sexta-feira, 30 de maio de 2014

SE ADAPTANDO A UM NOVO MUNDO. Quinta parte.

Eu não podia acreditar que um sonho  esquecido estava pra se realizar. 
Em pouco tempo meu amigo arrumou um espaço como colaborador na empresa onde trabalhava para meu primo e eu e logo estávamos juntos com profissionais de verdade que ganhavam para fazer algo que eu faria de graça e com um sorriso nos lábios.

Durante meses trabalhamos duro na construção de cenários para algumas fases do jogo da empresa, ciente de que não teríamos muito reconhecimento nele, mas com esperança de que isso nos abriria as portas para entrar na equipe.
Os desenhos ficaram ótimos e todos adoraram,  me sentia muito bem em fazer parte da equipe, estar cercado por computadores e equipamentos avançados era muito bom.

Infelizmente quando o jogo atingiu um estagio mais avançado e meus conhecimentos em desenho não eram mais necessários meu trabalho foi chegando ao fim.
Dali em diante tudo dependia da informática; área que eu ainda não tinha muito conhecimento. Nessa etapa novos colaboradores surgiram e comecei a temer perder minha posição.

Incentivado por Aquele que eu admiro procurei me atualizar e assim ingressei em um novo curso de informática, desta vez um técnico, pois em posse de um certificado meu amigo me garantiu que eu estaria contratado. Sem grana tive que fazer uma difícil prova para entrar no curso.
Prova esta que passei sem dificuldades para minha surpresa.

Logo no primeiro dia de aula percebi que minha minha vida mudaria para sempre, mas o motivo não era o conhecimento que adquiriria ali ou as portas que o curso me abriria...

SE ADAPTANDO A UM NOVO MUNDO. Quarta parte.

Sonhos... sempre achei que tivesse chegado ate onde estou sem ter sonhos, mas agora enquanto escrevo percebo que tive vários sonhos desde a infância, embora alguns bem pequenos.

Acredito que o maior e mais antigo sonho que  tive foi o de um dia me tornar um desenhista.

Sempre gostei muito de desenhar e quando criança passava horas na frente de um caderno rabiscando e pelo que diziam ate que mandava bem.
Apesar de desenhar bem desde pequeno, nunca acreditei que existisse a possibilidade de me tornar desenhista; e assim como todos achava que isso não passava de um sonho infantil, por isso nunca investi em meu talento continuei desenhando apenas como um hobi.
Certo dia conheci uma pessoa que disse que meu sonho não era algo impossível e que podia me ajudar a realiza-lo.

Ele era o novo namorado de uma velha amiga de perto de casa, uma grande figura que morava na cidade vizinha e que se tornou um de nos com o passar dos meses. 
O mais velho entre meus amigos e sem duvida o mais linguarudo, pois dizia ter feito de tudo um pouco em sua vida.

Apesar de seus defeitos ele era um homem muito bom e experiente que tinha um emprego incrível; trabalhava em uma empresa de informática onde era ótimo no que fazia e ganhava uma boa grana. 

Enfim esse meu novo amigo intitulado Aquele que eu admiro; por ser como eu queria ser, ressuscitou meu sonho de se tornar um desenhista quando me contou que a empresa onde trabalha estava desenvolvendo jogos de computadores e precisava de desenhistas para trabalhar nos cenários dos jogos...

sábado, 24 de maio de 2014

SE ADAPTANDO A UM NOVO MUNDO. Terceira parte.

Desce jeito a vida seguiu sem muitas mudanças o que eu achava bom já que passei a ver as mudanças como uma coisa ruim, pois nada mudava pra melhor na minha vida. (com exceção da saída de meu irmão de casa que foi uma ótima mudança! )

Meses após a morte de meu pai fui agraciado com seu seguro de vida o que tornou minha vida mais fácil.
Com o dinheiro pude quitar muitas contas atrasadas, comprar moveis e ajeita minha casa; meu atual santuário

Em parceria com meu irmão comprei terrenos e construímos casas de aluguel para investir a grana que nos foi deixada por nosso pai.
Decidimos também voltar a estudar e começamos a fazer cursos profissionalizantes de informatica.

Optamos por informatica, pois esta era a área na qual menos tínhamos conhecimento e que mais crescia comercialmente.
Nessa época também tive a oportunidade de realizar outro sonho que era o de fazer faculdade de letras, mas infelizmente assim como meu sonho de servir na aeronáutica este sonho de estudar letras me foi desencorajado por aqueles que eu esperava apoio.

Desmotivado atropelei esse sonho e usei o dinheiro para realizar outro sonho que era o de comprar uma moto!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

SE ADAPTANDO A UM NOVO MUNDO. Segunda parte.

Quando eramos mais jovens um novo amigo se juntou a nos vindo de outra cidade.
Naquela época eu ainda não imaginava que ele viria a se tornar meu melhor amigo, "Aquele que escolheria para ser meu irmão".

Junto com ele este trouxe aquele que viria se tornar nosso maior vicio: o jogo de RPG. 

Muitos quando ouvem falar de RPG imaginam jogos de vídeo game e computar, mas para quem não sabe existe outro tipo de RPG, o de planilha.
Nesse RPG criamos um personagem em planilha para controla-lo num mundo imaginário criado e descrito por um narrador. Todas as ações dos personagens no jogo são resultados de jogadas de dados que possuem diversas faces. 
( sei que é difícil de se imaginar ).

Todos os meus amigos adoram esse jogo onde eu normalmente sou o narrador.
O maior problema desse jogo sempre foi o lugar para se jogar, pois precisávamos de um lugar espaçoso cujo o barulho que fazíamos não atrapalhasse ninguém.

Quando passei a morar sozinho e meus amigos passaram a frequentar mais minha casa não demorou para trazermos de volta nosso maior passa tempo.
Como era preciso horas para se criar uma crônica e depois para se narra-la eu passei a ocupar minha mente com o jogo e o usei para se desligar um pouco da minha cruel realidade.

O jogo atraiu meus amigos para minha casa com mais frequência que o normal e isso me ajudou a enfrenta a solidão, porem a sensação que sempre me assombrou ainda se fazia presente e eu esperava do fundo de meu coração que encontrasse algo para por um fim a essa sensação... e ainda espero!

terça-feira, 20 de maio de 2014

SE ADAPTANDO A UM NOVO MUNDO. Primeira parte.

Com a morte de meu pai acabei sozinho e isso aumentou e muito aquele vazio que trazia comigo desde a infância.

No inicio morar sozinho em minha casa era algo assombroso. 
Todo o barulho representava algo assustador era paranoia pura!
Alem disso ficar sozinho em casa me trazia muitas lembranças e por melhor que fossem sempre vinham acompanhadas das piores lembranças. 

Passei a frequentar mais a casa de meus amigos para não ficar em casa remoendo estas lembranças e passei a rejeitar essas lembranças felizes com o objetivo de me livrar das lembranças ruins que as acompanhavam. 

Mesmo sendo bem tratado onde quer que eu fosse, "acampar" na casa de meus amigos as vezes era um pouco constrangedor, pois muitas vezes me sentia um grande incomodo.
Os pais não são todos iguais, alguns são liberais e outros bem radicais, mas no final todos tem suas regras, limites e limitações.
Diante dessa observação notei que todos e não só eu precisavam de alguma coisa:
 eu de companhia e distração e meus amigos de um lugar sem as regras e limitações que tinham em casa, um lugar para relaxar.

Voltei para casa pensando nisso e durante  horas de reflexão notei que eu tinha a solução para nossos problemas na palma da minha mão. 
Ao abrir as portas de minha casa e ceder meu espaço a meus amigos todos se beneficiariam: eu com suas companhias e eles com um lugar para relaxar.
Rapidamente coloquei essa ideia em pratica e com o passar dos dias convidei meus amigos a frequentar mais minha casa e os fiz verem nela um lugar para se refugiar e deixando os problemas de lado.

Passamos a fazer reuniões semanais onde assistíamos tv, jogávamos vídeo game e comíamos pizza.

O lugar acabou se tornando um point para a galera que passou a frequenta-lo diariamente com o passar do tempo.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A ESTRADA ATE AQUI. Parte final.

Com o passar dos meses vi meu pai aprontar muito, pois, ele não era flor que se cheira e isso deixou nossa convivência abalada.
Vi também ele se afundar feio nos cigarros e nas bebidas, mas como ele estava sempre me desapontando mais de uma vez desejei que ele morresse e parasse de nos dar desgosto...

-Queria jamais ter desejado isso para ele.

Depois de ficar internado mais de três vezes meu pai teve uma nova recaida e coube a mim leva-lo as presas ao hospital. Ja nao aguentava mais todo aquele clima pesado dos hospitais e desidi que dessa vez não iria visita-lo após a internação e pedi a meu irmão que fosse em meu lugar. 
Assim meu irmão passou a visita-lo nos seus dias e nos meus dias de visita o que deixou-o profundamente irritado.

Em um de meus dias de visita-lo uma sensaçâo horrivel tomou conta de mim enquanto trabalhava e implorei a minha prima que fechassemos a loginha e fossemos embora mais cedo. 
Em casa enquanto tomava banho a sensação so piorava e minha vontade era de chorar sem ao menos saber por que...

Mesmo sabendo que meu irmão estava no hospital com meu pai tomei a decisão de ir visita-lo, porem ao sair do banho fui surpreendido por minha cunhada me chamando desesperadamente no portão de casa. Em plantos minha cunhada veio a mim com uma noticia aterrorizante enviada por meu irmão...
Eu não queria acreditar no que estava ouvindo... nao podia acreditar no que tinha acontecido... meu pai havia morrido!

Minha verdadeira jornada solitaria estava para começar:
- E eu me achava solitario antes... cara eu era cego e nao sozinho...


A ESTRADA ATE AQUI. Sétima parte.

Demorou mais do que alguns meses para nos adaptarmos a ausência de meus tios.
Mesmo sendo um cara caladão meu tio fez muita falta, pois somente após sua morte percebi que sua presença nos aliviava, nós fazia se sentir seguros.

Mais uma vez fui forçado a ser forte para apoiar meus primos e minha personalidade extrovertida foi posta a prova e passou a ser usado por mim como minha mascara!

Outro fato que ajudou a amenizar a dor das nossas perdas foi o fato de meu irmão ter chamado minha prima e eu para sermos padrinhos de sua filha.
Assumindo essa responsabilidade nos tornamos mais próximos de minha cunhada a qual não tínhamos muito contato. 

Foi nessa mesma época se bem me lembro que minha cunhada ficou gravida outra vez.    


quarta-feira, 14 de maio de 2014

A ESTRADA ATE AQUI. Sexta parte.

Outro fato importante que amenizou a dor causada pelas perdas que tivemos foi o nascimento de uma nova vida.
Minha cunhada deu a luz a minha sobrinha que mais tarde viria se tornar minha afilhada.
Ela era sem duvidas o bebê mais lindo do mundo com seus cabelos negros e olhos azuis roubou a cena assim que chegou ao mundo.

Com sua chegada as coisas começaram a se acalmar e a tomar um novo rumo, mas exatamente oito meses após a morte da minha tia uma nova bomba explode sobre nossos pés.

Numa noite comum e tranquila, Inesperadamente meu tio passa mal e tem que ser levado as pressas ao hospital.
Fui chamado alguns minutos depois para ficar com minha avó enquanto meus primos acompanharam seu pai ao hospital.

Muito tempo se passou desde então e o pânico ja tomava conta de todo meu corpo quando um primo do meu tio que mora aqui perto surge vindo do hospital para avisar que estava tudo bem e que o pior ja havia passado.
Foi um alivio para minha avó e eu saber que meu tio logo estaria de volta, principalmente para minha avó que não para de rezar desde que meu tio havia saído.
Mal sabíamos nos que esse alivio não passava de uma ilusão, que na verdade esse vento refrescante não passava de uma brisa antes da tempestade que estava por vir...

Cerca de uma hora depois ouvi o barulho do carro deles chegando e alertei minha avó.
Ambos fomos ao encontro deles para recebe-los no entanto na metade do caminho notamos que apenas meus primos estavam de volta e em prantos...

Naquele momento eu intendi tudo; o primo de meu tio havia mentido, não estava tudo bem, pois meu tio havia morrido.
Esse foi um golpe injusto do destino, pois a dor da perda de minha tia ainda ardia em nossos corações como algo tão terrível pode acontecer em tao pouco tempo?  Como alguém podia resistir a tais baques? Como minha avó resistiria a perda de mais um filho?

domingo, 11 de maio de 2014

A ESTRADA ATE AQUI. Quinta parte.

Assim como foi quando minha mãe faleceu os próximos meses foram difíceis pra todo mundo. - Mas eu sei que foram mais difíceis para meus primos já que eu já havia passado por aquilo.
Adotei uma personalidade mais extrovertida e gozadora para tentar amenizar a dor durante as horas de silencio perturbador. 

Essas horas surgiam com mais frequência nos fins de semana, pois eram os momentos que mais se lembrava e falava dela, afinal de contas minha tia tinha uma lojinha de artigos artesanais onde trabalho desde que tinha 10 anos e todos juntos ali nos divertiamos muito.

Meu tio marido de minha rescem falescida tia é tambem meu padrinho e apesar disso nunca fomos muito proximos, pois ele semprr fez o tipo caladão. Sua maior paixão sempre foi dirigir por isso, ele tinha um grande xodó por seu carro.
Nos proximos meses que se seguiram sem minha tia o comportamento de meu tio mudou um pouco e por isso passamos a se comunicar melhor e se aproximamos um pouco mais.

Se eu soubesse o que o destino estava reservando para os próximos meses não teria feita essa aproximação...

sábado, 10 de maio de 2014

A ESTRADA ATE AQUI. Quarta parte.

Quando minha vida definitivamente começou a melhorar e o trauma deixado pela morte de minha mãe pode finalmente começar a ser superado eis que uma nova desgraça cai sobre nossas vidas. 

Minha tia, a mais próxima de mim; aquela que se responsabilizou por mim após a morte de minha mãe e estava sempre disposta a fazer meu almoço e cuidar de mim quando ficava doente ou precisei de algo, parte assim como minha mãe. 

Minha tia sempre esteve ali pra mim e por isso mais de uma vez disse a ela que gostaria de ter a chance de retribuir tudo um dia, infelizmente mais um golpe terrível do destino me impediu de cumprir com a minha promessa e isso me enfraqueceu muito. Meus amigos e meus pai agora do meu lado me ajudaram a suportar a dor da perda da minha tia e de certo modo eu precisava ser forte para ajudar meus primos a suportar e superar algo tão terrível, algo que eu  havia vivenciado uma vez e estava fadado a vivenciar novamente.

Apesar de serem mais velhos era óbvio que meus primos haviam tido menos experiências de vida do que eu, pois eles seguiam rigorosamente as leis impostas por minha avó.
Decide naquele dia que as promessas feitas por mim a minha tia seriam cumpridas, e minha prima seria a pessoa que receberia essa retribuição um dia.

A ESTRADA ATE AQUI. Terceira parte.

Com a saída de meu irmão eramos apenas meu pai e eu, mas tinha um detalhe; meu pai tinha voltado pra casa "daquele jeito". 

Ele sempre foi um cara gandaieiro e por isso mesmo voltando a morar comigo ele manteve seu apartamento no centro  e dificilmente terminava a noite sã o suficiente para vir para nossa casa. Sendo assim, obviamente ele passava mais tempo la do que em casa.

Deixando isso de lado foi nessa época também que realizei o sonho de minha mãe... terminei meus estudos.
Me ver formado era o sonho de minha mãe, pois quando eu era pequeno dei muito trabalho para entrar e permanecer na escola.
Quando finalmente ingressei na escola entrei alguns anos atrasados e por isso sempre fui um dos mais velhos da sala. Eu sempre tive problemas com faltas, mas apesar disso sempre tive ótimas notas e nunca repeti um ano se quer.

Um fato interessante foi que estudei minha vida inteira na mesma escola e tive em minha classe os mesmos alunos; tirando algumas pequenas exceções como os que se mudaram e os repetentes. Esse fato permitiu que eu criasse vínculos com cada um deles que depois de anos juntos passaram de simples colegas de classe para amigos de longa data.
Dentre minhas amigas de escola também teve aquelas cujo meu coração bateu mais forte, mas que hoje vejo que foram apenas paixonites adolescentes.

Quando minha mãe faleceu todos; desde os alunos ate os professores acharam que eu deixaria de frequentar a escola, mas me mantive no caminho que ela me colocou.

Minha formatura só não foi perfeita pelo fato de eu não ter participado da cerimonia de coroação de grau.
O motivo de não ter participado foi pelo fato de ninguém da minha pequena família ter se interessado em ir. 
A festa de formatura foi em um clube muito legal  no centro da cidade e não foi a unica, pois alem dessa festa ganhamos da diretoria por sermos considerados a melhor sala da escola por muitos anos seguidos, uma grande festa na piscina numa chácara na cidade vizinha.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A ESTRADA ATE AQUI. Segunda parte.

A primeira semana de ferias que tirei na vida foi ótima. Ao lado de meus amigos vivi momentos incríveis que ficaram eternizados em minha memoria. 
Passar o dia todo na praia relaxando e a noite toda na rua em festas e baladas foi revigorante.
De volta a minha cidade, retornei com uma nova perspectiva de vida, mais relaxado e com as baterias recarregadas ou seja pronto para o que viesse.

Assim toquei a minha vida seguindo sempre em frente  e semanas deram lugar a meses e meses deram lugar a anos e uma nova rotina se instalou.
Tudo estava indo muito bem e agora que me adaptei a nova vida solitária eis que meu velho decidi voltar para casa para bagunçar a minha rotina e me forçar a se adaptar a presença dele novamente.

Isso não foi nada fácil e as coisas pareciam ficar mais difíceis com o passar do tempo e para complicar um pouco mais as coisas meu irmão descobre que sua namorada esta gravida. Pensei que esta noticia daria inicio a terceira guerra mundial já que minha família e a família de minha cunhada não se davam e tinha o fato de minha cunhada trazer consigo um filho de seu primeiro casamento; fato este que para os idosos é motivo de grande alarde.

Este fato foi mantido em segredo por alguns meses, pois tinha potencial para acabar com a nossa paz. Fiquei aliviado quando a verdade veio à tona e minha avó reagiu melhor do que o esperado. Na minha casa meu pai não ficou nem um pouco abalado e isso ate que já era esperado, sua unica preocupação era de que sobrasse para ele as responsabilidades de bancar o neto..

Meses após esta revelação meu irmão saiu de casa para morar com sua namorada, pois naquele estado chegaria uma hora em que ela precisaria dele a seu lado a todo momento....

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A ESTRADA ATE AQUI. Primeira parte.

Nos dois anos que se seguiram morando com meu irmão aprendi muita coisa sobre morar sozinho e tomar minhas próprias decisões. Alem disso, me aproximei ainda mais de meus primos e de meus amigos que passaram a frequentar mais minha casa.

Concentrei-me nos estudos para terminar o segundo grau, já que me ver formado era o sonho de minha mãe.
Outro fato que tornou minha vida menos solitária nessa época foi a iniciativa de meu irmão de comprar dois cachorrinhos; foto que mais tarde eu entenderia como uma maneira de me distrair e seria grato a ele por isso, pois daria resultado.


Durante a reformulação das nossas vidas adquiri mais espaço, reforcei os laços de amizades com meus amigos que me ajudaram muito nessa época difícil e realizei um grande sonho.
Encorajado por meu pai em uma de suas visitas, sai em uma viajem de férias com meus amigos para o Litoral. Nunca tinha ido pra tão longe de casa e muito menos tinha passado tanto tempo sem supervisão de um adulto. 

Vi a praia pela primeira vez e me apaixonei pela beleza daquele lugar, pela tranquilidade e pelo numero absurdo de garotas bonitas e sem roupas.
Posso afirmar que foi nessa época que tive mais contato com o álcool e com as mulheres.


Essa foi uma semana incrível onde pude deixar meus problemas de lado e não pensei em nada de ruim, apenas em me divertir.