sexta-feira, 7 de abril de 2017

DESANIMADOS COM O HORARIO DE TRABALHO.

A poucos meses de completar um ano de trabalho o desanimo de ainda não ter conseguido mudar de horário tomava conta de mim.

Nesses últimos meses o que Aquela que se tornou minha vida e eu perdemos de aniversários, churrascos e festas de casamentos não estava "escrito".
Recentemente mesmo tinha iniciado a melhor festa da cidade a que celebrávamos o dia de São Benedito e meu amor e eu queríamos muito ir, mas isto não seria nada fácil, pois nesta época saiamos muito tarde do trabalho e desanimávamos de ir para casa se arrumar e depois voltar.

Para piorar no dia de nossa folga são Pedro quase inunda a cidade de tanta chuva que jogou sobre nossas cabeças o que nos impediu de sair de casa.
Inconformados, pois ate roupas novas tínhamos comprado para ir a festa decidimos que iriamos um dia nem que fossemos apos o trabalho mesmo que fechássemos meia noite.

Assim a semana foi passando e a festa rolando e nada de sairmos cedo o suficiente para ir em casa se arrumar para ir a festa. Um dia ate descemos um pouco na festa apos o trabalho de uniforme só para comer alguma coisa e tomar uma latinha de cerveja.
Inesperadamente o dia em que saímos mais cedo; 23:16 foi o mais cedo que saímos, foi no ultimo dia.

Corremos para casa, se arrumamos o mais rápido que podíamos e fomos para festa chegando la meia noite e pouco.

Me lembro que antigamente o ultimo dia da festa era famoso por ir ate tarde chegando ate mesmo a ficar ate o sol nascer, mas aparentemente esse tempo acabou, pois assim que chegamos na festa o numero de pessoas havia caído drasticamente e algumas das barracas de comes e bebes já estavam ate fechadas.

Decididos a aproveitar adentramos a festa e depois de comprar uma bebida e circular por la percebi que este era um causo perdido ou seja não adiantaria de nada permanecer ali, pois todos nossos amigos e familiares ja deviam ter ido embora. 

Assim desanimados por ter perdido a festa compramos algo para comer e fomos para casa.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

ANIVERSARIO DA MINHA MÃE.

Todos os anos quando chega o aniversario da minha mãe eu fico perdido.

A primeira coisa a se fazer quando percebo que dia é hoje é rezar pela alma dela e desejar um feliz aniversario.

Em seguida fico fazendo contas para determinar quantos anos ela estaria fazendo se estivesse viva.
Se minhas contas estiverem certas ela estaria completando uns 61 ou 62 anos.

É nesta data também que fico imaginando como as coisas seriam diferente se ela estivesse viva. Queria muito que Aquela que se tornou minha vida tivesse conhecido minha mãe, tenho certeza que minha mãe e meu amor se dariam muito bem juntas.

Outro desejo meu é que la do céu ela possa estar orgulhosa de mim.

Mãe se dai do céu a senhora estiver lendo este artigo quero que saiba que te desejo toda a felicidade do mundo e queria te agradecer por minha vida e por tudo que já fez por mim.
Te amo mãe.

AQUELA QUE ALUGOU A CASA.

Apesar de termos alugado a casa em uma imobiliária nos temos contato quase que diário com a dona da casa.

Aquela que alugou a casa mora debaixo da casa que alugamos e para se chegar na minha casa tenho que passar pelo seu quintal; não que isso seja um problema, pois nos primeiros contatos que tivemos com Aquela que aluga a casa esta me pareceu uma senhora muito boa.

Sempre disposta a nos ajudar ou mesmo fazer com que nos sentissemos a vontade a proprietaria; por assim dizer, quando soube que estavamos sem grana para comprar a antena ate nos emprestou um de seus receptores da antena parabolica.
Em outras palavras Aquela que alugou a casa era uma otima senhoria.

E a melhor parte é que esta esta sempre saindo para trabalhar e/ou viajar o que nos da ainda mais sensação de privacidade.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O TEMPO FINALMENTE COMEÇA A CORRER PARA MIM.

Depois que meu amor e eu entramos na casa nova duas semanas se passaram.
Neste meio tempo fiquei sem internet e não pude relatar como foi a experiencia.
Resumindo agora em uma só palavra foi ótima.

Sair do trabalho agora dava gosto, pois não tínhamos de ficar naquele dilema de para qual casa teríamos de ir.
Em casa não tínhamos de nos preocupar com alguém fusando nossas coisas ou nos ouvindo por trás das portas, havíamos conseguido a nossa tão sonhada privacidade.

Estava tudo indo perfeitamente bem na casa que não tínhamos vontade de sair para nada.
Assim acordávamos e permanecíamos em casa saindo só para ir ao mercado ou padarias que por sinal ficavam no meio do caminho para minha casa e implicava em ter que descer uma descida e subir novamente, por isso tentávamos fazer tudo de uma só vez.

Era tão bom ficar em casa que as vezes no nosso horário de janta no trabalho deixávamos de jantar no hotel para vir para casa relaxar um pouco.

Nos dias de folga não saiamos para nada, nos apenas colocávamos o coxão no chão da sala para ficar o dia todo deitado vendo tv.

Como ainda não tínhamos antena passávamos o dia todo vendo dvd; exceto quando não estávamos fazendo amor.
Era muito bom fazer amor sem nos conter ou nos preocupar se alguém nos ouviria no quarto ao lado.

Emfim as primeiras semanas morando juntos foram as melhores que já tivemos, tão boas que náo da nem para descrever com palavras.

UM NOVO DIA NO NOVO MUNDO.

Ao despertar em minha velha cama em meu novo quarto com o sol entrando pela janela e batendo em meu rosto no primeiro dia na casa nova me levantei para o que chamarei a partir de hoje de um novo dia num mundo novo.

Para todos nada havia mudado, mas para mim era como se tivesse acabado de aprender a voar e batido as assas para fora do ninho para conhecer um novo mundo.
Depois de levantar fui dar continuidade na arrumação da casa.

Na casa nova haviam dois quartos e duas salas.
Um dos quartos nos instalamos e no outro colocamos as nossas bugigangas.
Em uma sala colocamos nosso rack com a tv e o sofá.
Na outra sala decidi que faria minha biblioteca pessoal e coloquei todos os meus livros e revistas assim como meus dvds e o computador.

O lugar ficou tão incrível que eu nem se quer sentia vontade de sair de la.
Quando meu amor acordou ficou admirada com o que fiz e me parabenizou.
Quando deu a hora do almoço meu amor preparou nossa primeira refeição na casa nova e depois da refeição fomos nos preparar para mais um dia de trabalho e saímos para começar o dia no novo mundo onde Aquela que se tornou minha vida e eu não eramos apenas namorados e sim amigados.

A MUDANÇA. EPILOGO.

Com as coisas quase todas organizadas decidimos parar para tomar um bom banho e descansar.

Depois do banho pedimos um lanche e fomos ate a varando esperar por ele.
Nossa nova casa ficava sobre a casa de meus senhorio e como ficava no alto tinha uma ótima visão da cidade.


Ali nos abraçamos e dissemos um ao outro o quanto estávamos felizes por estarmos dando esse grande passo juntos.

A MUDANÇA. Parte final.

Pensei que como nos filmes me sentiria nostálgico ao sair de casa, mas ao subir na moto e olhar para o lugar onde nasci e cresci senti apenas uma sensação de dever cumprido.

No caminho para minha casa nova servindo de guia para o caminhão de mudança passei em frente a casa de minha avó e me peguei imaginando o que ela estaria pensando ao me ver se mudando da casa que ela deu para meus pais iniciarem suas vidas e que depois ficou para meu irmão e eu.

Por um instante pensei se minha súbita decisão de sair de casa não fazia parte de um estado de choque pós-traumático causado pela ressente morte de minha avó ou mesmo se as correntes que me prendiam aquele lugar não haviam se partido com a morte da mulher que me criou depois de minha mãe.

Se isso tinha um pouco a ver com minha partida eu não tenho certeza, mas o que eu tinha certeza era que um dos motivos principais que me levava a sair de casa para morar com Aquela que se tornou minha vida era que eu a amava e queria passar o resto da minha vida com ela e queria que tudo isso começasse ontem.

Acho que todos os acontecimentos ressentes foram necessários para que eu seguisse em frente e seguisse com minha vida para dar inicio a nossa vida juntos.
Esses pensamentos passaram pela minha cabeça durante toda a mudança, mas acho que o mais importante foi que em nenhum momento eu duvidei ou exitei.

Foi um trabalho árduo mas enfim conseguimos subir todos meus moveis pela íngreme escada que levava para minha nova casa.
A tarde chegava ao fim e precisei levar Aquele que me dava uma força para casa.
Meu amor e eu estávamos agradecidos pela grande ajuda dele e prometemos fazer um grande jantar para agradece-lo em breve.


Depois de leva-lo voltei para casa para ajudar meu amor a organizar as coisas e isso levou a noite toda.

domingo, 2 de abril de 2017

A MUDANÇA. Segunda parte.

Outro fato curioso que antecedeu no dia de minha mudança foi que meu irmão e eu voltamos a nos falar sem precisar de minha cunhada ou meu amor para nos intermediar.

Bem não sei se voltar a se "falar" é a palavra certa a se usar, pois voltamos a se comunicar, mas apenas por mensagem de texto.
Quando a ficha dele caiu de que eu levaria a geladeira e a tv meu ignorante irmão ficou apavorado e começou a partir para o lado da chantagem emocional para me fazer deixar a geladeira e a tv.

Cansado de todas as vezes que tinha um problema comigo ele vir jogar na minha cara que sua filha era minha afilhada e de que sua mulher tinha problemas de saúde eu descarreguei nele os anos em que cuidei dos filhos deles tirando-os de cada situação em que ele se quer tem ideia; por não estar la no momento que eles precisavam por estar jogando bola, bebendo ou estar dormindo e também das inúmeras vezes que salvei e cuidei da esposa dele.

Como meu irmão se acha sempre na razão tentou jogar coisas na minha cara também, mas eram tão insignificantes que nem me abalaram.
No fim da discussão ele viu que não ia convencer que eu deixasse a geladeira e desistiu de me confrontar.

Para evitar mais choradeira e olhares tortos agendei a mudança para um dia e hora em que ele não estaria em casa.
Para me ajudar com a mudança meu novo amigo de confiança do trabalho Aquele que me da uma força veio me dar uma força.

O mais rápido possivel colocamos as inúmeras caixas no caminhão junto com os moveis e seguimos para nosso novo lar.

A MUDANÇA. Primeira parte.

A semana que antecedia a minha mudança passou voando e nesse meio tempo meu amor e eu empacotamos nossas coisas e espalhamos a novidade sobre nossa mudança para nossas famílias e amigos.

Os parentes de meu amor me surpreenderam, pois eu achei que se intrometeriam, mas na verdade não deram um pio. Ja seus amigos que já estavam casados ou amigados deram maior apoio.

Do meu lado minha família não tentou me deter, porem não pareciam a favor de minha mudança; não por mim, mas sim por estarem perdendo todo privilegio de se morar comigo.
Isso era mais da parte de meu irmão, pois minha cunhada e sobrinhos pareciam sim tristes com minha partida.

Engraçado era que a situação comigo se inverteu e meus amigos estavam um pouco céticos se eu devia me mudar.
A duvida deles não tinha a ver com o fato de estar indo morar junto com Aquela que se tornou minha vida depois de namorar por apenas dois anos e sim com o fato de que deixaria a minha casa para viver de aluguel enquanto meu irmão que era o "invasor" ficava com a casa.

Deixei claro para meus amigos que não ficaria vivendo num inferno para garantir minha herança como alguns de meus vizinhos vinham fazendo.
Outra coisa que meus amigos não intendiam era por que eu não ia morar em minha casa de aluguel. O motivo era simples: eu recém havia alugado minha casa e tinha um contrato de um ano com meu inquilino, alem disso eu queria me mudar para longe de minha família.

No trabalho meus novos amigos eram totalmente a favor e ate se orgulhavam de minha atitude e se dispunham a me ajudar com a mudança.

EMPACOTANDO MINHAS COISAS.

Engraçado como as coisas são.
Ate pouco tempo atras não me imaginava saindo da casa onde nasci e cresci e hoje não vejo a hora de sair e começar uma vida nova na minha casa com minha futura esposa.

Em pose dos papeis de minha casa nova comecei a empacotar minhas coisas para fazer minha mudança já na nossa próxima folga.
Meu irmão e cunhada estavam apavorados com minha partida tão rápida e ao mesmo tempo preocupados, pois em uma semana eu estaria partindo e levando comigo mais da metade da casa; afinal de contas fogão, geladeira, televisão, tanquinho de lavar roupa e sofás eram meus.

O desespero de que fizeram "cagada" estava estampado na cara deles, pois com minha partida eles não só teriam que pagar todas as contas sozinhos como também teriam que comprar todos os moveis que eu levaria embora.

Como estava de ótimo humor pedi a minha cunhada que avisasse meu irmão que poderia ficar com mesas, estantes e armários que eram de nossos pais e deveriam ficar na casa.
Ate mesmo o guarda roupa, o fogão e um dos sofás eu decidi que deixaria para eles, pois meu amor estava querendo um novo.

Enquanto o dia da mudança não chegava meu amor e eu fomos a casa nova para limpar.
A casa era realmente incrível e com cozinha americana do jeito que sempre quis.
Enquanto limpávamos sonhávamos com a privacidade que teríamos ali em menos de uma semana.

AS COISAS COMEÇAM A DAR CERTO.

O mês de março caminhava para o final e com isso fazia semanas que eu e meu irmão não se falávamos.

Desde que joguei na cara de meus familiares que ia embora minha cunhada e meus sobrinhos ficaram chateados e como não estava falando com meu irmão sua mulher era a nossa intermediaria levando e trazendo informações que tínhamos de passar um ao outro.

Enquanto em casa as coisas estavam indo mal na rua as coisas iam bem.
Na procura de uma casa meu amor e eu encontramos uma imobiliária que aceitava alugar casas para nos sem fiador pagando três alugueis adiantados como calção.

Assim pegamos algumas chaves para olhar as casas em um dia de folga e gostamos de duas delas.

Uma delas era de ótima localização, porem não estava em bom estado.
Ja a outra estava em ótimo estado, mas era um pouco longe ficando no alto de uma subida que eu jamais subiria a pé.

Precisamos de um tempo para nos decidir com qual ficar, mas como estava decidido que ficaríamos com uma delas saímos atras de um empréstimo no banco para conseguir o dinheiro do calção.

Felizmente meu amor tinha o nome limpo e conseguiu emprestar do banco o dinheiro para alugarmos a casa e assim fechamos contrato com a imobiliária ficando com a casa que meu amor mais gostou... A de perfeito estado que ficava em uma localização ruim, mas que por termos moto não seria um problema.

A BRIGA PELO CADEADO.

Desde que passaram a invadir meu quarto para mexer nas minhas coisas o pouco de privacidade que sentia em casa acabou.
Sempre que estava fora seja a trabalho ou a lazer não conseguia parar de sentir que naquele momento poderia ter alguém fuçando nas minhas coisas e aquilo estava me deixando maluco. 

Na tentativa de manter minha privacidade e fazer com que parassem de roubar minhas coisas decidi comprar um cadeado para trancar minha porta quando precisasse sair.
O dia em que coloquei o cadeado foi o primeiro que sai para trabalhar mais aliviado sabendo que não mexeriam mais em minhas coisas.

Quando voltei para casa no mesmo dia apos o trabalho meu irmão estava me aguardando nervosinho por eu ter colocado o cadeado.
Como eu ocupava o quarto maior deixei que ele guardasse algumas coisas dele no quarto e agora ele alegava que tinha direito a uma chave para o caso de precisar pegar algo la.

Eu ri da cara dele, pois a meses venho pedindo para ele por limite em sua família e vigia-los para que parassem de mexer em minhas coisas e como ele não foi capaz de fazer isso a porta ficaria trancada.

Nossa briga pelo cadeado que coloquei na porta foi na frente Daquela que se tornou minha vida e isto a deixou muito revoltada a ponto desta me pedir para ir embora.
Irritado com minha "família" por ter feito meu amor se sentir mal eu a levei para sua casa e quando voltei descarreguei toda minha raiva sobre meu irmão encerrando o assunto do cadeado avisando que a porta permaneceria trancada por mais algumas semanas ate que eu fechasse o contrato de locação de uma casa que eu estava vendo e que iria embora daquele inferno deixando o quarto para ele enfiar naquele lugar.

A noticia de minha partida parece ter caído como um raio na cabeça de todos e encerrou de vez a discussão sobre o cadeado.
Dias se passaram depois disso e ao cruzar com meu irmão em casa nem olhava mais para sua cara o que tornou nossa convivência ainda pior do que ja estava desde a briga que tivesse de separar.

DIA DE FOLGA NO CLUBE.

A meses que planejamos um dia de folga inteiro no clube com direito a sol e água fresca sem pertubações.
Demorou mas esse dia finalmente chegou. 

Depois de passarmos a manhã toda rodando pela cidade pagando contas e procurando casas para alugar decidimos que comeríamos fora, assim partimos para um de nossos restaurantes preferidos e encaramos uma grande parmigiana.

Depois do almoço decidimos seguir para o clube que eramos sócios devido ao sindicato dos trabalhadores em que eramos conveniados no trabalho.
O clube ficava na outra cidade vizinha a Aparecida conhecida como Roseira.

A cidade era famosa por seus clubes e chácaras para se alugar para eventos.
O clube era um lugar perfeito para se passar o dia de bobeira.
Eu e meu amor ficamos a maior parte do tempo dentro da piscina e ao seu redor tomando sol e tirando fotos.

Depois quando a tarde caiu e o tempo começou a esfriar saímos de vez da piscina e fomos dar uma volta pelo clube.
Passamos pelo salão, pela quadra e também pelo lago.
Foi uma tarde perfeita que terminou no por do sol quando decidimos voltar para casa para não pegarmos a rua escura na volta para casa. Foi um dia perfeito!