domingo, 27 de dezembro de 2015

ALEGRE UM DIA TRISTE NO OUTRO.

Com esse novo emprego os fins de semana começaram a passar voando.
Eu estava gostando muito de trabalhar na feira, pois vender era algo que eu fazia bem ja que trabalhei com isso a minha vida toda.

Como ia para a feira ao amanhecer e voltava exausto no final da tarde nas noites de sábado e domingo não aguentava ficar conversando com meu amor ate tarde e por isso quase não a via mais nos fins de semana, por isso durante a semana entre meus corres e o horário da faculdade Daquela que se tornou meu mundo nos passamos a trocar o dobro de mensagens para matar as saudades.

Quando o novo trabalho caiu na rotina e os efeitos do show do legião passaram comecei a desanimar novamente.
Por sorte o trabalho puxado do fim de semana me deixava tão cansado que me distraia um pouco, mas durante a semana a nostalgia voltava e me deprimia novamente.

domingo, 29 de novembro de 2015

TRABALHANDO NA FEIRA.

Para aqueles que nunca estiveram em minha cidade, Aparecida também é famosa pelo seu comercio ambulante que todos nos chamamos de "a feira."
A feira é composta de um aglomerado de bancas que são armadas todo fim de semana e feriados na principal avenida que fica de frente com a basílica de Nossa Senhora Aparecida.

Cada banca desta feira é especializada em vender um tipo de coisa como por exemplo: roupas, sapatos, bolsas, artigos religiosos e eletrônicos.

A feira é famosa também por pegar jovens e ate crianças para trabalhar por isso para muitos a feira é o primeiro trabalho rendável que se pode conseguir nesta cidade.

Para meus amigos a feira é como se fosse uma especie de fase na vida. Todos meus amigos já trabalharam na feira em, algum momento da suas vidas e agora era a minha vez. 

Quando a noite de sexta feira chegava ao fim me despedi do meu amor que me desejou sorte e antes de dormir combinei certinho o horário com meu patrão para chegar na feira. 
Demorei um pouco para dormir, pois apesar de serem pessoas conhecidas a ansiedade acabou me pegando de jeito.

Quando amanheceu acabei despertando uma hora antes do próprio despertador e me arrumei e segui para a feira as 5 da manhã.

Quando cheguei no local eu era o mais animado da minha ala, pois todos estavam com cara de sono enquanto eu estava completamente desperto.

Meu patrão me apresentou a meu novo colega de trabalho e assim começamos a montar a banca. Não teve muito segredo de inicio, o mais chato foi decorar o preço das coisas.


O primeiro dia foi ótimo, pois não teve muito movimento e assim tive mais tempo para aprender lidar com a mercadoria que vendia e seus preços.


Não vou mentir dizendo que foi tudo um mar de rosas, pois passar quase 12 horas de pé naquela feira abafada não era brincadeira. No fim do dia depois de desmontarmos voltei para casa muito cansado porem ainda estava animado pois recebi metade do meu salario e ele ja era o dobro do que vinha ganhando na loja da minha prima.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

O NOVO TRABALHO. Parte final.

Ate o fim de semana chegar fui tomado pela aquela ansiedade que bate e quase me faz surtar.

Aquela que se tornou meu mundo tentou de tudo para me acalmar e por mais que não parecesse ter tido resultado seu apoio foi fundamental para me tranquilizar.
Quando o fim de semana finalmente chegou foi decepcionante não receber a ligação da dona da loja.

Eu tinha certeza que esta ligaria mas não aconteceu.
Acreditando que Aquele que fala o que tenho que ouvir poderia me dar uma mãozinha liguei para ele e pedi para que entrasse em contato com sua amiga para perguntar por que esta não havia me ligado.

A resposta não tardou a vir, pois no fim da tarde meu amigo me retornou dizendo que ela não havia ligado, pois esse fim de semana seria muito fraco e que talvez o próximo seria melhor e então me chamaria.

Não sei por que, mas não botei muita fé nisso e fiquei chateado. Quando a noite de sexta feira caiu Aquela que se tornou minha irmã me ligou da casa de sua tia querendo saber um pouco mais sobre o emprego.

Depois de contar tudo a ela esta me explicou por que do interesse.
Acontece que a tia dela apesar de me enrolar ia mesmo precisar de alguém e se arrependeu de ter me enrolado e queria que eu fosse trabalhar com ela e estava ate mesmo disposta a pagar o que me pagariam na loja.

Na situação em que me encontrava não estava em condições de escolher e esta era mais uma escolha difícil, pois trabalhar com os tios Daquela que se tornou minha irmã seria mais fácil, pois ja os conhecia e eles gostavam de mim então eu não seria esmagado pela pressão dos primeiros dias e o horário era melhor. Por outro lado trabalhando na loja eu teria chance de um dia começar a trabalhar durante a semana e ganharia muito mais.

Diante de tamanha duvida pedi ajuda a Aquela que se tornou meu mundo e esta me deu bons conselhos, conselhos estes que me ajudaram a chegar a uma conclusão...

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O NOVO TRABALHO. Primeira parte.

Assistir ao show de rock me deu muita energia e me deixou animado por um bom tempo.
Aproveitando essa energia positiva levantei todas as manhas seguintes disposto e fiz meus corres de moto táxi e levantei uma graninha boa.

Apesar de me ajudar bastante essa graninha não estava mais sendo suficiente o que me levou a tomar a decisão de procurar um trampo novo.
Alem dos corres eu tinha o trampo na lojinha da minha prima nos fins de semana, mas acontece que o movimento la havia caído muito e não estava mais dando para contar com aquilo.

A meses a tia Daquela que considero como irmã havia me oferecido um trabalho numa banca na feira da cidade, mas como o trabalho não havia virado decidi que era hora de ir atras de outra coisa.
Por sorte Aquele que fala o que tenho que ouvir conhecia uma dona de loja que estava precisando de alguém e me ofereci para ficar com o cargo.
Depois de pegar o endereço fui ate a loja agendar uma entrevista.
A loja ficava numa ladeira no centro da cidade. A dona da loja era simpática e mostrou grande interesse em me contratar tomando meu numero e ficando de me ligar o quanto antes.

Fiquei feliz e muito ansioso para começar a trabalhar la e quando cheguei em casa contei a todos.
Aquele que fala o que tenho que ouvir, Aquela que me apoia e Aquela que considero como irmã ficaram muito contentes comigo.
Pedi a Aquela que considero como irmã que dissesse a sua tia que não podia mais esperar pela sua oferta e que havia conseguido outro trabalho, esta ficou feliz por mim e enviou minha mensagem a ela.

Assim só me restou aguardar o fim de semana chegar e com ele o tão aguardado telefonema...

SHOW DO LEGIÃO URBANA ORIGINAL COVER.

Já que tinha que ir pelo menos um dia na festa planejei com meus amigos que seria no dia em que o grupo Legião urbana original cover fosse tocar.
Apesar de eu e meus amigos estarmos sem grana encontramos a solução para ir sem ter que gastar muito.

Aquela que considero como irmã trabalha com festas e no dia combinado havia ganhado muito molho de cachorro quente e convidou a todos para passar na casa dela antes de ir para o show para comermos e assim economizar uma graninha.

Assim quando a noite caiu apoiado por Aquela que se tornou meu mundo; que não aguentava mais me ver trancado em casa parti para casa Daquela que considero como irmã junto com Aquele que fala o que tenho que ouvir. Aquela que me apoia disse que nos encontraria la e Aquela que me transmite paz nos encontraria direto na festa.

Esta era a primeira vez que Aquele que fala o que tenho que ouvir iria ir a casa Daquela que considero como irmã e este estava um pouco sem graça. Já eu estava animado, pois era a favor deles ficarem amigos e que começássemos a sair todos juntos com mais frequência.
Enfim na casa daquela que considero como irmã esta estava nos esperando e assim que chegamos embarcamos no cachorro quente.

Depois de um tempo Aquele que fala o que tenho que ouvir ficou mais a vontade la e começou a se divertir.

Quando faltava minutos para o inicio do show partimos para a festa a pé, pois ficava ali perto.

Quando chegamos a banda estava no palco e iniciava a primeira musica.

Não sei se foram as musicas que eu adora ou a energia que eles transmitiam, so sei que conforme as musicas eram tocadas fui contagiado e quando me dei conta estava me sentindo muito bem e pulava e cantava junto aos meus amigos.

Me deliciei com cada uma das musicas que o grupo cantou, pois sabia cantar todas de cor. Algumas em especial me faziam me lembrar de meu amor e por isso resolvi gravar parti do show para ela ver.

No final das contas não me arrependi de ter ido, pois alem de ter me divertido muito pude por para fora a imensa vontade que estava de gritar e isso aliviou e muito. 

Quando o show acabou não nos demoramos muito na praça e seguimos  nosso caminho a pé pela rua cantando, gritando e rindo muito como nos velhos tempos.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A MAIOR FESTA DA CIDADE. Parte final.

Quando foi anunciado o inicio da festa esse ano eu fiquei muito triste, pois eu queria muito ir com meu amor.

Para tornar tudo mais difícil foi anunciado dois shows muito legais e dentre eles o cover de um de meus grupos favoritos.
Quando meus amigos souberam disso recebi dezenas de convites para ir e recusei a todos de cara.

Quando meu amor la no Sul soube do inicio da festa e dos grupos que iriam tocar ficou maluca e disse que eu tinha que ir de qualquer jeito, mas eu estava desanimado.
Meu amor rapidamente sacou que um dos motivos de eu não ir era devido a sua ausência e em protesto disse que eu precisava começar a me divertir ou ela teria de vir embora, pois achava injusto que eu parasse de viver em sua ausência.

Passamos dias discutindo sobre isso e para provar a Aquela que se tornou meu mundo que eu não estava em depressão decidi ir a festa pelo menos um dia.
Liguei para meus amigos e combinamos de ir pelo menos um dia juntos.

A MAIOR FESTA DA CIDADE. Segunda parte.

Como o passar dos anos a festa começou a ficar sem graça para mim e fui perdendo o pique de ir, mas como era  uma tradição ainda comparecia uma ou duas vezes.

Acho que assim como aconteceu com as baladas que eu frequentava comecei a olhar em volta e me senti deslocado em meio a todas as pessoas.

Me sentia deslocado por que via diversas panelinhas de estudantes curtindo junto de um lado e casais de namorados do outro lado e como eu não estudava mais e dificilmente encontrava meus ex-colegas de classe na festa e também estava longe de arrumar uma namorada ficou muito chato seguir esta tradição e resolvi parar de ir.

Logo que comecei a namorar pensei que a tradição renasceria e a próxima festa de são Benedito seria perfeita, pois eu não seria mais um deslocado eu faria parte do grupo dos que curtiam a festa com a namorada, mas assim como tudo que havia planejado a ida a festa com meu amor teve que ser adiada devido a sua partida para o Sul e para evitar voltar a se sentir um deslocado decidi que não iria a festa esse ano novamente.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A MAIOR FESTA DA CIDADE. Primeira parte.

Falando em tradições chegou a hora de falar da maior festa de minha cidade... A festa de São Benedito!
Quem sabe onde vivo deve ter ficado encabulado né? Afinal de contas como pode a Festa de São Benedito ser maior que a festa de Nossa senhora Aparecida sendo que a cidade é a terra de Nossa senhora e inclusive carrega seu nome.

A resposta para isso é muito simples: a festa da padroeira do Brasil é uma festa 100% religiosa que acontece nos arredores e dentro da basílica e possui muitas restrições e é voltada mais para os romeiros do que para nos moradores da cidade. 


Ja a festa de São Benedito acontece no centro da cidade e é mais liberal por ser aberta a todos os públicos e por usar de grandes shows para atrair um publico maior.

Grandes nomes da musica ja passaram pelo palco dessa festa e junto com eles geralmente um grande publico de diversas cidades os seguem tornando nossa festa ainda maior.
Desde que era criança participei dessa festa mesmo que no período da manhã nas gincanas escolares que ela sempre promoveu.

Desde meus 15 anos eu fui presença confirmada nas noites de curtição junto de meus amigos e algumas vezes chegamos ao ponto de ir ate o amanhecer.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

SURTANDO.

Depois da ida a pizzaria preferida de meu amor sem ela cheguei a uma terrível conclusão que não queria ter chego: me lembrar dos melhores momentos que tivemos juntos ao invés de me deixar feliz estava me deixando triste.

Isso era duplamente triste, pois esperei muito para viver esses momentos felizes e depois de vive-los eles se tornaram a minha energia; era tudo que me motivava e me movia e agora essas lembranças estão fazendo exatamente o oposto.

Eu não sabia mais o que fazer, pois me lembrar desses momentos estava me deprimindo muito a ponto de me desmoronar do nada e por isso cheguei ao ponto de pensar em apagar estas lembranças da minha mente, pois sentia que estava enlouquecendo.

Apagar coisas da minha mente nunca foi uma tarefa fácil, pois eu possuo uma memoria muito boa, mas não é uma tarefa impossível afinal de contas já fiz isso uma vez. ( e hoje me arrependo de ter feito. )

O meu medo era que apagando essas lembranças eu cometesse o mesmo erro que cometi no passado quando apaguei as lembranças de minha mãe na tentativa de seguir em frente depois de sua morte; eu temia não conseguir recupera-las mais tarde e se esquecer da voz dela, de seu cheiro e todo o resto.
Eu temia poder apagar os sentimentos que tinha por Aquela que se tornou o meu mundo junto com as lembranças e se existisse 1% disso acontecer eu não podia arriscar.

Assim teria que aprender a viver com essas lembranças e tentar extrair o melhor delas e parar de vê-las como uma coisa distante que vai demorar para se repetir ou que pode nunca mais se repetir, por que apesar de ter sofrido tanto apenas um mês havia se passado e ainda faltava muito tempo para meu amor sair de ferias e voltar para casa e ate la muita coisa iria rolar....






domingo, 8 de novembro de 2015

DE VOLTA A PIZZARIA DE GUARA SEM ELA.

Já se tornou uma tradição Daquele que fala o que tenho que ouvir, Daquele que considero como meu irmão do meio e minha de irmos juntos ao cinema ver filmes 100% nerds, porem como o cotidiano de cada um havia mudado radicalmente ficou difícil irmos ao cinema com a mesma frequência de antigamente.

Sempre que achamos uma brecha em nossas "agendas" nos unimos nos fins de semana para pegarmos um cineminha.
Esse fim de semana deveria ter sido um deles, mas depois de meses sem nos reunirmos fomos ate o shopping e quebramos a cara, pois o lugar estava lotado e as salas de cinema esgotadas.

Chateados saímos para fora do shopping e nos sentamos a praça desanimados para se lamentar de não ter podido ver o filme. Em meio a tantos lamentos eu olhava para o outro lado da praça e me lembrava dos momentos que passei ali com Aquela que se tornou meu mundo.

Nos primeiros aniversários de namoro que tivemos Aquela que se tornou meu mundo e eu fomos comemorar em vários lugares.
Dentre esses lugares um dos que mais marcou foi a pizzaria que ficava na cidade vizinha a nossa cujo ambiente é todo decorado com objetos antigos.
Antes Daquela que se tornou meu mundo ir embora queria poder ter levado meu amor ate la mais uma vez, mas como la era um pouco caro não consegui.
Mais de uma vez falei com meus amigos sobre essa pizzaria e eles ficaram muito interessados e por isso disse a eles que um dia os levaria la.
Naquela hora eu pensei: Esse dia finalmente chegou.
Depois de ficar de pé em um salto lembrei a eles da pizzaria e todos concordaram em irmos para la.

Como o lugar era ali perto do shopping rapidamente chegamos la.
Vi nos olhos de meus amigos como o lugar havia conquistado eles.
Pedimos uma pizza e trocamos ideia ali por algumas horas e durante nossa conversa minha mente viajou para os dias que vim a pizzaria com meu amor e me sentir nostálgico.
No fim da noite fomos embora e ao chegar em casa fui tomado por uma forte vontade de chorar.

MORRO DO CRUZEIRO.

Desde de que eu era criança existe uma tradição em minha família de uma vez por ano se acordar cedo para subir o morro do cruzeiro.
Claro que essa é uma tradição da minha religião e como teve uma fase em que passei meio ausente da minha fé acabei deixando essa tradição "cair por terra."

Agora que renovei minha fé achei que era hora de voltar a seguir essa tradição e por ironia Aquela que me apoia, Aquela que considero como irmã e Aquela que me trás esperança vieram me convidar para ir com elas.

Como para ir ao morro era preciso acordar de madrugada fui dormir bem cedo na quinta feira que antecede a sexta feira santa.
Quando o relógio despertou as quatro da manhã eu me levantei num salto para não voltar a dormir, pois estava morrendo de sono. Enquanto me aprontava mandei mensagens para minhas amigas para saber se estas já tinham acordado.
Todas estavam despertas e se arrumando o que me deixou mais tranquilo, pois não queria sair sozinho de madrugada perambulando pela rua.

Quando a hora combinada para sairmos se aproximava tentei entrar em contato novamente com Aquelas que me apoiam e me trás esperança; já que moravam aqui perto para saber se estas já se dirigiam para o local combinado, mas estas não me responderam.

Fiquei encabulado e achei que elas pudessem ter caído no sono novamente e por isso continuei enviando-lhes mensagens mas não obtive resposta.
Acreditando poder ter sido deixado para trás fui ate o local combinado para sairmos a pé e não as encontrei. Fiquei chateado pois achei que elas tivessem mesmo perdido a hora, mas como Aquela que considero como irmã estava nos esperando decidi ir sozinho ate a casa dela, mas como era uma longa caminhada ate la achei melhor voltar em casa e pegar minha moto. 

No caminho para casa Daquela que considero como irmã eu encontrei vários grupos de pessoas seguindo a pé para o morro e entre esses grupos estavam Aquela que me apoia e Aquela que me trás esperança.

Fiquei muito chateado e com raiva de ver que as duas não haviam me esperado e ao vê-las não parei.
Na casa daquela que considero como irmã esta também estava chateada com as duas por terem deixado ela no vacu e então contei que elas estavam a caminho.

Subimos ate a avenida para encontrarmos com as duas mesmo chateado com elas, mas para nossa surpresa o grupo das meninas cortou caminho pelo patio e nais uma vez elas nos deixaram no vacu.

Assim eu e aquela que considerava minha irmã subimos com muita raiva atras delas, mas quando chegamos no morro e nos juntamos a procissão toda a raiva passou. Subimos rezando e agradeci a Deus por tudo e aproveitei para rezar por toda minha família, amigos e pelo meu amo.

A procissão chegou ao fim em cima do morro e ate chegarmos la já havia clareado. De la de cima podia se ver toda a cidade e a vista era tão perfeita que me arrependi por ter ficado anos sem voltar ali e prometi que voltaria ali de ano em ano.




domingo, 1 de novembro de 2015

OS LIVROS NÃO FUNCIONAM MAIS.

A ausência Daquela que se tornou meu mundo havia se tornado como uma doença: havia dias que os seus sintomas não me afetavam tanto e eu podia viver minha vida normalmente, porem tinha dias que doía demais não te-la ao meu lado e eu não conseguia sair da cama e do quarto.

O problema de se ficar no quarto era que abria oportunidade de se tornar sim vitima de uma ou duas doenças tais como a Clinomania e a depressão, por isso quando a saudade batia de doer ao invés de ficar deitado eu me levantava pegava minha moto e saia para distrair a mente.

Uma coisa que sempre usei para distrair minha mente foi uma biblioteca.
Procurar um bom livro para ler é mais do que escolher um livro com uma capa chamativa. 
Procurar um bom livro exige tempo e paciência para se ler suas sinopses ate encontrar uma historia que lhe agrade.

Depois que me formei ficou difícil ter aceso a uma biblioteca o que me levou a comprar os livros que queria ler.
Com o tempo ir as livrarias escolher um bom livro tornou-se um habito e um grande passatempo e as livrarias acabaram por se tornar um substituto para as bibliotecas.

Geralmente quando nem mesmo andar de moto me ajudava a distrair a minha mente eu seguia ate o shopping e me enfiava em uma livraria e ficava lendo as sinapses dos últimos lançamentos.

Desde que meu amor foi embora não havia tentado esse método para distrair então peguei minha moto e fui para o shopping.
Andar pelo shopping sozinho foi pior do que pensei, pois em todo canto que olhava via casais andando de mãos dadas e me lembrava dos dias em que eramos eu e Aquela que se tornou meu mundo andando de mãos dadas e rindo.

Na livraria uma grande quantidade de livros novos havia chego e por mais incrível que algumas sinopses fossem elas não estavam conseguindo me distrair e em alguns casos eu precisava ate mesmo ler duas ou três vezes para intender.

Depois de fracassar em mais essa tentativa de me distrair não me restou outra alternativa se não admitir derrota e voltar para casa...

NA COZINHA.

Desde que conheci Aquela que se tornou meu mundo sinto que mudei muito, só que para melhor.
Não bebo mais como antigamente, penso mais no futuro, penso em construir uma família, ter uma casa só minha, renovei minha fé. Todas as mudanças são significativas, mas acho que a mudança mais visível foi eu ter aprendido a cozinhar.

Desde que que meus pais morreram eu me virava na cozinha o suficiente para não morrer de fome, mas estava longe de saber cozinhar uma refeição.

Depois que comecei a namorar passei a ver meu amor fazer coisas deliciosas entre elas coisas realmente simples que pedi para ela me ensinar.

Dentre estas coisas estava a sopa.
Eu sempre fui apaixonado por sopo a ponto de minha mãe fazer para mim dia sim dia não.
Depois que ela morreu eu só comia sopa quando minha tia, avó ou prima fazia o que não acontecia muito.

Em suas ultimas semanas na cidade meu amor começou a fazer sopa em sua casa e depois de ver o quanto eu gostava passou a fazer com mais e mais frequência.

Quando ficou decidido que esta partiria ela decidiu me ensinar a fazer a sopa que aprendi ate que com facilidade.
Quase um mês havia se passado desde que Aquela que se tornou meu mundo foi para o Sul e eu decidi fazer sua sopa em casa.

Para minha surpresa na primeira tentativa eu obtive sucesso e a sopa ficou idêntica a dela e acabou se tornando o prato principal das minhas noites.

cada dia que fazia eu ficava cada vez melhor e quando me vi pronto comecei a fazer alguns upgrades acrescentando uma ou duas coisinhas e quando me dei conta a sopa que estava fazendo estava tão parecida quanto a sopa que minha mãe me fazia.

Todos na minha casa saborearam minha comida e se impressionaram em me ver cozinhando e tudo isso eu devo a meu amor.
Agora não consigo resistir a ansiedade de cozinhar para Aquela que se tornou meu mundo.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O PIOR ANIVERSARIO DE NAMORO.

Mais alguns dias se passaram desde que voltei a fazer meus "corres" de moto.
Foi bom ter um motivo para sair do quarto e assim me livrar da clinomania que estava me pegando e melhor ainda poder ganhar uma graninha pra mim novamente.

Claro que a ausência Daquela que se tornou meu mundo ainda era sentida em minha pele e claramente isso não ia mudar, pois em cada lugar que eu ia eu me lembrava dela.
Eu não sabia o que era pior: ela estar la e olhar para cada canto da cidade e não me ver ou eu estar aqui e vê-la em cada canto da cidade.

Enfim seguindo esse ritmo a vida recomeçou a caminhar e quando me dei conta já era dia 23 ou seja estávamos comemorando mais um mês de namoro, mas diferente dos outros sete meses neste oitavo mês eu não estava feliz, pois não havia como agir como se estivéssemos comemorando um aniversario de namoro por que um aniversario de namoro é comemorado a dois.

Não vou dizer que eu não tentei comemorar por que se dissesse que não estaria mentindo.
Tentei comemorar junto de meu amor pela internet e demonstrar felicidade, mas era muito triste não podermos estar juntos nessa data como estivemos nas ultimas sete... 
Nem mesmo escrever nas redes sociais o quanto estava feliz por estar namorando com minha alma gêmea como sempre fiz fui capaz de fazer, pois passei horas na frente do computador e nada me veio em mente.

Passei cada segundo da nossa noite de aniversario de oito meses de namoro junto do meu amor pela internet e eu todo esse tempo imaginando como estaríamos felizes se estivéssemos comemorando juntos lado a lado.
Quando a noite chegava ao fim e precisamos nos despedir uma lagrima desceu pelos meus olhos inevitavelmente antes de se despedir de meu amor o que a deixou muito triste e o que me deixou muito mal pois passei a noite inteira evitando isso.

Depois de tentar convence-la de que tudo iria ficar bem ela desligou e eu desmoronei e esse foi o primeiro aniversario de namoro que adormeci chorando...

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

CLINOMANIA.

Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. A palavra teria origem grega e significa "obsessão de dormir". É o desejo de não sair da cama, ficar embaixo de coberta e cabeça no travesseiro. Essa enfermidade também é conhecida como "mateusar" em homenagem aos vastos estudos acerca de distúrbios comportamentais conduzidos pelo Professor Doutor Junio Cezar em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais.
De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica
.

Mais alguns dias haviam se passado desde o aniversario Daquela que me trás esperança e eu havia voltado a me entocar no meu quarto.
Por mais que meus amigos dissessem que eu devia sair eu estava desmotivado e não tinha nada de bom pra fazer la fora.

Dentro de casa eu tentava sem muito sucesso me distrair lendo um livro, jogando video game, assistindo um Dvd e ate entrando na internet.
Acontece que nada disso era suficiente para deter o avanço do vazio que crescia em meu peito.

As únicas horas que eu me sentia bem era quando Aquela que se tornou meu mundo me ligava, trocava mensagens comigo ou me chamava para uma video conferencia.
Ate ela estava percebendo que estava havendo algo de errado comigo, mas eu não querer sair da cama era perfeitamente natural para mim... ate que por acidente esbarrei com esse texto sobre clinomania e percebi que eu poderia estar passando por isso.

Temendo ser assolado por mais esse mal reuni forças para sair da cama e anunciei a todos que estava de volta as minhas funções de moto taxi onde passaria mais tempo em cima da moto e menos na cama.

Aparentemente funcionou, pois depois que meus clientes começaram a me ligar querendo fazer corres comecei a sair mais de casa e me lembrei de como era prazeroso pilotar minha moto.


AQUELE QUE SE TORNOU MEU IRMÃO DO MEIO.

Já passou da hora de falar Daquele que se tornou meu irmão do meio. Na verdade já mencionei ele umas duas vezes nesse blog como um amigo que veio de longe, mas não lhe dei o enfase merecido.

O dicionario define a palavra irmão ( do latím germanum ) como sendo Irmão ou irmã aquele que é filho do mesmo pai e da mesma mãe ou só filho do mesmo pai ou só filho da mesma mãe, biológica ou adotiva.

Eu defino também como irmão o amigo que a palavra amigo é incapaz de definir.
Aquele que se tornou meu irmão do meio não é como meus amigos que cresceram junto a mim, mas desde que se mudou para cá conquistou minha amizade e se tornou tão importante como os que cresceram comigo e ate mais.

Responsável por trazer para nossas vidas nosso maior passatempo o RPG ele também nos trouxe muitas alegrias e compartilhou dos melhores momentos da minha vida.
Mesmo mudando muito de residencia ele sempre continuo morando nas redondezas e nunca se afastou da gente sempre mantendo contato comigo e com meus amigos.

Os anos e o companheirismo fizeram dele merecedor do titulo de "Aquele que considero como meu irmão do meio" pois mesmo depois de alguns desentendimentos e da vida tentando nos afastar ele continua sempre ao meu lado e sendo aquele em que mais confio.

Hoje podemos estar um pouco afastados devido ao cotidiano agitado, mas permanecemos sempre juntos e assim sempre sera por que Aquele que considero como meu irmão do meio apesar de não ter meu sangue eu considero como meu irmão de verdade.

sábado, 24 de outubro de 2015

ANIVERSARIO DAQUELA QUE ME TRÁS ESPERANÇA.

Alguns dias se passaram desde que minha avó retornou e caminhava para  uma semana desde que meu amor foi embora.

Os primeiros dias foram os mais difíceis ( pelo menos era o que eu achava ) por isso se quer consegui sai de casa. No muito deixei meu quarto para tomar banho, comer e visitar minha avó uma ou duas vezes.

Quando o fim de semana chegou precisei reunir forças e animo para sair de casa e ir trabalhar, pois precisava de grana e não podia deixar minha prima na mão, pois agora ela tinha que olhar minha avó e não poderia fica o tempo todo na lojinha.

No trabalho encontrei com Aquela que me trás esperança e esta apareceu em uma boa hora, pois naquele momento o que mais precisava era renovar minhas esperanças.
Aquela que me trás esperança veio ate mim para saber como eu estava e também para me lembrar de seu aniversario.
Realmente eu não me recordava de que era seu aniversario e pedi desculpas e a parabenizei.

O aniversario Daquela que me trás esperança sempre foi motivo de muita comemoração e nunca passou em branco e esse ano não seria diferente, pois esta estava ali para me chamar para beber com ela e uma galera.
Apesar de não estar nada animado eu sabia que seria impossível recusar tal convite, pois Aquela que me trás esperança não desistiria de minha presença.
Assim concordei mas meu único objetivo era o de dar apenas uma passada na pizzaria combinada e depois ir embora, afinal de contas a meses que não bebia e não estava nem um pouco animado com a ideia de voltar a beber.

Assim quando a noite caiu Aquela que se tornou meu mundo entrou em contato comigo e lhe contei do aniversario Daquela que me trás esperança.
Meu amor apoiou minha ida, pois sabia que eu precisava distrair minha cabeça.
Quando a hora de ir para pizzaria chegou fui a casa Daquela que me apoia para irmos juntos e todos se alarmaram com minha presença alegando que eu estava sumido.

Depois de rever todos partimos para a pizzaria que era aqui perto de casa mesmo.
Não tinha muitas pessoas la e estava tudo bem tranquilo então me juntei a eles e comemos uma bela pizza e tomamos uma cervejinha socialmente.
Apesar de ter sido tudo muito agradável não podia deixar de pensar que se Aquela que se tornou meu mundo estivesse ali estaria melhor.

No fim da noite saímos da pizzaria em um grupo menor e nos sentamos na porta da casa daquela que me apoia onde continuamos a beber por mais algumas horas...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

UMA NOVA GUERRA CONTRA O VAZIO TEM INICIO.

Quando acordei na manhã seguinte ao retorno de minha avó já era muito tarde o que prova que o meu cansaço tanto físico como mental na ultima semana tinha sido muito grande.
Pensar que minha avó estava segura em casa me dava a impressão de que as coisas estavam se acertando e que mais cedo ou mais tarde tudo voltaria a ser como era antes, porem eu estava errado...

Minha fixa caiu assim que olhei para meu telefone e sobre a foto minha e de meu amor que uso como proteção de tela estava sua mensagem de bom dia.
Naquele momento o buraco de minha alma que so Aquela que se tornou meu mundo foi capaz de preencher; e que se abriu novamente com sua partida, se abriu um pouco mais e a sensação de vazio me consumiu drenando as forças que havia recarregado para sair da cama e por isso me virei de lado deixando a ideia de ir visitar minha avó para mais tarde.

Continuei deitado ali e nem vi o tempo passar, só percebi quanto tempo havia se passado quando a claridade de minha janela desapareceu dando lugar a escuridão da noite.
Eu havia passado o dia todo deitado na cama vendo tv e respondendo as mensagens de meu amor que me enviava sempre que possível.

Estas mensagens eram as únicas armas que eu tinha para lutar contra o vazio já que as lembranças dos momentos incríveis que tivemos me deixavam mais tristes do que feliz.
O primeiro dia da guerra que travaria com o vazio terminou tão rápido como começou e posso afirmar que a vitoria esmagadora foi do vazio,mas muita coisa ainda estava porvir e muitas lagrimas ainda rolariam.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

MINHA AVÓ VOLTA PARA CASA.

Depois de descansar um pouco chegou a hora de almoçar novamente e mais uma vez minha avó voltou a dar trabalho, pois recusava-se a comer.

Durante minha tentativa frustrada de lhe dar comida fui surpreendido por uma das medicas que viu a dificuldade que estava passando e resolveu me ajudar, porem esta também não teve sucesso o que me preocupou, pois ela saiu dali falando que teria que colocar sonda na minha avó e que assim ela não poderia mais ter alta.

Fiquei desesperado e implorei para que ela começasse a comer para que assim pudêssemos voltar para casa, mas esta apenas dizia que não queria mais voltar.
Neste instante minha prima ligou avisando que estava tudo pronto para o retorno de minha avó para casa e que estaria indo ao hospital para assinar a liberação.

Expliquei para ela o que estava havendo e ela ficou muito preocupada também.
Assim as próximas horas foram as mais tensas para mim, pois temia que os médicos voltassem com a sonda e com isso retirassem a alta de minha avó.
Felizmente isso não aconteceu e minha prima chegou no fim da tarde dizendo que apesar de ter tido muito trabalho conseguiu arrumar uma ambulância de nossa cidade e que ate o cair da noite esta chegaria para levar nossa avó.

Eu podia ter ficado ali para aguardar com ela, mas minha mente estava em frangalhos e eu não aguentava mais então deixei minha avó aos cuidados dela e voltei de carona para casa.

A viajem de volta foi longa e cansativa a ponte de eu ate cochilar no banco de trás do carro.
Quando finalmente cheguei em casa fui direto para o chuveiro e tomei um banho de aproximadamente uma hora.
Embaixo do chuveiro chorei muito de lembrar de tudo que passei nos últimos três dias desde a partida de meu amor ate os dias que passei no hospital.

Depois do banho me tranquei no quarto e deitei na minha cama mas não conseguia dormir apesar do cansaço, pois minha mente estava ligada processando muitas informações. 
Quando o relógio deu 21 horas recebi uma mensagem de minha prima dizendo que minha avó e ela estavam em casa. 
Pensei em ir ate lapara vê-la mas naquele instante o cansaço me venceu eu eu adormeci.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

SURTANDO NO HOSPITAL.

Depois da nostálgica ida ao centro voltei mais calmo para o hospital onde encontrei minha avó mais calma também.

Conversei com ela numa boa e depois ela voltou a cochilar.
Aproveitei esse intervalo pra falar com minha prima que ainda estava na correria para preparar as coisas para a chegada da minha avó.

Não fiquei muito a vontade com as palavras dela e cheguei a conclusão de que ela precisaria de pelo menos mais um dia o que implicaria em eu ter de posar mais um dia ali no hospital.

Nem mesmo passar a tarde conversando com meu amor que estava me contando detalhe por detalhe de seus primeiros dias no sul pela internet me ajudou a me preparar para mais uma noite daquelas.

Para piorar as coisas minha avó começou a dar trabalho mais cedo, pois queria minha prima ali e por isso começou a fazer birras como não querer tomar os remédios e nem o café.
Aquilo me deixava muito nervoso, pois desacreditava de como um adulto podia fazer tanta birrinha como um criancinha sem noção.

Quando chegaram  com o café da tarde minha vontade era de não dar pra minha avó pois era a hora que ela mais me estressava, mas se esta não comece os médicos não a deixariam sair dali, então tentei manter a calma e faze-la comer elo menos as frutas.

Deu trabalho, mas consegui porem tive que aguenta-la irritada comigo o restante da tarde. Quando a noite caiu ela estava irreconhecível e descontrolada e nem os remédios estava querendo tomar e o tempo todo tirava o oxigênio e queria se levantar.

Deu muito trabalho cuidar dela na segunda noite e este trabalho se prolongou durante toda a madrugada.
Minha avó ficou nervosa e brigou comigo varias vezes a ponto ate mesmo de me mandar embora. A madrugada inteira foi assim então quando o dia clareou e os enfermeiros chegaram para dar banho na minha avó sai correndo para fora daquele lugar para respirar ar fresco.

De volta a praça onde estive com meu amor me sentei num dos bancos e comecei a chorar.
Depois de liberar toda minha raiva e tristeza eu me acalmei e voltei ao hospital onde encontrei minha avó dormindo e assim pude finalmente descansar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

PASSEIO NO CENTRO.

Quando amanheceu no hospital precisei lidar com mais um problema... a hora do café.
Minha avó assim como no almoço e na janta se recusava a tomar café e isso preocupava e muito os médicos que cada vez mais chegavam a conclusão de que lhe dar alta podia ser uma ideia ruim,pois temiam que ela também se recusaria a comer la fora e isso lhe causaria problemas maiores.

Aquilo era demais para minha cabeça e quando as enfermeiras entraram no quarto para dar banho na minha avó vi uma oportunidade de sair para esfriar um pouco a cabeça.
Saindo do hospital procurei um lugar para comer algo e depois de encher o estomago com algo mais saboroso do que a horrível comida do hospital aproveitei para dar um rolê pela cidade.

Como já havia explorado aquela área das outras vezes não tive dificuldade de andar por ali e sozinho pude dedicar mais tempo para olhar coisas que minha prima e os outros não apreciavam como por exemplo o sebo da região.

Depois de sentir o cheiro e folear umas revistas velhas eu me acalmei e decidi voltar, mas antes dei uma passadinha na praça onde eu e Aquela que se tornou meu mundo tiramos foto juntos.

Era muito doloroso olhar para aquele lugar e se lembrar de como foi bom estar ali com ela e isso me fez perceber o quanto seria difícil quando eu voltasse para casa, pois tudo la me lembraria meu amor.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A NOITE MAIS LONGA. Parte final.

Parece que conforme a noite caia menos os médicos e enfermeiras passavam se quer perto do quarto e o silencio parecia predominar mas, o pior de tudo minha avó que devia estar dormindo parecia ter trocado o dia pela noite e agora estava acordada e surtando para variar.

Acredito que devido aos remédios fortes que ela estava tomando e o estresse de ficar deitada ali estavam sendo os culpados por seu surto.
Ela não parava de falar do passado e de pessoas que já haviam morrido como se elas não tivessem morrido e criticava o tempo todo a ausência de minha prima.

juntando isso e alguns gemidos de dor que se ouvia pelo hospital a noite era impossível dormir e com isso as horas não passavam.

De cochilo em cochilo numa cadeira muito desconfortável vi a noite virar dia pela janela do hospital.
logo que amanheceu cresceu o movimento de carros na rua e a agitação da cidade grande deu lugar ao silencio desconfortável da noite.

Dei graças a Deus pela terrível noite ter chego ao fim e passei a rezar que minha prima conseguisse resolver toda parte burocrática para que minha avó tivesse alta e eu não precisasse passar nem mais uma noite ali.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A NOITE MAIS LONGA. Primeira parte.

As primeiras horas que tive de ficar no hospital foram tranquilas.
Boa parte do tempo minha avó passava dormindo e quando acordava ficava vendo missa pela televisão.

Poucas foram as vezes que ela me deu trabalho no inicio devido aos medicamentos fortes que a faziam delirar um pouco.

Passei boa parte do dia na internet e a espera das mensagens de meu amor.
Meu amor me mandou mensagens avisando que havia feito uma ótima aterrissagem e que já estava no Sul e que assim que chegasse em casa me avisaria.

Quando a noite caiu precisei comer a comida do hospital e esta foi a hora em que minha avó deu mais trabalho, pois desde que passara mal apos o almoço estava rejeitando tudo quanto é tipo de comida.
Foi muito difícil faze-la comer um pouquinho, mas eu tinha de tentar, pois os médicos diziam que se ela não estivesse comedo não teria alta.

Depois de força-la a comer um pouco esta ficou muito brava e passou a me dar trabalho me xingando o resto da noite.

Quando meu amor chegou em sua nova cidade me enviou mensagens dizendo que havia chego bem e que estava preocupada comigo. Contei a ela do trabalho que minha avó estava dando e que provavelmente teria de possar ali.

Esta disse que manteria contato constante comigo para me ajudar a enfrentar esta tarefa, mas nem mesmo manter contato com meu amor e meus amigos era suficiente para me ajudar a encarar a noite mais longa que passei... Dormindo em um hospital


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

COMEÇAM OS DIAS DIFICEIS.

Depois daquela que considero uma das piores noites da minha vida não tive tempo para para relaxar.

Na primeira manhã sem meu amor precisei me preparar para viajar para São José onde renderia minha prima como acompanhante de minha avó.
Num dia comum ficar no hospital por algumas horas era a maior agonia para mim. Imagina como seria fica la nesse dia por tempo indeterminado.

Ciente de que poderia ficar dias la como acompanhante de minha avó ate que minha prima arruma-se o oxigênio eu preparei uma mochila com suprimentos e meu notebook para me distrair.

Uma coisa que me ajudou a me acalmar foi receber mensagens de meu amor periodicamente dizendo que havia chego em São Paulo e que havia embarcado no avião.

Eu queria ter tido tempo para passar no velório e dar o ultimo adeus a minha nova avozinha e dizer a ela que foi por pouco tempo mas foi um prazer te-la em minha vida e dizer obrigado pois se hoje eu tenho o prazer de fazer parte de sua família era por que ela havia fundado essa família e dizer que cuidaria da sua neta dali para frente.

Não tendo tempo de passar no velório devido a estar dependendo de carona para viajar orei de casa pela alma de minha nova avozinha e disse tudo que queria dizer a ela em oração.

Em seguida segui viagem.
Perdido em pensamentos cheguei rápido a São José e subi ate o quarto de minha avó.
Esta estava visivelmente melhor, mas um pouco sonolenta devido aos remédios, mas pareceu intender e ficou feliz em saber que eu ficaria com ela por um tempo.

A PARTIDA DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Epilogo

A primeira vez que travesei uma noite inteira acordado e chorando foi quando minha mãe morreu.

Eu me lembro exatamente como foi, pois eu me deitei na cama e tentei dormir, mas minha mente me mostrava diferentes visões de um futuro sem Aquela que me deu a vida e este era um cenário muito sombrio e apavorante que me fez revirar na cama a noite toda e quando me dei conta ja era de manhã e eu não havia dormido nada.

Bom dessa vez com a partida Daquela que se tornou meu mundo não foi diferente.
Ta certo que ela não havia morrido, mas estaríamos afastados por meses e isso seria centenas de dias, dezenas de semanas sem te-la em minha vida.

Durante a noite sufocado pelas minhas lagrimas e ensurdecido pelo som de meu coração fui tomado por uma serie de visões de cenários de um futuro sem meu amor.
O cenário menos assustador implicava em ser forçado a seguir minha vida exatamente como ela era antes de te-la conhecido: uma vida solitária; mesmo cercado de amigos, indo a festas com amigos acompanhados por suas namoradas e voltar a segurar velá ou ir aos lugares com os poucos amigos solteiros que me restavam e vê-los se darem bem e voltar para casa acompanhado enquanto eu pagaria de perdedor e voltaria para casa sozinho.

Já o cenário mais assustador implicava em descobrir que meu amor estava indo para o lugar em que sua vida teria um fim prematuro e que eu pudesse vir a perde-la por não ter sido egoísta e pedido para ela ficar comigo.
Isso e vê-la se apaixonando por outra pessoa e decidindo que aquele era seu lugar e que não voltaria mais para cá.

Enfim teria que aprender a lidar com essas visões assim como precisei lidar com as visões que tive da minha vida sem minha mãe, a questão era: quanto tempo eu levaria dessa vez.
A primeira noite sem Aquela que se tornou o meu mundo foi muito dificil afinal de contas foi o mesmo que ter seu mundo tirado de você...

domingo, 4 de outubro de 2015

A PARTIDA DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO, Parte final.

Enfim chegou a hora de meu amor partir.
Seu pai veio de carro para ajuda-la a levar suas malas para a casa de sua amiga de onde esta seguiria viagem para são Paulo.

Meu amor queria que eu fosse de carro com eles ate la e depois seu pai me traria de volta para pegar minha moto, mas preferi ir de moto e de la ir embora, pois sabia que choraria muito após a partida e não queria passar por essa vergonha na frente de meu sogro.

Ajudei a descer as malas ate o carro e depois fomos a casa da avó Daquela que se tornou meu mundo para as ultimas despedidas.
Ali já não pude evitar de derramar algumas lagrimas e não via a hora de subir na moto para cobrir meu rosto com o capacete.

Dali seguimos para a casa da amiga de meu amor, amiga esta que mais tarde se tornaria aquela colega de quarto maluquinha que todo calouro de filmes de faculdade tinha que ter.

La ajudei a tirar sua malas e depois recoloca-las no outro carro.
Depois disso entrei um pouco para esperar ate que sua amiga estivesse pronta.
Enquanto aguardávamos fiquei o tempo todo de mãos dadas com meu amor apesar de que minha vontade era de ficar agarrado e beijando ela esta tinha muita vergonha de seus pais.

Todos os parentes de sua amiga ficavam nos olhando e desejando sorte no namoro a distancia, nos dando apoio dizendo que nos dias de hoje com a internet seria mais fácil.

Enfim Aquela que seria sua colega de quarto ficou pronta e chegou a hora da grande despedida.
Saímos para fora da casa onde abracei meu amor muito forte fazendo toda a força do mundo para não chorar, mas com os olhos marejados de lagrimas e então a beijei.
Aquele seria o ultimo beijo que nos daríamos em meses e implorei aos céus que não fosse o ultimo, pois não podia viver sem seus beijos.

Depois disso meu amor cumprimentou seu pai e entrou no carro enquanto eu cumprimentava Aquela que se tornaria sua colega de quarto com uma braço e pedia para que esta cuidasse de meu amor, pois assim teria um grande amigo aqui caso precisasse um dia.

Terminado as despedidas apertei a mão de meu sogro, dei a volta no carro para pegar na mão de meu amor uma ultima vez e pulei em cima da minha moto colocando o capacete o quanto antes para esconder minhas lagrimas que já desciam descontroladamente.
Dei uma ultima olhada para dentro do carro onde meu amor estava e depois sai com a moto chorando muito.

O caminho ate em casa foi mais longo do que de costume,pois precisei parar umas três vezes no caminho para enxugar as lagrimas que embasavam meus óculos dificultando a visão. Na ultima vez em que parei próximo a escola em que meus sobrinhos estudam chorei muito a ponto de ate soluçar e pedi a Deus força para chegar em casa e depois podia desmoronar.

Assim liguei a moto e consegui chegar em casa onde entrei como um foguete deixando a moto na rua por não ter forças para guarda-la e me tranquei no quarto onde chorei tanto tentando abafar o som com uma almofada sem sucesso como vim a descobri mais tarde.

A PARTIDA DAQUELA QUE SE TORNOU O MEU MUNDO. Quinta parte.

Diante da tragedia que se abateu as próximas horas que precisavam se estender tarde adentro pareciam estar voando.

Mesmo contra a vontade de meu amor sai de sua casa por alguns minutos, pois sentia que ela, sua mãe e irmã precisavam de um pouco de privacidade.
Alem disso eu também estava a ponto de explodir. Já não bastava ter de lidar com a partida de meu amor agora tinha que lidar com perdas.

Não fazia muito tempo que eu havia sido aceito como mais novo membro dessa família, mas estava feliz por ter ganho mais duas avozinhas e agora tão rápido quanto as ganhei acabei perdendo uma.

Ao chegar em casa me tranquei no meu quarto por alguns minutos e chorei.
Nossa chorei muito a ponto ate mesmo de enxarcar meu traveseiro.
Naquele momento de desespero recebi uma ligação de minha prima que se encontrava no hospital com minha avó que havia deixado a UTI e me apavorei.

Minha prima havia ligado para avisar que nossa avó estava de alta, mas só poderia volta para casa quando colocássemos um balão de oxigênio em casa por garantia e para fazer isso minha prima teria que vir para cá com papeis e resolver toda parte burocrática.
O problema era que para isso ela teria que deixar minha avó sem acompanhante e estando no quarto isso era proibido, assim ela conversou com o hospital e eles permitiram que um homem ficasse acompanhando nossa avó na ausência de minha prima e acabou sobrando para mim ir.

Deixei claro para minha prima que iria, mas só depois que meu amor partisse.
Assim voltei para casa de meu amor e a encontrei um pouco mais calma.
Nos deitamos em sua cama e a abracei bem forte e começamos a conversar.
Meu amor decidiu ir,mas estava triste por não poder ficar e se despedir de sua avó.
Expliquei para ela que esta intenderia e ate iria preferir vê-la seguindo com sua vida lidando com a situação como uma mulher madura. Estivesse onde ela estivesse ela estaria feliz por ver como ela estava sendo forte e eu sabia disso por que eu também estava.

A PARTIDA DAQUELA QUE SE TORNOU O MEU MUNDO. Quarta parte.

Mesmo em meio a duvidas e intervalos a arrumação das malas foi caminhando para seu fim.
Ver aquelas malas prontas estava me deixando cada vez mais triste e não intendia de onde estava tirando força para não voltar a chorar.

Quando eu pensava que nada podia acontecer para piorar mais aquela situação eis que o universo achou que meus pensamentos fossem um desafio e provou que eu estava errado.
Antes de terminar de fazer a ultima mala fomos surpreendidos por minha cunhada que havia voltado da metade do caminho para a escola aos prantos.

Seu desespero me assustou muito mas não tanto quanto a trágica noticia que ela trouxe.
A avó de meu amor havia falecido...

Eu não podia acreditar no que estava acontecendo...

Por que naquela hora?

Ver Aquela que se tornou meu mundo em prantos abraçada com sua irmã casula foi de partir o coração.
Eu queria poder fazer alguma coisa... eu queria poder dizer alguma coisa, mas como se eu já não soubesse lidar com a morte ainda estava passando por um momento muito difícil e as palavras eram insuficiente para conforta-la.

Implorei a Deus para que meu abraço fosse suficiente ou pelo menos que a confortasse mais do que minhas palavras.
Meu amor me abraçou tão forte e senti-la chorando em meu peito a fez parecer tão pequena e frágil, bem diferente da grande mulher que ela sempre demonstrou ser para mim.

Aquela situação foi demais para meu amor. Agora ela estava mais confusa do que nunca.
Como partir diante de tamanha tragedia?
A família Daquela que se tornou meu mundo a estava apoiando a seguir em frente dizendo que não havia nada que ela pudesse fazer ali. Ta certo que não havia nada que ela pudesse fazer para trazer nossa avozinha de volta, mas ficando ali ela poderia confortar sua família e ser confortada por eles também.

Quando voltamos a ficar a sós disse a ela que se quisesse ficar ninguém a culparia, pois se partisse teria de enfrentar um luto sozinha num lugar desconhecido e talvez fosse mais difícil, mas como tudo na vida deve ser visto por dois ângulos diferentes disse também que talvez a distancia ajudasse ela a esquecer aquela tragedia ou mesmo supera-la mais rápido.

Enfim tudo que aconteceu só aumentou o numero de escolhas que meu amor haveria de fazer e o pior de tudo era que agora ela só tinha algumas horas para decidir.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A PARTIDA DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Terceira parte.

Quando acordei no dia da partida de meu amor e a vi envolto em meus braços logo pensei que tão cedo não a acordaria assim.

Esse pensamento veio a mim como uma bomba e lagrimas escorreram do meu rosto.
Essa não era a imagem que queria que meu amor visse ao acordar em sua ultima manhã comigo então tentei ser forte e não chorar e assim que consegui conter as lagrimas a despertei com dezenas de beijos.

Meu amor retribuiu meu carinho com muito afeto e isso dificultou e muito meu trabalho de conter as lagrimas.
Depois de um amanhecer perfeito e de tomarmos café juntos chegou a hora que meu amor adiou tanto... fazer as malas.

O clima ficou pesado nessa hora e quando a tristeza me pegava meu amor usava suas palavras doce para me alegrar.
Fizemos uma pequena pausa na arrumação das malas para almoçarmos juntos.
Depois do almoço voltamos as malas e nesse momento foi meu amor que desanimou e coube a mim anima-la.

Foi difícil anima-la já que no fundo quem menos queria que ela partisse era eu.

A PARTIDA DAQUELA QUE SE TORNOU MEU MUNDO. Segunda parte.

Depois de nos deitarmos e namorarmos mais um pouquinho na minha cama tivemos que voltar para casa de  eu amor.
Na cada Daquela que se tornou meu mundo ajudamos nas preparações da festa de despedida de meu amor saindo para comprar o que faltava.

Depois disso a hora voo e quando nos deparamos já era hora de se aprontar para festa.
Depois de prontos foi necessário apenas subir ate o terraço da casa de cima da casa de meu amor onde aconteceria a festança.

O lugar estava repleto de cadeiras e num canto tinha uma mesa cheia de comidas deliciosas.
Logo que as mesas se completaram com os parentes de meu amor não tardou a iniciarmos o jantar.

Tudo estava delicioso e foi um prazer ouvir o quão bem todos falavam de minha princesa.
Depois do jantar uma deliciosa sobremesa foi servida e aproveitei para tirar umas fotos e eternizar aqueles momentos.

Depois do jantar a hora passou voando e um a um os convidados foram se retirando.
Assim nos também nos retiramos e aproveitamos para ficar o resto da noite sozinhos.