruins vieram a tona o que me fez inventar uma serie de desculpas para ir embora e não participar desse momento.

Assim me despedi de meus velhos companheiros de escola um a um e agradeci mais uma vez a Aquela que eu considerava a mais bonita da sala por ter me dado a oportunidade de estar ali naquele dia especial.

Antes de sair da chácara já em cima da moto dei uma ultima olhada no circulo de amigos que se formava e uma lagrima desceu para o meu rosto, pois eu queria muito participar....

A volta para casa foi longa pois a escuridão da rua não era nada comparada a dificuldade de se enxergar a pista com os olhos lacrimejando.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

REENCONTRO: A COMEMORAÇÃO DE DEZ ANOS DE FORMANDOS. Segunda parte.

Continuando....
Felizmente meus amigos intenderam o quanto eu me sentiria mal se ajeitassem minha entrada na faixa em nossa festa de dez anos de formatura onde todos sem exceção colaboravam com o encontro, mas estes não desistiram de me convencer a ir.

Quando os motivos de que eu não ia mais ao encontro chegaram aos ouvidos Daquela que eu considerava a mais bonita da sala esta rapidamente entrou em contato comigo e foi bem direta ao dizer que eu tinha que ir, pois esta já tinha pago a minha parte e dito aos organizadores que eu havia enviado o dinheiro por ela.

Fiquei muito emocionado com o quanto parecia importante que eu comparecesse ao encontro e seguindo seu conselho deixei o orgulho e a tristeza de lado e concordei em comparecer, mas somente depois dela me prometer que poderia paga-la quando saísse dessa terrível fase.

Depois de resolvido que eu iria fui acasa de meu amor para ver como ela estava.
Fiquei feliz ao ver sua melhora, mas infelizmente esta ainda não estava bem o bastante para sair de casa. 
Contei a ela sobre o que minha amiga tinha feito e esta ficou feliz em ver o quanto meus amigos queriam minha presença na festa e me pediu para que eu fosse sem ela.

Eu não queria ir sem ela e muito menos deixa-la ali doente, mas não podia deixar de ira gora, não depois Daquela que eu considerava a mais bonita da sala ter pagado minha parte.

Depois de meu amor passar um tempo me convencendo a ir acabei concordando em ir e prometi que não ficaria la a te tarde e que assim que eu chegasse ia direto para sua casa para vê-la.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

AQUELA QUE EU CONSIDERAVA A MAIS BONITA DA SALA.

Antes de dar continuidade a historia preciso apresenta-los a "Aquela que eu considerava a mais bonita da minha sala" outra de minhas amigas mais antigas da época da escola.

Estudando desde o primário ao seu lado no inicio eu achava ela meio mala e muito louca, mas com o decorrer dos anos acabamos nos tornando grandes amigos ( mas ela continuou sendo maluquinha ) e como eu a achava a mais bonita da sala minha auto estima baixa nunca se quer permitiu que eu cogitasse pedir pra ficar com ela; isso e o fato de um grande amigo meu ser louco por ela e de eu ser a fim de sua melhor amiga .

Na época do ginásio Aquela que eu considerava a mais bonita da sala ficou ainda mais bonita e isso deu a ela uma certa popularidade o que a deixou um pouco convencida, mas ainda assim continuamos amigos.

Enfim quando entramos no colegial Aquela que eu considerava a mais bonita da minha sala e sua melhor amiga trocaram de escola e assim deixamos de estudar juntos, mas jamais perdemos contato. Quando a época da escola passou passei a esbarrar com ela nas festas locais e nunca deixamos de nos cumprimentar e ate mesmo de tomar uma cerveja juntos o que deixava meus amigos loucos de inveja e minhas pretendentes com um pouquinho de ciumes.

Muitos anos se passaram desde então e Aquela que eu considerava a mais bonita da minha sala se mudou e ficou muito difícil de nos esbarrarmos, mas sempre que a encontrava; tipo uma ou duas vezes no ano, esta estava sempre sorrindo e contagiava a todos com sua alegria e loucura.

Atualmente ela se encontra mais feliz que nunca pois faz faculdade, tem um bom emprego e um namorado que ama muito.

REENCONTRO: A COMEMORAÇÃO DE DEZ ANOS DE FORMANDOS. Primeira parte.

Desde o inicio do ano eu espero ansioso o dia do reencontro da minha turma de formandos do colegial.
Passei dias imaginando como seria legal rever todos com quem passei onze anos de minha vida convivendo lado a lado semanalmente, mas quando o dia finalmente chegou eu desanimei.

No inicio eu queria muito ver todos, mas quando o dia foi chegando muitas coisas aconteceram que me fizeram questionar se devia ou não ir.
Entre todas essas coisas as que mais pesavam na minha mente eram:

- Todos tinham trabalho e uma vida e eu não havia progredido em nada.
- Todos estariam com suas mulheres/ namoradas e meu amor estava doente e não poderia ir o que levaria algumas pessoas a acharem que eu estaria mentindo sobre a existência Daquela que se tornou meu mundo.
- E o principal... eu estava sem grana para pagar minha parte no churrasco.
Com tudo isso em mente decidi não ir mais, mas meus amigos de escola que eu tinha mais contato pareciam que estavam prevendo minha ausência e antecipadamente me abordaram e me forçaram a dizer se ia ou não.

Ao dizer que não ia estes me obrigaram a dizer o motivo e como sabia que estes não me largariam sem uma resposta disse a eles que o principal motivo era minha falta de dinheiro.
Inconformados com meu motivo meus amigos disseram que diriam aos organizadores que me deixassem entram sem pagar, mas eu disse a eles que me sentiria muito mal se estes fizessem isso.

domingo, 5 de julho de 2015

O ANIVERSARIO DE SEIS MESES DE NAMORO. Parte final.

Para meu espanto ao ver sua filha acamada minha sogra apenas esboçou um pequeno semblante de preocupação e em seguida juntou suas roupas e foi saindo deixando Aquela que se tornou meu mundo, o namorado de minha sogra, e a mim perplexos.

Apenas depois de ter sua atenção chamada por seu namorado que minha sogra se tocou o quanto era irresponsável sair e deixar sua filha febril em casa e quando esta pareceu ter se importado e estar se preparando para dar o primeiro passo para fora da "fase do que se foda" esta olhou bem para minha cara e disse: ela não vai fica sozinha por que o namorado dela vai ficar com ela não vai?

Sem palavras ou melhor para não faltar com o respeito e dizer a ela o que pensei apenas acenei minha cabeça dizendo sim e ela irresponsavelmente saiu.
Assim passei a noite com meu amor observando-a noite a dentro temendo que esta piorasse e por sorte isso não aconteceu.

Pela manhã meu amor estava bem menos quente o que comprovava sua melhora, mas ao acordar ainda tossia muito e precisou permanecer de repouso. Depois de preparar o café para gente precisei sair, mas prometi que logo estaria de volta.

saindo de sua casa encontrei seu avó e pedi que avisasse sua avô sobre o estado de meu amor e sobre o fato dela ficar sozinha. Assim este prometeu avisar sua esposa e ciente de que esta iria ate la pude deixa-la com mais tranquilidade.

Em casa encontrei alguns corres para fazer e com isso consegui dinheiro para lhe comprar uma caixa de bombons para presenteá-la junto a minha flor.
Depois do almoço voltei para casa de meu amor para passarmos nosso dia juntos e lhe presenteei com os bombons e a flor o que a animou muito.

Quando a noite enfim caiu celebramos nosso aniversario com uma sopinha bem quente e ficamos no sofa vendo tv com minha princesa deitada em meu colo e assim tivemos mais um aniversario bem light, mas que mais tarde eu daria de tudo para ter um replay.

sábado, 4 de julho de 2015

O ANIVERSARIO DE SEIS MESES DE NAMORO. Primeira parte.

Quando nos aproximávamos do nosso aniversario de seis meses de namoro uma coisa chata aconteceu.
Meu amor acabou ficando doente assim como eu fiquei no nosso aniversario de dois meses.

Era apenas um resfriado, mas me deixou muito preocupado a ponto ate de desejar trocar de lugar com ela, pois em seis meses de namoro nunca havia visto meu amor tão baqueada a ponto de ter de faltar no serviço.
Fiquei muito preocupado com seu estado e resolvi ficar ao seu lado o tempo todo e ajuda-la no que ela precisasse... e também por que minha sogra estava na famosa fase do " que se foda" onde as mães se esquecem das responsabilidades de mãe e só pensam nelas mesma...

Graças a Deus minha mãe não passou por essa fase, mas ao longo dos anos testemunhei muitas mães de amigas minhas passarem por essas fases e vi suas filhas sofrerem muito e não desejava que alguém como Aquela que se tornou meu mundo tivesse que passar por isso.

Tinha esperança de que ate o dia de nosso aniversario de seis meses de namoro meu amor estivesse melhor, infelizmente isso não aconteceu, pois na véspera de nosso grande dia meu amor ainda se encontrava de cama e febril.

Nesse dia também fiquei ao seu lado e acreditando que sua mãe viesse a chegar tarde planejava ate possar por la, mas quando a vi chegando achei que meu amor não fosse mais precisar de mim... mas estava enganado.