sábado, 31 de janeiro de 2015

EXILADO. Parte final.

Como tem sido desde que a conheci falar com Aquela que me transmite paz era o suficiente para me tranquilizar e dar forças para seguir em frente.

Horas haviam se passado desde que liguei para ela e como sempre o tempo não parecia passar mas estava passando sim e a festa caminhava para o fim.
Muitas pessoas ja tinham ido embora ficando apenas os mais proximos e vi nesta hora a oportunidade perfeita para colocar um fim nesta historia.

Depois de se despedir Daquela que me transmite paz voltei pra dentro da festa e fui logo bombardeado com o silencio pertubador. Na tentativa de quebrar o gelo Aquele que me da uns empurroes tentou me empurrar uma bebida pois nao havia me visto beber a noite toda. Nesta hora revelei a eles o real motivo de nao estar bebendo e perguntei se minha saude era motivo suficiente pra eu nao estar podendo beber ja que para eles nao havia sido motivo para eu deixar o posto.

Todos ficaram muito surpresos com minha revelação, pois aparentemente ninguem acreditava que eu havia deixadono posto por problemas de saude.

Nesta hora eu me exautei, pois todos achavam que eu havia desistido e por pura fraqueza afinal de contas os boatos que vinham do posto indicavam que as coisas la estavam dificeis e todos acharam que eu nao ia aguentar a pressão e sair fora.

Nesta hora revelei toda minha descepção e contei detalhadamente os problemas que enfrentei sozinho e contei tambem que se nao fosse Aquelas que me apoiam, tras esperança e transmitem paz eu ainda estaria em meu exilio, provavelmente a beira de uma depressão e eles nem se quer saberiam.

Ao fim da noite meus amigos foram partindo e me desejando melhoras e pedindo pra contar com eles a partir de agora e no final restaram apenas eu e Aquele que me da uns empurroes que me pediu desculpas e se mostrou realmente preocupado comigo.

Conversamos noite a dentro e depois de por tudo em pratos limpos voltei pra casa se sentindo muito mais aliviado e esperançoso de que as coisas iriam melhorar e que meu exilio havia acabado.

EXILADO. Segunda parte.

Não sei bem quanto tempo se passou, mas aparentemente foi tempo o suficiente para deixar Aquelas que trás esperança e que me apoiam preocupadas.

As garotas passaram a me ligar e ir atras de mim com muita frequência e somente depois de muito esforço elas conseguiam me tirar de casa. Numa dessas saídas acabei sendo convidado para um churrasco na casa Daquele que me da uns empurrões.
Não resolvi ir de imediato, apenas após longas conversas noturnas com Aquela que me transmite paz; que naquela altura do campeonato era uma das poucas pessoas com que eu me sentia a vontade de conversar, decidi ir ao churrasco.

Na noite do churrasco deixei meu exílio com muita dificuldade, pois minha vontade era de volta para cama e me desliga da minha realidade como fazia todas as noites.
No churrasco quase todos os meus amigos compareceram e ao em vez de isso me confortar como sempre fez acabou sendo o oposto. Fiquei muito incomodado pois em cada grupinho que eu parava me sentia cada vez mais distante. Não conseguia entrar nas conversas e dar se quer uma opinião. Quando tentava minha voz parecia mais baixa que as outras e no meio de tanta falação acabava se perdendo no ar.

Quando minhas forças para permanecer ali esvaiam eis que Aquela que me transmite paz resolveu me chamar para uma conversa digital e apenas sua menção foi capaz de me animar.

Continuei na festa mas me mantive a distancia para poder ligar para Aquela que me transmite paz e reunir forças para não voltar para o meu exílio....

EXILADO. Primeira parte.

Quando as coisas vão mal elas podem piorar.
Acho que já comecei uma postagem assim antes, mas o uso excessivo desta frase só prova que já enfrentei situações semelhantes antes.

Não bastava meus amigos da rua estarem indignados com minha saída do posto, em casa também tinha que aturar meu irmão que como sempre nunca fica do meu lado e obviamente que nesta questão não seria diferente.

Ta certo que com base em experiencias passadas era obvio que meu irmão não ficaria do meu lado então por que eu ainda esperava e por que ficava tão desapontado com isso? Acredito que o motivo era que desta vez eu estive mal durante muito tempo e apesar de morarmos debaixo do mesmo teto ele se quer percebeu isso.

Resumindo eu não tinha mais paz em parte alguma, não me sentia bem em casa e não me sentia bem na rua.

Minha unica alternativa foi me isolar no meu quarto com a tv e o radio ligados de modo que não ouvisse as vozes de ninguém e pudesse me dedicar em ler meus livros para que desfocasse dessa cruel realidade que eu vivia...



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

DESLOCADO.

Após deixar o cargo no posto tentei retornar a minha vida anterior e para começar voltei a frequentar as casas de meus amigos, porem logo de cara comecei a me sentir estranho de estar entre eles. 

O motivo disso era que aparentemente para meus amigos deixar o posto; um emprego de quatro anos, por motivos de saúde não era motivo suficiente e todos estavam indignados com minha atitude.

Apesar de nenhum deles ter vindo me dizer isso eu logo descobri que era este o motivo de tanta estranheza e depois de saber disso estar com eles me deixava incomodado, pois sentia que eles queriam me dizer alguma coisa mas não diziam e mais tarde chegava em meus ouvidos que eles estavam falando pelas minhas costas.

Diante dessa situação decepcionante resolvi me afastar de todos e voltar a ficar entocado em meu quarto e quando Aquela que me apoia e Aquela que me trás esperança conseguiam me tirar do meu porto seguro eu logo encontrava a razão para voltar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A ULTIMA BRIGA COM AQUELA QUE AUMENTOU O VAZIO. Parte final.

logo que acordei entrei em contato com Aquela que aumentou o vazio para saber como ela estava e o que estava fazendo de bom.
Achando que eu estava me fazendo de louco Aquela que aumentou o vazio não me disse que estava se preparando para ir para a festa e enquanto se preparava conversou comigo naturalmente.

Assim passamos algumas horas trocando ideia através das redes sociais mas notei que Aquela que aumentou o vazio me parecia meio rude e distante no decorrer da noite.
Somente quando se cansou do joguinho que ela me revelou o motivo de sua frustração ao dizer que sua tia havia ficado chateado por eu não ter ido ao jantar.
Naquele momento um choque percorreu todo meu corpo ao me lembrar que aquele era o dia que tanto aguardava.

Chateado perguntei a Aquela que aumentou o vazio por que esta não me lembrou e a resposta seca que ela me deu foi que não acreditava que eu tinha me esquecido e que achava que eu estava se fazendo de esquecido por que eu não queria ir por ter vergonha dos familiares dela.

Um dos piores defeitos que via Naquela que aumentou o vazio era sua teimosia, pois quando esta colocava algo na cabeça por mais que provassem o contrario esta não acreditava, parecia que sua versão da historia era sempre a certa.
Tentei ir a casa da tia para se desculpar porem não tive aprovação Daquela que aumentou o vazio então deixei para la.

Depois disso dias se passaram sem que ela me perdoasse e seu comportamento rude me tirou do sério o que me fez tomar a decisão de deixa-la para la, pois sabia que somente quando essa poeira baixasse ela se acalmaria e voltaria a me tratar bem.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A ULTIMA BRIGA COM AQUELA QUE AUMENTOU O VAZIO. Primeira parte.

Desde que deixei o curso de manutenção de computadores e uma nova rotina se instalou em minha vida perdi muito contato com Aquela que aumentou o vazio.

No inicio eu ainda conseguia encontrar brechas em meus horários de serviço e nos horários de aula dela para ir vê-la, inclusive ate cheguei a sair do serviço e parar em uma festa na casa de sua tia, apesar de ter muita vergonha de frequentar essas festas, pois não conhecia muito bem os parentes dela com exceção de sua tia; uma mulher maravilhosa e extremamente gentil que mais de uma vez me ajudou, me ouviu e me aconselhou e era totalmente a favor de que meu relacionamento com sua sobrinha desse certo.

Conforme as coisas se complicavam no posto tornou muito difícil ir ver Aquela que aumentou o vazio, por isso somente agora que a poeira começava a baixar achei que poderia me reaproximar dela.

Desde a ultima festa na casa da tia dela fui convidado para uma nova festa que aconteceria ali muito em breve e agora que a data da festa se aproximava vi naquele convite uma nova chance de reaproximar-se dela.

Infelizmente diante de tudo que estava acontecendo no dia da festa passei muito mau e tive que tomar alguns remédios para dor e por isso dormi quase o dia todo  e inesperadamente acabei me esquecendo do compromisso.

domingo, 4 de janeiro de 2015

FERIMENTOS DE GUERRA.

Nas primeiras semanas após sair do posto acordei todos os dias achando que estava perdendo a hora do trampo.

Desde então passei a permanecer por horas deitado na cama antes de se levantar pensando se fiz mesmo a coisa certa deixando o novo serviço e imaginando como as pessoas me julgariam.
Enfim tentei não pensar muito nisso, pois agora tinha algo mais importante com o que se preocupar... minha saúde.

Como hipertenso fui obrigado a tomar alguns remédios diariamente para poder controlar minha pressão que chegou a atingir 24/12.
No posto vi pessoas desmaiarem e terem infartes com uma pressão menor que a minha então acredito que tive muita sorte por ainda estar de pé e ileso.

Mesmo que trate minha hipertensão esta não é uma doença que possa ser curada.
todos me dizem que serei pra sempre hipertenso e tomar remédios diariamente se tornara parte  de minha rotina se quiser viver.
Vejo esta doença como um ferimento de guerra que os soldados sofrem em uma batalha e depois tem que aprender a conviver com ela para sempre.

sábado, 3 de janeiro de 2015

A DECISÃO FINAL.

Chegou a hora de colocar a situação numa balança e ver para que lado a situação pendia.

 De um lado eu poderia continuar trabalhando no posto, fazendo uma coisa que eu não gosto, que estava me deixando doente, perto de uma pessoa que me faz mal e que esta me transformando numa pessoa ruim, sem estar precisando.
 Do outro lado eu poderia sair, procurar uma coisa melhor, que não prejudicasse minha saúde, e continuar sendo eu mesmo me virando com o pouco que eu tinha antes de entrar no posto.

Para mim esta não foi uma escolha difícil.
Minha mãe sempre me disse que se uma pessoa ou lugar esta me mudando pra pior ou seja me transformando em alguém que eu não quero ser eu devia me afastar.

Fiquei feliz com as palavras da doutora, pois sempre me achei uma pessoa boa, mas nunca tive certeza disso agora suas palavras me provaram que eu era e me permitiram tomar minha decisão final: Estou fora!