terça-feira, 9 de abril de 2019

O DIA QUE CORTARAM MINHAS ASSAS. PRIMEIRA PARTE.

Mesmo com grandes esperanças em 2017 a primeira semana do ano começou como todas as outras sem grandes novidades; com exceção da entrada de meu novo colega de trabalho Aquele que me da força.

Em casa meu amor e eu vivianos numa boa e no trabalho as coisas estavam indo bem em minha nova função de chapeiro.

O ano sempre se iniciou sem grandes comoções; exceto pelo aniversario de meu irmão no dia 5 de janeiro, mas desde que Aquela que se tornou minha noiva entrou em minha vida tive que acrescentar o aniversário de seu pai, meu sogro ao meu calendário.

Logo apos o aniversário de meu irmão vinha o aniversario de meu sogro e para fazer uma média com ele planejamos ir em uma loja em Guará para comprar-lhe um presente; isso após passamos no mercado para fazermos compras.

Na manhã do dia 6 apesar de ter tanta coisa para fazer antes de ir trabalhar quis continuar com minha rotina e sai bem cedo para caminhar.
Na basílica depois de cumprir minha meta de voltas percorridas parei para escançar e me distrai com um jogo de celular e quando me dei conta já estava atrasado para voltar para casa e ir fazer compras.

Voltei para casa a mil e antes de entrar no banho corri ate o quarto para despertar meu amor e para minha surpresa esta não estava.
Em cima da cama encontrei um bilhete com um recado dizendo que ela já havia ido para o mercado e fiquei chocado.
O mercado era em outra cidade e de difícil acesso a pedestres então corri ate a garagem peguei minha moto e voei para Guará temendo que algo de ruim pudesse acontecer a meu amor.

domingo, 31 de março de 2019

PRIMEIRO DIA DO ANO EXAUSTO.

Comecei o primeiro dia do ano de 2017 cozido por ter trabalhado ate as 3 da madruga na virada do ano e não ter aproveitado nada.
Mesmo exausto tive que cumprir com minhas obrigações e fui trabalhar.

Para piorar as coisas um movimento inesperado me aguardava naquele hotel e junto com o ano novo e a saída do chapeiro adotei oficialmente uma nova função... me tornei o chapeiro.
Desde que entrei para trabalhar no restaurante do hotel recreio sonhava em trabalhar no balcão de baixo na lanchonete, pois parecia ser o mais tranquilo.
Com o passar dos meses deixei o atendimento das mesas e passei para trás do balcão de cima.

Ali aprimorei minhas habilidades e quando não havia mais o que aperfeiçoar ali no final de 2016 fui transferido para balcão de baixo.
No balcão de baixo precisei aprender a mexer na chapa para auxiliar o chapeiro e em sua ausência ficar no lugar dele. Esse era um trabalho árduo, pois o numero de lanches que saia era imenso.
No final de 2016 todos os chapeiros abandonaram o navio e a responsabilidade caiu em minhas costas. Como eu era hipertenso trabalhar na chapa era perigoso pois me fazia mal, mas eu ate que gostava.

Para me auxiliar na chapa um colega que trabalhava na cozinha foi designado para o balcão de baixo e coube a mim ensina-lo.
"AQUELE QUE ME DAVA FORÇA" era um cara um pouco mais novo que eu mas, que parecia mais maduro e experiente. Ele era careca, mau encarado e possuía uma voz rouca que por alguma razão que eu não intendia fazia muito sucesso com as mulheres. Ele era casado e tinha dois filhos, mas era um galinha de primeiro nível.

Logo nos primeiros dias trabalhando a seu lado ele começou a me contar sobre sua vida e sobre as coisas erradas que fazia agindo como se fosse perfeitamente natural e ate se achando.
No começo ouvia tudo calado e agia como se concordasse com suas ações mas, depois de um tempo, me senti na liberdade de dar minha opinião e passei a dar conselhos a ele e por alguma razão que eu não intendia muito bem ele me ouvia e parecia ter um certo respeito por mim que ele não tinha por mais ninguém la dentro. 

O que eu não sabia naqueles primeiros dias com Aquele que me dava força era que nos próximos meses, mesmo sendo tao diferentes geraríamos uma amizade muito forte e incomum e o motivo disso era  por ver nele algo muito familiar o que me faria ganhar uma grande afinidade por ele. Podia demorar um pouco mais mas, um dia perceberia que a familiaridade que eu sentia Naquele que me dava força era com meu falecido melhor amigo Aquele que me ensinou a ser forte e ao perceber isso estimaria ainda mais minha amizade com ele.