Fui sincero ao dizer que apoiaria Aquela que me traz
esperança se isso fosse o que ela realmente queria, mas também fui sincero ao
dizer que não queria que ela fosse.
Disse também que sair de casa e do país seria o mesmo que
fugir dos problemas e isso nunca dá certo. (O incrível era eu achar que tinha
moral para dar esse tipo de lição para alguém).
No início ela êxito bastante e por isso cheguei a achar
que ela desistiria dessa ideia, mas alguns incidentes de última hora acabaram
lhe impulsionando a partir.
Passei as últimas 48 horas dela na cidade grudado nela e
acho que isso só tornou sua partida mais difícil para mim. Em sua última noite
comigo fiz alguns corres de moto com ela e ao deixa-lá em sua casa pela última
vez no fim da noite quase desabei em sua frente.
Depois de destravar e voltar para casa chorei como nunca
achei que poderia chorar ao ver alguém partir.
No fim das contas Aquela que me traz esperança foi embora levando consigo meu último desenho, minha capacidade de desenhar e também de
ter esperança...
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