segunda-feira, 13 de julho de 2015

A PRIMEIRA DE MUITAS NOITES SEM DORMIR.

Ainda me lembro da primeira noite que passei em claro chorando horas interruptas, foi no dia em que minha mãe faleceu.

Não sabia que era possível para uma pessoa chorar tanto, mas descobri ser possível quando os primeiros raios de sol atravessaram minha janela e atingiram meu rosto me mostrando que sete horas haviam se passado.
Naquele dia eu achei que minhas lagrimas haviam se secado, mas o tempo me provou que não.

A segunda noite que atravessei chorando foi a que se encerrou a pouco e mais uma vez me surpreendeu muito ver o dia clarear deitado em minha cama vertendo lagrimas enquanto vislumbrava um futuro solitário onde meus amigos passavam os melhores momentos de suas vidas ao lado de quem eles amam enquanto eu assistia tudo solitário de um canto escuro vitima de olhares piedosos como foi minha vida inteira antes de conhecer Aquela que se tornou meu mundo.

As coisas andavam boas de mais para ser verdade e como eu já disse varias vezes eu sempre senti que nunca havia feito algo significativo para merecer que a vida me presenteasse com um amor como o que estava vivendo, mas estava grato por isso e agora questionava se havia agradecido o bastante... aparentemente não já que o final estava próximo.

Por mais que eu tentasse acreditar que nada nos separaria e que nos ficaríamos juntos para sempre era doloroso demais pensar no quanto difícil seria.
Como a vida não para precisei me levantar, pois em questão de minutos começariam os corres de moto táxi que fazia e minha primeira cliente era Aquela que se tornou meu mundo e para que esta não vesse o quanto estava sofrendo precisei fazer algo que não fazia ja a muito tempo... vestir a mascara.

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