domingo, 28 de dezembro de 2014

A BEIRA DE UM COLAPSO.

Suor frio.
boca seca..
Coração a mil...
Cabeça rodando...

Esses foram os sintomas que senti sentado no lugar em que vi centenas de pacientes sentados desde que comecei a trabalhar ali. Sempre os observei de minha mesa e tentei imaginar o que passava em suas cabeças... agora eu sabia, pois estava no lugar deles.

Todos meus colegas me olhavam aflitos e me bombardeavam de perguntas que eu quase não intendia. Diante dessa situação fui acolhido pela nova médica do posto que só de olhar em meus olhos deduziu o que estava acontecendo, me pegou pelo braço e me levou ate sua sala.

Em sua sala a médica pode me medicar e diagnosticar melhor e depois de um tempo me avaliando esta me descreveu como um livro aberto.
Foi impressionante, com seus conhecimentos básicos em psicologia a médica descreveu tudo que eu vinha passando desde que cheguei no posto quase como se estivesse lendo minha mente.

Depois de contar para ela em detalhes o que estava passando a Doutora com um sorriso no rosto disse que sem duvida alguma eu era uma pessoa muito boa, talvez um dos melhores que ela havia conhecido e disse ate que não achava que ainda houvesse pessoas como eu no mundo, porem devido a minha bondade eu não servia para trabalhar na área da saúde, pois estava absorvendo tudo que via ali e levando para casa e assim era como se eu nunca descansasse e mais sedo ou mais tarde meu corpo não suportaria a pressão.

QUANDO O PSICOLÓGICO AFETA O FÍSICO. Parte final.

Nunca imaginei que meus problemas psicológicos afetariam meu corpo, nem se quer achava que isso era possível ate que aconteceu...

Meses haviam se passado desde que comecei a lutar com meu trauma em uma guerra interna e solitária dentro de minha mente. Sem perceber parei de ir trabalhar animado como ia no inicio, não estava se alimentando direito, ficava desesperado para ir embora do serviço, não saia de casa depois do trabalho e não dormia bem de noite.
O engraçado foi que meus famíliares com quem divido o teto e meus amigos mais íntimos não notaram o que estava acontecendo comigo.

Apenas Aquelas que me apoia, Me trás esperança e Aumentou o vazio notaram, pois estavam sempre do meu lado ate em meu exílio.

Enfim chegou o dia em que meu corpo não aguentou o estresse. Depois de se recuperar de uma forte gripe que me deixou de cama por dias e da morte de meu cachorro Lion; que criei desde filhote ate seus 14 anos, tive que voltar para o trabalho, mas antes fui ate o posto de saúde perto de casa para pegar o atestado. No posto um mal estar terrível tomou conta de meu corpo e precisei passar por um exame onde fui diagnosticado com uma pressão arterial extremamente alta.

Em posse de um novo atestado fui ate meu serviço para relatar o que estava havendo e exigir mais alguns dias de licença. No meu posto me senti como um gato acuado por dezenas de cães.
Todo canto que olhava parecia ter algo a espreita pronto para me atacar.
Rapidamente senti como se o mundo tivesse começado a girar mais rápido e uma tontura tomou conta de meu corpo.

Amparado por Aquela que se tornou meu anjo da guarda fui novamente examinado e por incrível que pareça minha pressão havia subido ainda mais e todos meus colegas que me rodeavam me olhavam como se eu estivesse prestes a explodir.

QUANDO O PSICOLÓGICO AFETA O FÍSICO. Segunda parte.

No inicio consegui lidar com meu trauma, mas devido ao desgaste que vinha sofrendo no serviço começou a ficar difícil enfrentar meus temores que pareciam se tornar cada vez mais fortes.

Todos os dias via pessoas entrando no posto com problemas de saúde que me lembravam meus entes queridos que morreram tais como um homem com falta de ar que lembrou meu pai e uma mulher com ataque cardíaco que me lembrou minha mãe.

Depois de presenciar tais cenas comecei a voltar para casa após o trabalho com o espirito em frangalhos e não conseguia parar de pensar nisso. Sem perceber parei de sair e passei a ficar todas as noites no meu quarto remoendo o passado.

Com o passar do tempo ver coisas do tipo machucados, ferimentos abertos, sangue e pontos começou a entrar na minha mente também de modo que ao ir almoçar tais lembranças vinham a minha mente e me impediam de continuar comendo por mais que estivesse com fome ou desejo de comer algo...

QUANDO O PSICOLÓGICO AFETA O FÍSICO. Primeira parte.

Logo que comecei a trabalhar na área da saúde me deparei com um problema sério.
Desde que minha mãe faleceu peguei um trauma de hospitais a ponto de passar na frente deles e nem olhar para suas direções. 

Como o passar dos anos esse trauma diminuiu, mas mesmo assim só entrava em um hospital ou centro médico em casos de necessidade extrema.
O motivo disso era que dentro dos hospitais sempre revivia o dia em que minha mãe morreu e com o passar dos anos e com o acumulo de perdas que sofri isso só piorou, pois para cada canto que olhava em um centro medico e via alguém sofrendo sua imagem me fazia reviver uma certa perda.

Como nos últimos anos com as graças de Deus não perdi mais ninguém esse trauma diminuiu bastante, porem semanas após entrar no meu novo serviço voltei a ser assombrado por esse trauma e de vez em quando via nos doentes que entravam no posto lembranças de dias fatídicos.

CAI O PESO DO MUNDO EM MINHAS COSTAS.

Não sei dizer se foi pelo desgaste ou consequências da guerra que travei em meu serviço, mas o fato foi que dias após o sessar fogo ainda me sentia cansado e desanimado.

Esse cansaço me levou a questionar se estava fazendo certo as minhas funções e apesar de estar correto passei a pedir orientação de meus colegas para me certificar de estar fazendo a coisa certa.

Quando se trabalha com a parte burocrática da área da saúde como eu é preciso tomar muito cuidado, pois se fizer algo errado ou esquecer de fazer algo posso por em risco a vida de alguém como por exemplo: esquecer de preencher e\ou enviar um pedido de exame que uma pessoa precise muito ou ate mesmo um pedido de
remédio que alguém não possa viver sem.

De uma hora para outra comecei a temer cometer tais erros e o peso do mundo caiu sobre minhas costas o que fez com que meu trabalho passasse de tranquilo para assustador para mim.

sábado, 27 de dezembro de 2014

AQUELA QUE VEIO PARA ME INFERNIZAR. Parte final.

Semanas se passaram desde que Aquela que veio para me infernizar ingressou em nossa equipe e minha tolerância para com suas reclamações chegou ao fim. 

Cansado de ouvir suas implicações e vê-la  falando de mim pelas costas resolvi trata-la da mesma maneira e para minha surpresa esta recuou após eu deixar claro para todos que não precisava daquele trabalho para sobreviver e que assim que minha paciência chegasse ao fim eu pularia fora, mas não sem levar muita gente comigo.

Depois dessa explosão Aquela que veio para me infernizar começou a se fazer de vitima.
Por sorte muitos outros testemunharam sua implicância comigo e a desmascararam quando nossos superiores vieram a nos defrontar e exigiram que ela se conte-se.
Isso deixou as coisas mais suaves no posto e me fez relaxar por um tempo mas o pior ainda estava por vir.

AQUELA QUE VEIO PARA ME INFERNIZAR. Primeira parte.

Consegui resistir as próximas semanas que se seguiram mesmo sobrecarregado e então os novos funcionários foram designados para o nosso setor para nos ajudar a fazer as coisas voltarem a ser como eram antes...

Bom pelo menos essa era a intensão, porem entre os novos funcionários entrou uma mulher rude, mesquinha, ignorante que ao invés de ajudar chegou apenas para atrapalhar dando seus palpites e opiniões sem que pedíssemos.

O maior problema era que por ser auxiliar de enfermagem esta mulher ignorante estava um pouco acima de muitos de meus colegas e de mim e por isso mais de uma vez  precisei ouvir suas queixas e reclamações calado.

MUDANÇA DE CLIMA. Parte final.

Com a saída de alguns de meus colegas de trabalho todos os restantes acabaram sobrecarregados inclusive eu.

Forçado a aprender novas funções antes mesmo de decorar minhas antigas funções, acabei me confundindo algumas vezes e me tornei alvo das repreensões de minha chefe; que por sua vez também vinha sendo repreendida por nossos superiores devido a seus fracassos e estava descontando suas frustrações em mim.

Não tardou a toda aquela pressão começar a me fazer mal e me levar a questionar se isso era mesmo o que eu queria ou mesmo se estava valendo a pena.
Me mantive firme na esperança de tudo aquilo ser apenas uma fase ruim e que as coisas voltassem a ser como no inicio com a chegada dos novos funcionários que viriam ocupar as vagas de meus ex colegas que haviam pulado fora.

MUDANÇA DE CLIMA. Primeira parte.

As coisas estavam boas demais para serem verdade em meu novo trabalho.
Meses após ingressar no emprego o clima do lugar começou a ficar pesado devido a problemas internos e atritos entre alguns de meus colegas e superiores, isso acabou dividindo e muito a equipe me forçando a escolher um lado, pois por mais que tentasse me manter neutro mais cedo ou mais tarde escolheriam um lado por mim.

Optei pelo lado que achava certo, mas me mantive na minha para que o outro lado achasse que eu ainda estava em cima do muro e me deixasse em paz.
Conforme o clima esquentava no posto alguns de meus colegas perderam a cabeça e pularam fora o que tornou meu ambiente de trabalho muito chato e desorganizado.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

TRABALHANDO PARA NADA.

Antes de entrar no meu novo serviço fiz dezenas de planos do que fazer com meu novo salario. Planos como turbinar meu quarto, dar um trato na minha moto, comprar roupas novas para mim, comprara presentes para meus sobrinhos e me divertir em dobro nas festas que estavam chegando, porem três meses haviam se passado e mesmo trabalhando arduamente não conseguia realizar nenhum de meus planos.

Eu não conseguia intender, pois agora que recebia três vezes mais que no passado como podia permanecer na mesma situação financeira mesmo depois de quitar praticamente todas as minhas dividas ?
De duas a uma ou eu não estava sabendo administrar meu novo salário ou alguém vinha se aproveitando de minha atual situação financeira.

A resposta para isso era óbvia, pois desde que entrara no serviço meu irmão vinha aproveitando para comprar coisas para nossa casa e nossas casas de aluguel e como o combinado era de dividirmos todas as despeças residenciais eu estava sendo obrigado a dividir tudo com ele e isso vinha me quebrando.
A sensação era de que estava trabalhando para ele e isso começou a me deixar irritado. 

Nos próximos meses que se seguiram resolvi investir em meus desejos e comprei para mim tênis, roupas novas e um notebook.

Isso meio que tirou de mim a sensação de estar sendo “roubado” e me deu uma animada.

AQUELA QUE VIROU MEU ANJO DA GUARDA.

Chegou a hora de falar Daquela que virou meu anjo da guarda!
Aquela que virou meu anjo da guarda era uma linda garota que trabalhava comigo no posto de saúde. Sua beleza só não era maior que sua bondade e como ela havia sido rainha de escola de samba em carnavais passados vocês podem imaginar o quanto ela era bonita.

Nunca na minha vida havia conhecido uma garota tão boa e trabalhadora como ela e sua bondade e dedicação a tornava a pessoa ideal para sua função.
Trabalhando como técnica de enfermagem Aquela que virou meu anjo da guarda tinha tudo que alguém da área da saúde precisava ter para sua função: paciência e dedicação.
De longe se via que ela não estava trabalhando por obrigação ou necessidade e em seu lindo sorriso se revelava o prazer que ela sentia de trabalhar naquela área.

Trabalhando com ela descobri outra de suas qualidades: Generosidade!
Aquela que se tornou meu anjo da guarda estava sempre disposta a ajudar as pessoas e principalmente a mim que quando cheguei não tinha conhecimento algum de minhas funções.
Mais de uma vez Aquela que se tornou meu anjo da guarda me ajudou em momentos de sufoco e me tirou de possíveis enrascadas e por consideração a isso sempre deixei tudo que estava fazendo para ajuda-la quando esta precisava.

Aquela que se tornou meu anjo da guarda recebeu esse título por estar sempre sentado do meu lado direito de onde eu podia acesa lá com uma simples olhada por sobre o ombro e muitas vezes nem ao menos precisei olhar para que esta intercedesse por mim. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O "TOCO".

Outra vantagem de ter as noites livres para descansar e relaxar era poder conversar com Aquela que me transmite paz.

Agora Aquela que transmite paz estava online com mais frequência, pois resolvera seu problema com a internet e por isso, pude desfrutar mais de sua companhia.
Passei a conversar com ela todas as noites e quando não estava falando com ela notei que falava dela com meus amigos. Certo dia Aquele que fala o que tenho que ouvir sugeriu então que eu pedisse para ficar com ela, pois ele sentia que eu estava a fim dela e não havia percebido.

No início achei meio absurdo, pois ela era apenas minha amiga e confidente, mas depois comecei a pensar na possibilidade afinal de contas ela era uma garota sem igual; bonita, simpática, reservada, inteligente e gostava das mesmas coisas que eu.
Apesar de achar que em hipótese alguma Aquela que me transmite paz ficaria comigo, pois além de ter todas essas qualidades ela gostava de outra pessoa resolvi investir nela.

Durante uma de nossas conversas noturnas pela internet resolvi arriscar e joguei um verde dizendo que estava cansado de gostar de quem não gosta de mim e estava disposto a ficar com qualquer garota que mostrasse interesse por mim com o intuito de aprender a gosta dessa garota.

Falei isso na esperança de conseguir uma brecha no entanto o que consegui foi um "toco" já que ela me respondeu com um ar de indignação dizendo que esse tipo de coisa não funcionava e falava isso por experiência própria.

Depois dessa deixei essa ideia de lado e resolvi continuar  na amizade.

A NOVA ROTINA.

Assim os dias deram lugar a semanas e as semanas deram lugar aos meses e o tempo começou a voar.
Uma nova rotina se instalou em minha vida; trabalhava de segunda a sexta das sete as quatro da tarde e nos fins de semana das oito as seis da tarde.
Confesso que no inicio foi muito exaustivo mas tinha esperança que uma hora meu corpo se acostumasse com o pique.

Acontece que logo que meu corpo começou a se acostumar com a rotina do trabalho as ferias escolares chegaram ao fim e meu curso de manutenção de computadores estava de volta. 
assim alem de trabalhar o dia todo eu ainda tinha que estudar a noite toda sem ter tempo de descanar direito.

Esta nova rotina era muito cansativa para mim, por isso a levei o quanto pode.
Infelizmente chegou uma hora em que esse ritmo começou a me prejudicar e eu não conseguia mais dar 100% de mim nos estudos e no trabalho.
Ao começar a ouvir reclamações em ambos os lados tomei uma decisão: teria de abandonar um dos dois.
A escolha não foi nada difícil, pois estava gostando muito do meu trabalho então abandonei o curso de informática.

Sem o curso noturno tive mais tempo de descansar e tive mais energia para me dedicar 100% em meu trabalho que voltou a ser bem feito.

Tendo as noites livres também pude tirar um tempo para conversar com meus amigos e voltei a ter vida social. 
A única que pessoa que deixei de ver com frequencia foi Aquela que aumentou o vazio que continuou no curso o que tornou muito difícil de vê-la afinal de contas nossos horários não batiam mais.

sábado, 13 de dezembro de 2014

O NOVO TRABALHO. parte final.

Para minha surpresa no novo posto não fui recebido de maneira diferente.
Todos me trataram muito bem e além disso reencontrei uma colega do tempo da escola o que tornou tudo mais fácil.

Nas primeiras semanas que se seguiram foi tudo novo e divertido, o trabalho foi leve e conhecer cada um dos funcionários foi bem legal.
Minha nova chefe era uma das mulheres mais bonitas que já conheci, porem era uma verdadeira mulher de fases, pois ao mesmo tempo que ela era uma mulher gentil e divertida ela era também muito dura e severa com seus funcionários.

Na falta de um recepcionista duas pessoas faziam o meu trabalho o auxiliar de enfermagem e a técnica em enfermagem ambos boas pessoas e ótimos trabalhadores ambos ficaram responsáveis de me ensinar minhas tarefas.
A auxiliar de serviços gerais era muito engraçada assim como os ACSs.
O dentista era um cara jovem de comportamento tranquilo e pacato que sentia que não teria problemas. 
Sua auxiliar era a minha velha colega de escola e eu não tinha o que reclamar dela.

O mais difícil de lidar lá era o médico, mas apesar de seu comportamento carrancudo ele também tinha um bom coração, pois sempre que falava asperamente comigo minutos depois me chamava para conversar com serenidade e me explicava por que agiria daquela forma.

Ciente de minhas funções e depois de avaliar cada um de meus colegas de trabalho dei inicio a um processo de adaptação com o intuito de fazer um bom trabalho e me entrosar com todos, pois sentia que passaria muito tempo trabalhando ali.

O NOVO TRABALHO. quarta parte.

Para minha surpresa no novo posto não fui recebido de maneira diferente.
Todos me trataram muito bem e além disso reencontrei uma colega do tempo da escola o que tornou tudo mais fácil.
Nas primeiras semanas que se seguiram foi tudo novo e divertido, o trabalho foi leve e conhecer cada um dos funcionários foi bem legal.
Minha nova chefe era uma das mulheres mais bonitas que já conheci, porem era uma verdadeira mulher de fases, pois ao mesmo tempo que ela era uma mulher gentil e divertida ela era também muito dura e severa com seus funcionários.
Na falta de um recepcionista duas pessoas faziam o meu trabalho o auxiliar de enfermagem e a técnica em enfermagem ambos boas pessoas e ótimos trabalhadores ambos ficaram responsáveis de me ensinar minhas tarefas.
A auxiliar de serviços gerais era muito engraçada assim como os ACSs.
O dentista era um cara jovem de comportamento tranquilo e pacato que sentia que não teria problemas. Sua auxiliar era a minha velha colega de escola e eu não tinha o que reclamar dela.

O mais difícil de lidar lá era o médico mas apesar de seu comportamento carrancudo ele também tinha um bom coração, pois sempre que falava asperamente comigo minutos depois me chamava para conversar com serenidade e me explicava por que agiria daquela forma.

O NOVO TRABALHO. terceira parte.

Aquela que me ensinaria o básico vinha fazendo o papel de recepcionista a tempos e ficou responsável de me treinar para o cargo.
Passei a manhã ao lado dela e aprendi o básico de como lidar com o programa padrão.

Algumas horas depois de iniciar meu trabalho, minutos antes do horário de almoço e de ser visitado individualmente por cada funcionário do posto fui chamado a sala da enfermeira chefe que estava ao telefone e enquanto eu aguardava que ela terminasse de falar os outros funcionários também se juntaram a mim em sua sala. Ao termino do telefonema minha chefe com um olhar desanimado disse a todos que não se apegassem a mim pois eu estava sendo retirado desse setor e sendo enviado para perto de casa.

Ao mesmo tempo fiquei feliz e triste: feliz por que inicialmente era isso que eu queria, pois aquele setor era muito longe.
E triste por que todos estavam muito felizes com minha chegada e pude ver a decepção nos olhos de todos inclusive Naquela que me ensinaria o básico.
Antes de deixar para sempre aquele posto meus ex colegas me encheram de perguntas do tipo “você estava tentando muda mesmo?” “Você não gosto daqui?” “Tem certeza que isso é o que você quer?”

Achei que devia a eles uma explicação e contei exatamente o que havia acontecido e como me sentia. Felizmente nenhum deles ficou chateado comigo, mas ficaram preocupados com quem viria a ocupar meu lugar e também em como eu me sairia no Itaguaçu, pois ouviram dizer que a enfermeira chefe de la era barra pesada.

Agradeci a todos pelas gentilezas e a Aquela que me ensinou o básico pelas aulas e fui para casa almoçar.

Após o almoço fui para o posto do bairro vizinho para onde havia sido enviado.

O NOVO TRABALHO. segunda parte

A essa altura do campeonato eu já estava acostumado com o universo jogando contra mim e agora teria que lidar com essa situação. 
Mandado para o ultimo bairro da cidade onde nunca se quer tinha ido agora teria que me virar para encontrar meu setor e me adaptar ao lugar.

Obviamente eu não era o único insatisfeito com minha posição e as mulheres estavam revoltadas na porta do escritório.
Ciente que teria dificuldades de encontrar meu posto sai disparado do escritório para procurar e antes que chegasse aos portões fui barrado por uma mulher que queria saber onde eu havia sido enviado.
Ao contar a ela para onde fui designado está se surpreendeu, pois era o local para onde ela queria ser enviada; afinal de contas ela morava bem próximo do posto e por ironia do destino o lugar para onde ela foi designada era justamente para perto de casa onde eu queria ser colocado.

Disposta a trocar de lugar comigo a mulher me pergunto se eu gostaria de trocar. Obviamente respondi que sim, mas não acreditava que isso fosse possível porem esta mulher aparentemente tinha recursos, pois disse apenas que deixasse com ela.
Enquanto não havia solução rumei para meu setor designado e com a ajuda de minha prima localizei o posto no interior do bairro.

Logo que cheguei fui surpreendido pelos outros funcionários que me receberam como a um troféu, pois descobrira no escritório que eu fui o único homem a passar na prova e eles se sentiam vitoriosos por terem ficado comigo

Rapidamente fui apresentado a todos mas tive dificuldade de guardar os nomes de início com exceção de um: Aquela que me ensinaria o básico era uma jovem de cabelos pretos lisos e olhos verde esmeralda cuja voz inspirava bondade. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O NOVO TRABALHO. primeira parte

O ano de 2014 começou cheio de expectativas.
Após ser convocado para trabalhar na área da saúde sentia que uma nova etapa na minha vida se iniciava.  
Como havia dito anteriormente o início e o final de tudo para mim é muito difícil e com o novo serviço não foi diferente.
Fiquei muito nervoso com a convocação e cheguei ao local com quase uma hora de antecedência.

Obviamente fui o primeiro a chegar e somente vinte minutos antes do horário combinado foi que os outros candidatos começaram a chegar.
Duas horas e dezenas de papeis assinados depois fomos designados para nossos setores. Eu queria muito ser colocado num setor próximo de casa mas antes que pudéssemos expor nossos desejos nossos superiores foram bem claros que ninguém poderia escolher os setores nem trocar.


Torci muito para ser colocado próximo de casa mas infelizmente o universo não me favoreceu e fui colocado o mais longe possível de casa.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

AMNÉSIA.parte final

Enfim a verdade sobre o que aconteceu nas dez horas perdidas da noite anterior vieram à tona...

De acordo com Aquela que me traz esperança desde o momento que eu cheguei bebi interruptamente todo tipo de bebida que me deram e quando ela chegou na festa duas horas depois de mim eu já estava embriagado e não falava mais coisa com coisa. 
Depois de envergonha-lá um pouco na frente de nossos amigos e de alguns de seus parentes eu voltei a beber com meus amigos e quando ela me reencontrou minutos antes de cortarem o bolo eu já estava péssimo.

Após meu tombo Aquela que me traz esperança deixou de curtir a festa para cuidar de mim. Me levou para o sofá onde passei muito mal e por isso está me levou para o banheiro onde me deu um banho gelado.
Ao saber disso fiquei muito envergonhado, mas como já havia acontecido eu nada podia fazer.

Depois de me banhar Aquela que me traz esperança decidiu me levar embora e pediu a um de seus amigos que me trouxesse. Meu primo emprestou a eles o carro e eles me levaram para casa. Ao chegar em casa Aquela que me traz esperança tirou minha roupa molhada e colocou pra lavar e preparou meu quarto para o caso de eu passar mal no meio da noite.

Perplexo, esta é a palavra que uso para descrever minha reação ao saber de tudo isso.
O mais incrível é que mesmo depois dela me contar eu não me recordei de absolutamente nada disso e por conta disso teria que aguentar as histórias alternativas que meus colegas inventavam sobre este dia para caçoarem de mim nos meses que se seguiram.

Não sei quanto tempo está amnésia vai durar mas dure o tempo que durar será merecido e me servira de lição para jamais desejar esquecer as mancadas que já cometi.

AMNÉSIA. quinta parte

Eu não podia acreditar nas palavras de meu irmão; como posso ter bebido tanto em tão pouco tempo? Como posso ter pagado tamanho mico?? Como posso não me lembrar de nada???

Assim que meu irmão foi se deitar sai à procura de mais informações, ainda com muita dor de cabeça e mal estar.
Na casa Daquela que me apoia todos ainda dormiam com exceção do irmão mais velho dela que ao me ver de longe já desencadeou a caçoar de mim.
De acordo com informações que obtive dele fora o mico de ter caído na festa também fui motivo de piada ao passar mal dentro do salão e ao sujar todo o sofá da chácara.

Sem mais tempo para continuar a obter informações sobre o que havia acontecido na festa fui trabalhar com a cabeça latejando e muito confusa.
No meio da tarde um primo de segundo grau que esteve comigo na festa; apesar de nem lembrar, passou de carro em frente ao meu serviço e me entregou meus tênis que de algum modo eu havia esquecido em seu carro!

Apenas após o serviço encontrei com Aquela que me trás esperança e então tive acesso a toda a historia sem mais demoras...