sexta-feira, 24 de abril de 2015

O RESFRIADO. Terceira parte.

Apesar de debilitado vivi uma das melhores noites da minha vida, pois a anos eu não era cuidado por alguém e isso foi muito bom. Não vou ser ingrato e dizer que nesses anos todos eu nunca precisei de ajuda ou fui cuidado por outra pessoa, só que dessa vez era diferente. Eu não sentia que estava sendo cuidado por obrigação ou pena. 
Ver aquele olhar de preocupação novamente me fez se sentir importante e especial. 

Infelizmente estava ficando tarde e antes do fim da noite precisei me despedir Daquela que se tornou minha namorada que ainda teria que voltar para sua casa de ônibus e o que eu tentei evitar a noite inteira não tinha mais como evitar. Minha namorada queria um beijo de despedida, mas eu temia transmitir a ela meu resfriado e se isso acontecesse eu não me perdoaria.

Incapaz de persuadi-la lhe beijei e depois disso ela partiu com aquele olhar de preocupação fixo a mim. Pedi a ela que assim que chegasse em casa me mandasse mensagem para que eu soubesse que ela estaria bem. Demorou muito mais do que eu esperava que demorasse e isso me deixou muito preocupado, mas enfim ela me avisou que havia chego.

Depois disso me deitei e ate que dormi muito bem. Infelizmente no outro dia não havia melhoras em meu estado e pra dizer a verdade parecia ate que eu tinha piorado, pois minha voz havia desaparecido e minha garganta doía mais que antes.
Diante dessa situação não via outra alternativa a não ser ir ao hospital. 

Era um sábado e minha namorada trabalhava apenas meio expediente e disse que se eu esperasse por ela esta me levaria ao hospital. Isso seria perfeito, pois com ela do meu lado eu me sentia mais forte. O fato era que desta vez eu não conseguiria espera-la, pois a dor era muito forte e não poder falar era agonizante. Assim pedi a minha prima que me levasse antes de abrir a banca.

No hospital precisei encarar meus piores demônios e o pior sozinho ja que minha prima nao pode entrar comigo....


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