segunda-feira, 3 de abril de 2017

A MUDANÇA. Parte final.

Pensei que como nos filmes me sentiria nostálgico ao sair de casa, mas ao subir na moto e olhar para o lugar onde nasci e cresci senti apenas uma sensação de dever cumprido.

No caminho para minha casa nova servindo de guia para o caminhão de mudança passei em frente a casa de minha avó e me peguei imaginando o que ela estaria pensando ao me ver se mudando da casa que ela deu para meus pais iniciarem suas vidas e que depois ficou para meu irmão e eu.

Por um instante pensei se minha súbita decisão de sair de casa não fazia parte de um estado de choque pós-traumático causado pela ressente morte de minha avó ou mesmo se as correntes que me prendiam aquele lugar não haviam se partido com a morte da mulher que me criou depois de minha mãe.

Se isso tinha um pouco a ver com minha partida eu não tenho certeza, mas o que eu tinha certeza era que um dos motivos principais que me levava a sair de casa para morar com Aquela que se tornou minha vida era que eu a amava e queria passar o resto da minha vida com ela e queria que tudo isso começasse ontem.

Acho que todos os acontecimentos ressentes foram necessários para que eu seguisse em frente e seguisse com minha vida para dar inicio a nossa vida juntos.
Esses pensamentos passaram pela minha cabeça durante toda a mudança, mas acho que o mais importante foi que em nenhum momento eu duvidei ou exitei.

Foi um trabalho árduo mas enfim conseguimos subir todos meus moveis pela íngreme escada que levava para minha nova casa.
A tarde chegava ao fim e precisei levar Aquele que me dava uma força para casa.
Meu amor e eu estávamos agradecidos pela grande ajuda dele e prometemos fazer um grande jantar para agradece-lo em breve.


Depois de leva-lo voltei para casa para ajudar meu amor a organizar as coisas e isso levou a noite toda.

domingo, 2 de abril de 2017

A MUDANÇA. Segunda parte.

Outro fato curioso que antecedeu no dia de minha mudança foi que meu irmão e eu voltamos a nos falar sem precisar de minha cunhada ou meu amor para nos intermediar.

Bem não sei se voltar a se "falar" é a palavra certa a se usar, pois voltamos a se comunicar, mas apenas por mensagem de texto.
Quando a ficha dele caiu de que eu levaria a geladeira e a tv meu ignorante irmão ficou apavorado e começou a partir para o lado da chantagem emocional para me fazer deixar a geladeira e a tv.

Cansado de todas as vezes que tinha um problema comigo ele vir jogar na minha cara que sua filha era minha afilhada e de que sua mulher tinha problemas de saúde eu descarreguei nele os anos em que cuidei dos filhos deles tirando-os de cada situação em que ele se quer tem ideia; por não estar la no momento que eles precisavam por estar jogando bola, bebendo ou estar dormindo e também das inúmeras vezes que salvei e cuidei da esposa dele.

Como meu irmão se acha sempre na razão tentou jogar coisas na minha cara também, mas eram tão insignificantes que nem me abalaram.
No fim da discussão ele viu que não ia convencer que eu deixasse a geladeira e desistiu de me confrontar.

Para evitar mais choradeira e olhares tortos agendei a mudança para um dia e hora em que ele não estaria em casa.
Para me ajudar com a mudança meu novo amigo de confiança do trabalho Aquele que me da uma força veio me dar uma força.

O mais rápido possivel colocamos as inúmeras caixas no caminhão junto com os moveis e seguimos para nosso novo lar.

A MUDANÇA. Primeira parte.

A semana que antecedia a minha mudança passou voando e nesse meio tempo meu amor e eu empacotamos nossas coisas e espalhamos a novidade sobre nossa mudança para nossas famílias e amigos.

Os parentes de meu amor me surpreenderam, pois eu achei que se intrometeriam, mas na verdade não deram um pio. Ja seus amigos que já estavam casados ou amigados deram maior apoio.

Do meu lado minha família não tentou me deter, porem não pareciam a favor de minha mudança; não por mim, mas sim por estarem perdendo todo privilegio de se morar comigo.
Isso era mais da parte de meu irmão, pois minha cunhada e sobrinhos pareciam sim tristes com minha partida.

Engraçado era que a situação comigo se inverteu e meus amigos estavam um pouco céticos se eu devia me mudar.
A duvida deles não tinha a ver com o fato de estar indo morar junto com Aquela que se tornou minha vida depois de namorar por apenas dois anos e sim com o fato de que deixaria a minha casa para viver de aluguel enquanto meu irmão que era o "invasor" ficava com a casa.

Deixei claro para meus amigos que não ficaria vivendo num inferno para garantir minha herança como alguns de meus vizinhos vinham fazendo.
Outra coisa que meus amigos não intendiam era por que eu não ia morar em minha casa de aluguel. O motivo era simples: eu recém havia alugado minha casa e tinha um contrato de um ano com meu inquilino, alem disso eu queria me mudar para longe de minha família.

No trabalho meus novos amigos eram totalmente a favor e ate se orgulhavam de minha atitude e se dispunham a me ajudar com a mudança.

EMPACOTANDO MINHAS COISAS.

Engraçado como as coisas são.
Ate pouco tempo atras não me imaginava saindo da casa onde nasci e cresci e hoje não vejo a hora de sair e começar uma vida nova na minha casa com minha futura esposa.

Em pose dos papeis de minha casa nova comecei a empacotar minhas coisas para fazer minha mudança já na nossa próxima folga.
Meu irmão e cunhada estavam apavorados com minha partida tão rápida e ao mesmo tempo preocupados, pois em uma semana eu estaria partindo e levando comigo mais da metade da casa; afinal de contas fogão, geladeira, televisão, tanquinho de lavar roupa e sofás eram meus.

O desespero de que fizeram "cagada" estava estampado na cara deles, pois com minha partida eles não só teriam que pagar todas as contas sozinhos como também teriam que comprar todos os moveis que eu levaria embora.

Como estava de ótimo humor pedi a minha cunhada que avisasse meu irmão que poderia ficar com mesas, estantes e armários que eram de nossos pais e deveriam ficar na casa.
Ate mesmo o guarda roupa, o fogão e um dos sofás eu decidi que deixaria para eles, pois meu amor estava querendo um novo.

Enquanto o dia da mudança não chegava meu amor e eu fomos a casa nova para limpar.
A casa era realmente incrível e com cozinha americana do jeito que sempre quis.
Enquanto limpávamos sonhávamos com a privacidade que teríamos ali em menos de uma semana.

AS COISAS COMEÇAM A DAR CERTO.

O mês de março caminhava para o final e com isso fazia semanas que eu e meu irmão não se falávamos.

Desde que joguei na cara de meus familiares que ia embora minha cunhada e meus sobrinhos ficaram chateados e como não estava falando com meu irmão sua mulher era a nossa intermediaria levando e trazendo informações que tínhamos de passar um ao outro.

Enquanto em casa as coisas estavam indo mal na rua as coisas iam bem.
Na procura de uma casa meu amor e eu encontramos uma imobiliária que aceitava alugar casas para nos sem fiador pagando três alugueis adiantados como calção.

Assim pegamos algumas chaves para olhar as casas em um dia de folga e gostamos de duas delas.

Uma delas era de ótima localização, porem não estava em bom estado.
Ja a outra estava em ótimo estado, mas era um pouco longe ficando no alto de uma subida que eu jamais subiria a pé.

Precisamos de um tempo para nos decidir com qual ficar, mas como estava decidido que ficaríamos com uma delas saímos atras de um empréstimo no banco para conseguir o dinheiro do calção.

Felizmente meu amor tinha o nome limpo e conseguiu emprestar do banco o dinheiro para alugarmos a casa e assim fechamos contrato com a imobiliária ficando com a casa que meu amor mais gostou... A de perfeito estado que ficava em uma localização ruim, mas que por termos moto não seria um problema.

A BRIGA PELO CADEADO.

Desde que passaram a invadir meu quarto para mexer nas minhas coisas o pouco de privacidade que sentia em casa acabou.
Sempre que estava fora seja a trabalho ou a lazer não conseguia parar de sentir que naquele momento poderia ter alguém fuçando nas minhas coisas e aquilo estava me deixando maluco. 

Na tentativa de manter minha privacidade e fazer com que parassem de roubar minhas coisas decidi comprar um cadeado para trancar minha porta quando precisasse sair.
O dia em que coloquei o cadeado foi o primeiro que sai para trabalhar mais aliviado sabendo que não mexeriam mais em minhas coisas.

Quando voltei para casa no mesmo dia apos o trabalho meu irmão estava me aguardando nervosinho por eu ter colocado o cadeado.
Como eu ocupava o quarto maior deixei que ele guardasse algumas coisas dele no quarto e agora ele alegava que tinha direito a uma chave para o caso de precisar pegar algo la.

Eu ri da cara dele, pois a meses venho pedindo para ele por limite em sua família e vigia-los para que parassem de mexer em minhas coisas e como ele não foi capaz de fazer isso a porta ficaria trancada.

Nossa briga pelo cadeado que coloquei na porta foi na frente Daquela que se tornou minha vida e isto a deixou muito revoltada a ponto desta me pedir para ir embora.
Irritado com minha "família" por ter feito meu amor se sentir mal eu a levei para sua casa e quando voltei descarreguei toda minha raiva sobre meu irmão encerrando o assunto do cadeado avisando que a porta permaneceria trancada por mais algumas semanas ate que eu fechasse o contrato de locação de uma casa que eu estava vendo e que iria embora daquele inferno deixando o quarto para ele enfiar naquele lugar.

A noticia de minha partida parece ter caído como um raio na cabeça de todos e encerrou de vez a discussão sobre o cadeado.
Dias se passaram depois disso e ao cruzar com meu irmão em casa nem olhava mais para sua cara o que tornou nossa convivência ainda pior do que ja estava desde a briga que tivesse de separar.

DIA DE FOLGA NO CLUBE.

A meses que planejamos um dia de folga inteiro no clube com direito a sol e água fresca sem pertubações.
Demorou mas esse dia finalmente chegou. 

Depois de passarmos a manhã toda rodando pela cidade pagando contas e procurando casas para alugar decidimos que comeríamos fora, assim partimos para um de nossos restaurantes preferidos e encaramos uma grande parmigiana.

Depois do almoço decidimos seguir para o clube que eramos sócios devido ao sindicato dos trabalhadores em que eramos conveniados no trabalho.
O clube ficava na outra cidade vizinha a Aparecida conhecida como Roseira.

A cidade era famosa por seus clubes e chácaras para se alugar para eventos.
O clube era um lugar perfeito para se passar o dia de bobeira.
Eu e meu amor ficamos a maior parte do tempo dentro da piscina e ao seu redor tomando sol e tirando fotos.

Depois quando a tarde caiu e o tempo começou a esfriar saímos de vez da piscina e fomos dar uma volta pelo clube.
Passamos pelo salão, pela quadra e também pelo lago.
Foi uma tarde perfeita que terminou no por do sol quando decidimos voltar para casa para não pegarmos a rua escura na volta para casa. Foi um dia perfeito!