quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A NOITE MAIS LONGA. Parte final.

Parece que conforme a noite caia menos os médicos e enfermeiras passavam se quer perto do quarto e o silencio parecia predominar mas, o pior de tudo minha avó que devia estar dormindo parecia ter trocado o dia pela noite e agora estava acordada e surtando para variar.

Acredito que devido aos remédios fortes que ela estava tomando e o estresse de ficar deitada ali estavam sendo os culpados por seu surto.
Ela não parava de falar do passado e de pessoas que já haviam morrido como se elas não tivessem morrido e criticava o tempo todo a ausência de minha prima.

juntando isso e alguns gemidos de dor que se ouvia pelo hospital a noite era impossível dormir e com isso as horas não passavam.

De cochilo em cochilo numa cadeira muito desconfortável vi a noite virar dia pela janela do hospital.
logo que amanheceu cresceu o movimento de carros na rua e a agitação da cidade grande deu lugar ao silencio desconfortável da noite.

Dei graças a Deus pela terrível noite ter chego ao fim e passei a rezar que minha prima conseguisse resolver toda parte burocrática para que minha avó tivesse alta e eu não precisasse passar nem mais uma noite ali.


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