terça-feira, 20 de maio de 2014

SE ADAPTANDO A UM NOVO MUNDO. Primeira parte.

Com a morte de meu pai acabei sozinho e isso aumentou e muito aquele vazio que trazia comigo desde a infância.

No inicio morar sozinho em minha casa era algo assombroso. 
Todo o barulho representava algo assustador era paranoia pura!
Alem disso ficar sozinho em casa me trazia muitas lembranças e por melhor que fossem sempre vinham acompanhadas das piores lembranças. 

Passei a frequentar mais a casa de meus amigos para não ficar em casa remoendo estas lembranças e passei a rejeitar essas lembranças felizes com o objetivo de me livrar das lembranças ruins que as acompanhavam. 

Mesmo sendo bem tratado onde quer que eu fosse, "acampar" na casa de meus amigos as vezes era um pouco constrangedor, pois muitas vezes me sentia um grande incomodo.
Os pais não são todos iguais, alguns são liberais e outros bem radicais, mas no final todos tem suas regras, limites e limitações.
Diante dessa observação notei que todos e não só eu precisavam de alguma coisa:
 eu de companhia e distração e meus amigos de um lugar sem as regras e limitações que tinham em casa, um lugar para relaxar.

Voltei para casa pensando nisso e durante  horas de reflexão notei que eu tinha a solução para nossos problemas na palma da minha mão. 
Ao abrir as portas de minha casa e ceder meu espaço a meus amigos todos se beneficiariam: eu com suas companhias e eles com um lugar para relaxar.
Rapidamente coloquei essa ideia em pratica e com o passar dos dias convidei meus amigos a frequentar mais minha casa e os fiz verem nela um lugar para se refugiar e deixando os problemas de lado.

Passamos a fazer reuniões semanais onde assistíamos tv, jogávamos vídeo game e comíamos pizza.

O lugar acabou se tornando um point para a galera que passou a frequenta-lo diariamente com o passar do tempo.

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