segunda-feira, 31 de agosto de 2015

VIAJEM ROTINEIRA.

Depois da ultima ida ao hospital conversei com minha prima e expliquei que não poderíamos estar indo com muita frequência no hospital por falta de grana.

Minha prima estava mais calma e compreendeu.
Assim começamos a ir para são Jose três vezes por semana apenas, mas tentamos fazer que isso tornar-se rotineiro.

Com muito esforço e com a ajuda de amigos especiais conseguimos o dinheiro e as conduções para visitar minha avó nessa frequência e teve ate dias que não precisei ir e fui rendido por meus primos e parentes de minha avó.

Sendo rendido nas visitas pude tirar uns dias de folga para ficar com meu amor e aproveitar o tempo que ainda tínhamos juntos antes da viajem.
Achava muito triste que com sua partida se aproximando nos não podíamos estar aproveitando o tempo que tínhamos juntos e felizes e queria poder fazer algo com relação a isso mas não tinha cabeça para pensar em nada.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DE VOLTA AO DISTANTE HOSPITAL .

Passada essa crise tivemos que voltar nossas preocupações com a questão da falta de grana e da condução para ir visitar minha avó

Com a ajuda de meus primos e outros parentes distantes conseguimos os recursos para ir a São José visitar minha avó e levar roupas e suprimentos a minha prima.

Para nos levar um primo de segundo grau se dispôs da primeira vez e como ele era maluco acabou transformando aquela viajem perturbadora em um passeio ate que agradável.

No hospital precisamos nos revesar para visitar minha avó, pois não podia subir todos de uma vez.
Na minha vez temia em como poderia encontra-la, mas ate que me surpreendi quando a vi, pois ela estava com uma aparência bem melhor.

Ela gostou muito de nos ver e especialmente de me ver.
No fim das contas sai do hospital mais aliviado e feliz de ver que as coisas estavam melhorando e pela primeira vez senti esperança de que tudo daria certo.

AUTO DESTRUIÇÃO REINICIADA. Parte final.

Recuperado da minha primeira crise de transtorno de ansiedade generalizada em anos, segui em direção a casa de meu amor com uma nova duvida em mente: contar ou não contar a Aquela que se tornou meu mundo o que acabara de acontecer?

Quando cheguei na casa de meu amor me toquei que como a ultima crise havia ocorrido anos antes de conhece-la eu nunca havia falado disso com ela e se falasse agora poderia parecer uma invenção para faze-la desistir da sua viajem ou deixa-la ainda mais preocupada.

Com tudo isso pesando na minha mente adentrei a sua casa e optei em não contar.
Obviamente assim que me olhou nos olhos meu amor notou que tinha algo errado o que indicava que minha "mascara" estava falhando.

Como havia acontecido muita coisa naquela tarde pude usa-las para cobrir que tinha tido minha crise.
Contei a ela então da briga com meu irmão e ocultei o restante, mas quando me dei conta a raiva que senti do meu irmão veio a tona novamente e com a raiva veio também a aceleração do coração e a falta de ar e então senti que teria uma nova crise e diante de meu amor talvez não fosse capaz de esconde-la o que só aumentou o meu panico e me fez desabar em lagrimas.

Por sorte Aquela que se tornou meu mundo tinha o incrível poder de me tranquilizar; poder este que ela tinha sobre mim desde que eramos apenas amigos, e apenas de me abraçar e beijar ela era capaz de me acalmar a ponto de conter minha crise e assim evitar que minha auto destruição reiniciasse...

Assim descobri que Aquela que se tornou meu mundo tinha em mãos o controle que podia deter minha auto destruição assim que ela reiniciasse, mas a pergunta que me vinha em mente naquele momento era: Seria o alcance desse controle grande o bastante para abortar minha auto destruição quando esta fosse embora?

AUTO DESTRUIÇÃO REINICIADA. Terceira parte.

Diante da verdade que esfreguei na cara dele sua unica opção foi gritar como um louco dizendo que se ele saia e deixava a mulher dele doente em casa era responsabilidade dele o que abriu oportunidade para mim de dizer que na verdade era irresponsabilidade dele e que sempre que ele agia assim era para mim que sobrava as consequências: afinal de contas muitas foram as vezes que socorri minha cunhada passando mal em casa na sua dele.

Sem ter como reagir meu irmão como sempre alterou sua voz e aos gritos só disse tolices como por exemplo: dizer que não pedia para mim socorre-la ou que não era minha responsabilidade socorre-la.
Quando me dei conta estava respondendo a altura e com berros.

Disse a ele que diferente dele eu tinha coração e que jamais deixaria alguém passando mal e sairia e no final para concluir disse a ele que se não quisesse ajudar falasse a verdade e não perdia meu tempo com tolices e muito menos usasse a saúde da mulher dele como desculpa.
Depois disso peguei meu capacete pulei na moto e sai de casa...

A raiva que sentia era tanta que começou a escorrer pelo meu rosto em forma de lagrimas e nem ao menos pilotar minha moto era capaz de me acalmar.
Na metade do caminho para casa de meu amor notei que minha vista estava embasada e que minha respiração estava ofegante e meu peito parecia que ia explodir tamanha as batidas aceleradas do meu coração.

Naquele momento não tive duvidas de que aqueles eram os sintomas de meu transtorno de ansiedade generalizada que  estavam de volta.
Temendo que algo ruim acontecesse parei a moto tirei o capacete e me sentei na causada e esperei que assim como no passado os sintomas passassem apenas me acalmando e descansando.

Felizmente alguns minutos depois de suar frio senti minha respiração voltar ao normal e meu coração desacelerar e descobri que mais uma vez minha auto destruição fora abortada...

AUTO DESTRUIÇÃO REINICIADA. Segunda parte.

Quando finalmente encontramos um meio de ir para são Jose levar suprimentos a minha prima e visitar minha avó minha prima estava exausta e queria que encontrássemos alguém para rende-la como acompanhante de minha avó por uns dias.

Acontece que apenas mulheres pudiam ficar como acompanhante restando assim poucas opções para rende-la.
Enquanto minha avó esteve internada em nossa cidade minha prima tinha o auxilio de minha cunhada e minha namorada para rende-la, mas agora com meu amor se preparando para viajar ela estava fora de cogitação.

Ciente que era a unica mulher disponível em minha família minha cunhada se ofereceu a ficar no lugar da minha prima por uns dias o que achei uma atitude incrível da parte dela, mas ironicamente meu irmão que ate o momento não havia feito nada para ajudar ou atrapalhar resolveu atrapalhar bancando o marido preocupado e barrando minha cunhada de ir com a desculpa de que ela tinha seus problemas de saúde e que poderia passar mal la sozinha.

Aquilo me estressou mais que tudo e uma raiva muito grande tomou conta de mim e me vi a ponto de explodir e inevitavelmente foi o que aconteceu.
Em um momento de fúria disse a ele o quanto era irônico ele só se preocupar com sua esposa nos momentos que ela não precisava de ajuda e sim quando ela esta disposta a ajudar e com isso deixar um pouco de trabalho em suas costas.

Obviamente ele se fez de desentendido então fui claro em dizer que para sair pra jogar bola, ir a churrascos ou festas ele não se preocupava em deixar a mulher dele sozinha doente em casa, mas como ir cuidar da minha avó implicaria em ela deixar as crianças e a casa aos cuidados dele ai ele resolveu bancar o marido zeloso!

A seculos eu tinha vontade de lhe dizer essas coisas e aquela era a hora!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

AUTO DESTRUIÇÃO REINICIADA. Primeira parte.

De volta de São José eu não tive um momento de paz, pois fiquei muito preocupado com minha avó e prima.

Para piorar as coisas minha prima voltou a ficar apavorada la depois que vim embora devido a lerdeza do atendimento na primeira noite que ficaram la e pela manhã esta me ligou em prantos o que me deixou em choque e me forçou a usar minha mascara para acalma-la e dizer que tudo ia ficar bem.

Sem poder fazer nada para ajuda-las comecei a entrar em panico e senti depois de muitos anos meu coração acelerar como no passado,mas só por alguns instantes.
Claramente me lembrei do Transtorno de ansiedade generalizado,mas rezei para ser só impressão.

Só de tarde que as coisas começaram a andar la no hospital e ela realmente se acalmou e assim me deixou mais calmo também.
Com minha auto-destruição adiada pude relaxar um pouco e voltar minha atenção para o outro problema... a partida de meu amor.

Com praticamente tudo certo para sua partida meu amor estava preocupada em me deixar com tanta coisa ruim acontecendo.
Claro que o que eu mais queria naquele momento era te-la ao meu lado afinal de contas sem ela acredito que estaria perdido a muito tempo.

O fato era que não podia dizer para ela ficar, pois esta havia deixado claro que não iria se eu pedisse para ela ficar, mas eu não podia fazer isso.
Primeiro por que eu não queria ser aquele que destruiria seus sonhos e segundo por que depois de todos estarem apoiando e movendo mundos para ajuda-la a ir eu não poderia convence-la a ficar sem  causar um grande estardalhaço.

No meio de toda essa confusão minha prima se viu dias sozinha naquele hospital e precisava de roupas novas e suprimentos o que me forçou a procurar um meio de ir para são Jose.
O problema era como ir para la sem dinheiro?
Outra questão que me incomodava era que meu irmão não movia um dedo para nos ajudar e só abria a boca pra falar o que já sabíamos e isso só servia para me deixar ainda mais estressado.

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA.

"Coração acelerado e falta de ar são os principais sintomas do transtorno de ansiedade generalizada. Toda as pessoas já sentiram ansiedade alguma vez na vida, visto que a condição é comum e é uma resposta natural do corpo frente a ameaças. Quando nos deparamos com situações incomodas, quando estamos com medo ou irritados é normal sentirmos ansiedade. Além do coração acelerado e da falta de ar, pode haver dor no peito, sensação de frio no estômago e até mesmo tremores.
Normalmente a ansiedade logo passa, no entanto, indivíduos que sofrem do transtorno de ansiedade generalizada não conseguem se ver livre da situação. A ansiedade patológica é uma condição que incomoda constantemente a pessoa, caracterizando-se como uma doença crônica. Ela não ajuda o indivíduo a enfrentar a situação estressante e até mesmo pode dificultar uma reação adequada."

Quando eu era mais novo e passava por um estresse muito grande seja este estresse físico ou mental eu sentia estes sintomas. 
Sendo minha família toda cardíaca eu suspeitava ter herdado
problemas cardíacos também mas nunca fui ao medico checar.

Quando estes sintomas apareciam eu simplesmente ia me deitar e depois de alguns minutos tudo passava e eu voltava ao normal. Apesar de me recuperar só
com descanso enquanto estava sentindo esses sintomas eu me sentia como uma bomba prestes a explodir e admito tinha muito medo.
Naturalmente que alguns anos depois estes ataques desapareceram e eu meio que relaxei acreditando ter adiado minha auto destruição.

Mesmo depois de ter sido diagnosticado com Hipertensão esse transtornou não apareceu para me atormentar e durante um de meus exames pensei em falar a esse respeito, mas acabei não dizendo nada.

Depois que comecei a namorar com Aquela que se tornou o meu mundo então eu fiquei tão feliz que eu nunca mais tive problema algum de saúde; seja com minha pressão ou com esse transtorno que para mim tinha ficado no passado... ate agora!