O hospital para o qual minha avó seria transferido ficava em uma cidade distante da nossa, uma cidade onde não conhecíamos nada nem ninguém e se quer sabíamos como chegar la.
Assim que recebi a ligação corri para casa de minha prima e lhe transmiti a noticia.
Minha prima ficou muito apavorada e voltou correndo para o hospital para saber dos detalhes.
Como esta estava muito apavorada eu e seu irmão também fomos junto com ela, mas ao chegar no hospital fomos barrados, pois a direção só queria deixar um de nos entrar.
Mesmo sem saber o que fazer minha prima entrou para tentar fazer a direção do hospital nos deixar entrar para juntos decidimos o que fazer.
Enquanto fiquei ali fora preocupado vi que em meio aos doentes esperando atendimento estava um antigo amigo meu que não via a anos.
Eu queria ter ido ate ele e perguntado seu estado, mas estava sem cabeça para isso e achei que quando o reencontrasse e explicasse os meus motivos a ele este intenderia.
Tão rápido quanto entro minha prima saiu saiu e nos garantiu o passe para entrar e falar com a direção do hospital.
Na sala da direção a mulher que nos atendeu tinha uma aparência calma e serena.
A diretora do hospital nos explicou então que esta vaga que minha avó havia conseguido por um milagre não podia ser recusada, pois se nos recusarmos a envia-la seria o mesmo que recusar dar ajuda a alguém debilitado e poderia ate dar em cadeia.
A situação era muito delicada e minha prima estava assustada, pois algumas inferneiras do hospital haviam assustado ela dizendo que no hospital que minha avó ficaria ela não poderia ficar de acompanhante e se ela não pudesse pagar para se hospedar na cidade esta seria encaminhada para um albergue.
Sem saber o que fazer a diretora do hospital nos disse algo que para mim foi como um tapa na cara.
Ela disse que nos estávamos nos preocupando apenas com nos mesmos e devíamos parar para pensar em nossa avó.
Naquele momento fui atingido por um raio de lucidez e senti muita vergonha de mim mesmo e tentei convencer minha prima a aceitar a vaga e para acalma-la disse que iria junto com ela e se tivéssemos que dormir numa cadeira no hospital ou ate mesmo encarar um albergue faríamos isso juntos.