segunda-feira, 10 de agosto de 2015

SURTANDO DENTRO E FORA DO HOSPITAL. Parte final.

O hospital para o qual minha avó seria transferido ficava em uma cidade distante da nossa, uma cidade onde não conhecíamos nada nem ninguém e se quer sabíamos como chegar la.

Assim que recebi a ligação corri para casa de minha prima e lhe transmiti a noticia.
Minha prima ficou muito apavorada e voltou correndo para o hospital para saber dos detalhes.

Como esta estava muito apavorada eu e seu irmão também fomos junto com ela, mas ao chegar no hospital fomos barrados, pois a direção só queria deixar um de nos entrar.
Mesmo sem saber o que fazer minha prima entrou para tentar fazer a direção do hospital nos deixar entrar para juntos decidimos o que fazer.

Enquanto fiquei ali fora preocupado vi que em meio aos doentes esperando atendimento estava um antigo amigo meu que não via a anos.
Eu queria ter ido ate ele e perguntado seu estado, mas estava sem cabeça para isso e achei que quando o reencontrasse e explicasse os meus motivos a ele este intenderia.

Tão rápido quanto entro minha prima saiu saiu e nos garantiu o passe para entrar e falar com a direção do hospital.
Na sala da direção a mulher que nos atendeu tinha uma aparência calma e serena.

A diretora do hospital nos explicou então que esta vaga que minha avó havia conseguido por um milagre não podia ser recusada, pois se nos recusarmos a envia-la seria o mesmo que recusar dar ajuda a alguém debilitado e poderia ate dar em cadeia.

A situação era muito delicada e minha prima estava assustada, pois algumas inferneiras do hospital haviam assustado ela dizendo que no hospital que minha avó ficaria ela não poderia ficar de acompanhante e se ela não pudesse pagar para se hospedar na cidade esta seria encaminhada para um albergue.

Sem saber o que fazer a diretora do hospital nos disse algo que para mim foi como um tapa na cara.
Ela disse que nos estávamos nos preocupando apenas com nos mesmos e devíamos parar para pensar em nossa avó.

Naquele momento fui atingido por um raio de lucidez e senti muita vergonha de mim mesmo e tentei convencer minha prima a aceitar a vaga e para acalma-la disse que iria junto com ela e se tivéssemos que dormir numa cadeira no hospital ou ate mesmo encarar um albergue faríamos isso juntos.

domingo, 2 de agosto de 2015

SURTANDO DENTRO E FORA DO HOSPITAL. Parte quatro.

De acordo comigo meu amor e eu fomos visitar minha avó antes dela render minha prima como acompanhante.
Fiquei muito apreensivo, pois temia que minha avó surtasse no hospital nos forçando a sair debaixo de gritos.

Felizmente isso não aconteceu...
No hospital encontrei minha avó um pouco sonolenta devido aos medicamentos e esta foi muito compreensiva e aparentemente gostou de conhecer meu amor.
A melhor parte da visita foi ouvir minha avó pedir para Aquela que se tornou meu mundo cuidar de mim.

Após a visita meu amor ficou para render minha prima como acompanhante e eu tive que sair.
Assim minha prima foi para sua casa descansar e arrumar roupas novas para elas e eu fui para minha casa aliviado.

Algumas horas depois quando eu já se preparava para buscar meu amor eis que recebi uma ligação dela o que me deixou muito apavorado.
Na ligação Aquela que se tornou meu mundo dizia que haviam médicos com minha avó naquele momento dizendo que haviam conseguido uma transferência de hospital para ela e que esta trocaria em algumas horas de hospital.

A noticia era otima ja que aquele hospital não tinha condições de cuidar dela.
Acontece que toda boa noticia tinha que vir acompanhado de uma ruim e a ruim era que o hospital que minha avó seria mandado era muito longe e não podíamos ir.

SURTANDO DENTRO E FORA DO HOSPITAL. Parte três.

Por mais que eu desejasse que Aquela que se tornou meu mundo tivesse seu maior sonho realizado eu não queria que ela fosse embora, mas cada dia que passava mais e mais apoio para seguir seu sonho meu amor conseguia.

Eu queria muito que houvesse uma solução para esta questão, pois sentia como se tivesse torcendo contra e essa não era minha intenção, tudo que eu queria era que ela pudesse fazer faculdade por aqui como todos meus amigos para que pudêssemos continuar juntos. 

Enfim quando seu pai que era aquele que eu acreditava que ficaria contra sua partida apoiou sua decisão eu finalmente aceitei que não tinha mais jeito... meu amor partiria.
Quando pensei que a aceitação traria consigo conformidade eis que me peguei chorando no centro da cidade enquanto meu amor ia ate seu serviço se demitir.

Conforme os dias passavam ficou mais certo que Aquela que se tornou meu mundo partiria e mais incerto se minha avó se recuperaria.
Certo dia quando todos na minha família estavam ocupados recebi a noticia de que precisaria render minha prima mais uma vez no hospital e entrei em choque.
Não acreditava que teria de passar por aquilo outra vez, mas não tinha outra opção.
Bom pelo menos era o que eu acreditava, pois meu amor que no momento se encontrava desocupada se ofereceu para render minha prima e ficar com minha avó no meu lugar.

De inicio fui contra, pois Aquela que se tornou meu mundo ainda não conhecia minha avó e havia um motivo para isso... minha avó era contra eu namorar.
Como eu podia deixar que meu amor a conhecesse em um leito hospitalar?
E se em condições normais minha avó já era o estresse em pessoa como ela reagiria la?
Apesar de ciente sobre estas questões meu amor me convenceu a deixa-la ir no meu lugar render minha prima e sem forças para dizer não acabei concordando, mas com a condição de antes da rendição que fossemos juntos visitar minha avó para que eu pudesse apresenta-la formalmente.

sábado, 1 de agosto de 2015

SURTANDO DENTRO E FORA DO HOSPITAL. Segunda parte.

Depois de ficar horas naquele leito hospitalar só o que eu queria era ir para casa Daquela que se tornou meu mundo para que seu dom de me tranquilizar acalmasse meu coração.
Sem conseguir pensar em mais nada segui para casa de meu amor e corri para seus braços no instante em que a vi.

Infelizmente foi naquele momento que percebi que sua incrível habilidade de acalmar meu coração e me transmitir paz tinha desaparecido e ao abraça-la e ao sentir seu delicioso perfume apenas conseguia esquecer um dos problemas e me focar no outro... Aquela que se tornou meu mundo iria embora.

Diante dessa descoberta me entristeci, pois jamais esperei que os únicos braços que foram capaz de me acolher e me fazer se sentir seguro agora só me faziam se sentir mais triste.
Ela podia ver isso nos meus olhos e sempre que notava que eu estava triste queria saber o que me atormentava.

Sem coragem de dizer o que estava havendo ali só conseguia reforçar que a situação de minha avó me incomodava e não a dela e quando me dava conta estava vestindo outra vez minha mascara para que esta não percebesse que naquele momento estava triste por sua causa e não por minha avó.

SURTANDO DENTRO E FORA DO HOSPITAL. Primeira parte

Ninguém gosta de ficar acamado e muito menos em um leito hospitalar.
Para os membros da minha família e para mim então isso é ainda pior.
Somos famosos por não gostar de ir a médicos deixando para ir apenas quando não ha mais alternativas.

O fato de minha avó ser como nos acabou resultando na complicação de seu estado e forçando todos nos a enfrentar nosso pavor por hospitais, pois com ela la tínhamos que estar a todo momento indo para aquele lugar para visita-la d as vezes para render minha prima que tinha que possar la com ela.

Por mais que eu tivesse tentado evitar rende-la la teve um dia que não tive escapatória e acabei tendo que ficar algumas horas preso naquele quarto com ela.
Naquele dia minha avó estava um pouco calma devido aos fortes remédios que ela estava tomando contra dor e vê-la naquele estado estava me agonizando.

Nas semanas que ficou ali minha avó parecia estar atrofiando estando agora menor e mais magra. Em sua perna quebrada foi feito um buraco no osso abaixo de seu joelho e a perna estava agora estendida no ar para ser mantida reta.
Era muito aflitivo para mim ficar ali com ela ainda mais vendo essa cena.
Felizmente a hora passou voando e logo minha prima chegou para me render.

A QUEDA DO ALICERCE. Parte final.

Quando soube que meu amor iria embora para estudar fora não imaginava que as coisas pudessem ficar ainda piores, mas pioraram... 
minha avó sofreu um pequeno acidente causando lhe grandes consequências tais como a quebra do fêmur.

Agora eram duas coisas que eu tinha que me preocupar e mais uma vez tinha certeza de que não podia piorar e mais uma vez o destino provou que eu estava enganado.

Quando a grana dos corres não era mais suficiente para me manter e ajudar minha família nesta difícil fase eis que o dia de receber meu aluguel se aproximava e eu teria a chance de sair do sufoco e enfim ajudar, mas por ironia do destino eis que meu inquilino me veio com a noticia de que sairia da minha casa e como tinha um mês adiantado não acertaria comigo este mês e sairia do meu imóvel com suas dividas quitadas.

Sem poder contar com minha principal renda as coisas fugiriam totalmente de controle e alem de não poder ajudar ninguém no momento em que eles mais precisavam eu estava na pior crise financeira de toda minha vida.

Sem grana para pagar minhas contas tudo ficou ainda mais complicado e para complicar ainda mais as coisas o hospital em que minha avó se encontrava não tinha condições de trata-la e começava a procurar outro para transferi-la.

A QUEDA DO ALICERCE. Quarta parte.

Depois que minha avó foi para hospital achei que ficaria mais calmo, pois esta estaria finalmente sendo tratada, mas acontece que não me acalmei.

A terrível lembrança de que todos meus ente queridos vão para o hospital e morrem la me assombrou durante os primeiros dias em que minha avó ficou internada.
O fato de que o tombo resultou na quebra do fémur só piorou minha preocupação, pois as semanas que ela permaneceu em casa sem tratamento só complicou sua delicada situação o que resultou em uma estada maior de minha avó no hospital.

No tempo em que minha avó ficava internada minha prima tinha que ficar com ela o tempo todo e com isso a rotina de todos nos virou uma verdadeira bagunça.
Para piorar ainda mais nossa situação financeira minha prima não abriu seu comercio no fim de semana e assim fiquei sem trabalhar tendo que contar apenas com a grana dos meus corres para sobreviver já que ainda faltava semanas para receber o aluguel de meus inquilinos... e as coisas ainda iam piorar muito.