Eu olhava perplexo para o local onde havia estacionado minha moto que agora encontrava-se vazio e não conseguia expressar nenhuma reação. Era como se meus sentidos estivessem se esvaindo a começar pelo tato me impedindo de se mover e seguido pelo paladar que me impedia de falar pois, minha garganta estava seca e meu maxilar travado, comecei a ficar sem ar pois, sentia que meu nariz não servia pra mais nada, minha visão estava turva mas acredito que não fosse pela ausência de meu sentido da visão e sim pelo acúmulo de lágrimas que cresciam em meus olhos mas se recusavam a despencar e para finalizar minha audição devia estar falhando pois a voz de meu amor que sempre me acalmou não surtia efeito algum em mim e soava como se ela estivesse se afastando mesmo estando ao meu lado.
Só o que me lembro em seguida era de estar dentro da loja que ficava em frente a vaga que eu havia estacionado com pessoas me trazendo água e Aquela que se tornou minha noiva dizendo para eu tomar meu remédio de pressão.
Eu olhava para ela ao telefone e só intendia as palavras roubo e polícia saindo de sua boca. Aquela que se tornou minha noiva corria de um lado para o outro sem saber o que fazer até que um carro de polícia surgiu e está o fez parar.
Sem muito que poder fazer os políciais apenas pediram que nos fossemos a delegacia fazer um boletim de ocorrência e nos sem opção saímos da loja a pé em direção a delegacia. Um turbilhão de informações passava pela minha cabeça e era tudo tão confuso que eu não era capaz de intender e nem formular uma palavra.
Foi uma longa caminhada até a delegacia carregando nossos capacetes a única lembrança que nos restava de minha moto.
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